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Petrópolis no Século XX


'SEU' JESUS DA PADARIA DAS FAMILIAS

Importantíssimo saber o quanto o blog avançou em sua proposta nestes três anos de vida, fazendo amigos, construindo memórias, documentando o século XX petropolitano.

Nosso desafio rendeu propostas que nos chegaram, tanto de fotos e documentos. Entre estas as de Francisco Camargo que se fez acompanhar de uma foto em 1957 em companhia de um histórico personagem, o Seu Jesus da Padaria das Famílias, porém fantástica é sua descrição relembrando também seu pai o saudoso professor Geraldo e seu avo, José Alonso Campos, que reproduzimos logo abaixo acompanhada do presente que é a foto. Agradeço ao amigo, este presente.

Esperamos que outras 'memórias', depoimentos, surjam para nosso prazer historiográfico e nossa reprodução.

"Essa fotografia foi tirada pelo meu pai - prof. Geraldo Camargo - por volta de 1957, em frente a nossa casa na rua Santos Dumont. Eu seguia junto com o Sr. Jesus, que era muito amigo de meu avô, pai de minha mãe - José Alonso Campos, que foi comerciante e vereador em Petrópolis - até o fim da rua, na confluência com a rua Bartolomeu Sudré (laderia do Buraco do Sapo), parando nas casas da "freguesia" a entregar pães e garrafas de 1 litro de leite. Tenho muito claro na memória as tantas vezes que fizemos isso, sempre na parte da manhã, e em dias belíssimos de sol, vento e um friozinho, o que significa dizer que os passeios ocorriam entre julho e setembro.

A chegada do Sr. Jesus era uma enorme alegria para mim, tanto pelo carinho com que era recebido por ele, como pelo prazer de me sentir meio que "dono do mundo". fora da minha família, você é primeira pessoa a vê-la."



Escrito por Oazinguito Ferreira às 14:17
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DESAFIO COMEMORATIVO

RESPOSTA:
Desejo agradecer aos nossos fieis visitantes que nestes três anos contribuíram para que este blog tenha se firmado como um dos mais  visitados em Petrópolis, o que nos deixa honrado pelo trabalho que procuramos desenvolver.
Se estivemos ausentes por longo tempo foi devido a nosso trabalho com o magistério.
Assim, passamos a resposta:
Realmente, aqueles que apontaram como sendo a descida da Mal. Deodoro, estão certos.
Vamos aos detalhes apresentados:
Glaucio foi o primeiro a apontar com exatidão a referência, Chico Camargo, acrescentou os detalhes, apontando a Padaria das Famílias com  sua carroça estacionada do lado externo. E aproveito pela contribuição de que o charreteiro era o 'Seu Jesus', importantissimo para nosso  registro memorialistico, assim como o detalhe dos 'fregueses de caderninho' que se seguiam a todas as ruas circunvinzinhas ao centro da  cidade. Realmente a carroça encontra-se no Museu Imperial destinada a exposição pública. Quanto aos veículos, infelizmente Chico erra  quanto a data. Não são dos anos 40/50, mas anteriores.
O que reforça o fato de ser uma foto de meados dos anos 30, possivelmente de 1934, são dois detalhes: o primeiro o do referido prédio  onde esteve baseada a CAEMPE, que pela foto é um sobrado, e possivelmente ganhou o terceiro andar ao final dos anos 30; em segundo a  ponte nova foi construída em meados dos anos 40, antes da derrubada da casa da fazenda e construção do Pio XII; e se observarem  nitidamente o calçadão de onde Haack (bisavo, não é Frederico?) bateu a foto é o mesmo que se apresenta  à frente da antiga pensão que  localizava-se no prédio da Casa da Fazenda do Córrego Seco. Quanto ao fato do mastro, concordamos com Peixoto quando assinala que  estes seriam do prédio onde se situava o consulado de Portugal, no sobrado da Padaria das Familias, mais Frederico também esta certo ao  apontar para mastro na frente do prédio do Banco Construtor e não do Fórum como ele aponta. Naquela época as manifestações civicas  quando se processavam ao final dos anos 20 e inicio dos anos 30 seguiam pela Avenida XV em frente aos mesmos prédios, já que estes  foram construídos ao final dos anos 20 e a área era o principal centro financeiro com o Banco de Petrópolis (atual BB) de um lado e o Banco  Construtor do outro. Até mesmo os registros de movimentos como os aliancistas e integralistas se processaram neste mesmo local.
Observe atentamente a foto também de Haack da construção da ponte (inicio dos anos 40) logo após a época da foto do desafio. Esta foto já  apresenta o abrigo central da Marechal Deodoro, destinado ao embarque e desembarque dos carros de praça e que possuía um café que  nos anos 50 e 60 ficou famoso por abrigar os fiscais da Coletoria do Estado que temporáriamente ficou sediada no prédio do Banco  Construtor.
Novamente agradeço a todos pela colaboração e prometo para breve um novo desafio.
Um forte abraço a todos.

PETRÓPOLIS NO SÉCULO XX EM SEU TERCEIRO ANIVERSÁRIO



Escrito por Oazinguito Ferreira às 23:12
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DESAFIO URBANO

Iniciamos nossa contagem regressiva para comemorarmos os três anos de atividades, assim resolvemos brindar nossos visitantes com um "desafio urbano". Destina-se aos mais "experientes", ou aos atenciosos petropolitanos que vasculham nossas "urbanidades", ou mesmo aos mais novos que podem questionar aos "mais vividos". A única dica a ser fornecida é a de que o autor da foto foi Haack, nosso "rei" em registros urbanos e a de que a mesma foto foi "batida" nos anos 30. Clique abaixo e nos envie a resposta:



Escrito por Oazinguito Ferreira às 11:52
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VARELLA ETERNIZADO EM PETRÓPOLIS POR BERNARDELLI

O busto do poeta que fascinou a toda uma geração de petropolitanos que com este conviveram e que após seu falecimento. Busto em praça que inauguraram em Petrópolis no ano de 1902 lhe rendendo as devidas homenagens vinte e sete anos pós morte, na mesma cidade onde passeava pelas praças, hospedava-se nos hoteis e em suas salas discutia com demais membros da imprensa. Escrevia para o Paraíba de seus amigos. Respirou a serra como deveria ser 'respirada'.

"Trinta e quatro anos apenas viveu o poeta; trinta e quatro anos peripatéticos, Aasverus redivivo por Seca e Meca, ora em Rio Claro, ora em Angra dos Reis, ora em Petrópolis, ora em Catalão, ora em São Paulo, ora no Recife, ora sem destino, por léguas e léguas na busca quiçá do fim do mundo."
(in, Vasconcellos, Francisco. O Cabloclo Varella, IHP, 1997)
"E neste insípido giro,/Neste viver sempre a esmo,/Vale a pena em seu retiro/ Cantar o poeta mesmo?"
(Fagundes Varella- Gazeta de Petrópolis, 10/ 05/1893)


HOMENAGEADO Fagundes Varela
LOCAL Praça Visconde do Rio Branco
ESPÉCIE Busto
AUTOR: RODOLFO BERNARDELLI


INAUGURAÇÃO: 1-11-1902
José Maria Oscar Rodolfo Bernardelli (Guadalajara,  1852 — Rio de Janeiro,  1931) foi um escultor e professor brasileiro
Apesar de nascido no México, no Brasil se formou e lançou suas obras. Naturalizou-se brasileiro em 1874.
Em companhia da família (foi irmão dos também artistas Henrique Bernardelli e Felix Bernardelli), deixou seu país natal em 1866, passando pelo Chile e Argentina e fixando moradia no Rio Grande do Sul. De lá mudou-se para o Rio de Janeiro, onde frequentou entre 1870 e 1876 aulas de escultura e de desenho de modelo vivo.
Em 1870 Rodolfo passou a freqüentar a Escola Imperial de Belas Artes, como aluno de Francisco Manuel Chaves Pinheiro. Naturalizou-se brasileiro em 1874. Na Academia Imperial conquistou medalhas de ouro e de prata e prêmio de viagem à Europa (1876). Permaneceu na Europa até 1885, principalmente em Roma. Em Paris fixou-se de 1878 a 1879.
Viveu alguns anos na Europa, estudando em Roma. De volta ao Brasil, passou a atuar como professor de escultura estatuária na Academia Imperial de Belas Artes e como diretor na recém-criada Escola Nacional de Belas Artes, que chefiou por 25 anos. Deve-se-lhe a construção do atual edifício.
Um dos maiores escultores brasileiros, deixou uma extensa produção, entre obras tumulares, monumentos comemorativos e bustos de personalidades. Executou as estátuas que ornamentam o prédio do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, o Monumento a Carlos Gomes em Campinas, uma estátua de Dom Pedro I para o Museu Paulista da Universidade de São Paulo na cidade de São Paulo e uma estátua de Pedro Álvares Cabral. Parte considerável de seus trabalhos foram doados para a Pinacoteca do Estado e para o Museu Mariano Procópio, em Juiz de Fora, onde seu último trabalho, um busto, inacabado está.
Uma herma em sua homenagem ergue-se na rua do Passeio, obra do escultor Correia Lima.

 

 



Escrito por Oazinguito Ferreira às 09:55
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AGRADECIMENTO

100.000 visitantes, uma marca, um marco!
Número que conseguimos alcançar com ajuda de nossos admiradores.
Dentre em pouco comemoraremos três anos de vida, ou será de memória?
Mas nossa presença é para agradecermos nossos visitantes por sua admiração e respeito ao nosso trabalho. Por sua fidelidade as nossas postagens, às nossas pesquisas.
Nossa promessa é a de procurarmos enviar mais postagens, publicações, sempre mais pesquisas sobre um século que conta a memória-história de nossa cidade e agradarmos nossos visitantes, nossos consulentes, quanto ao seu desejo por fatos e acontecimentos.

 



Escrito por Oazinguito Ferreira às 11:49
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CALDEIRA ROQUE: O ÚLTIMO DOS ARTESÃOS DA TIPOGRAFIA

 

Caldeira Roque aprendeu a tipografia nas oficinas dos diversos jornais que surgiram em Petrópolis no decorrer dos anos 20, notabilizou-se  assim como tipógrafo, sendo especialista nesta arte, um dos poucos que aprenderam no cotidiano da profissão. Caldeira chegou inclusive a  figurar como gerente de jornais efêmeros nos anos 30, mas não abandonou sua profissão. Foi um verdadeiro artesão, pertencia a mesma  geração de Ondona, o mago dos tipos, aquele que realizava as caricaturas e charges.
Ambos pertenceram a uma geração que se destacava por seus efeitos especiais. O chumbo era seu pior mal, respiravam este veneno pelos  restos de suas vidas. Doentes muitos se apresentavam sem benefícios ou amparo.
Esta foto foi batida em meados dos anos 80, quando Caldeira já aposentado ainda desempenhava suas funções nas oficinas da Tribuna de  Petrópolis, pouco antes da revolução do parque gráfico da Tribuna que passou a ser impressproa em off-set.
Faleceu em fins dos anos 90.



Escrito por Oazinguito Ferreira às 13:07
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PORCIÚNCULA: PETROPOLITANO E MITO

 

Dr. José Tomás da Porciúncula (1854-1902), médico, vereador, presidente da Câmara, deputado,senador,  Presidente   do Estado do Rio de Janeiro, Ministro. Enfim, um homem , um petropolitano, cuja carreira política foi realmente de  glória. Um personagem de grande destaque no cenário político nacional. Um político que realçou sua cidade no seio  da sociedade republicana brasileira.
Seu amor pela cidade não se encontrava presente somente pelas obras, mas pelas ações. Em 1894, ainda ocupando  o cargo de Presidente do Estado, após a inauguração do prédio, Porciúncula fez questão de transmitir o cargo para o  dr. Mauricio de Abreu no ambiente do mesmo fórum.
Já uma reunião de "amigos" ocorrida em 15-06-1900, realizou-se com o objetivo de deliberar sobre o modo de  perpetuar a memória do médico, político. Diversas foram as idéias, sendo que a mais importante entre estas foi a  organização de uma comissão para levantamento da estátua em praça pública que ocorreu em 08-12-1912, com o  lançamento conseqüentemente da pedra fundamental da estátua em 28-12-1912.
Porciúncula faleceu em sua residência ao final da então Avenida Paulo Barbosa em 1902. Desde então inúmeras foram  as homenagens organizadas em nossa sociedade. Porém podemos firmar que estas já se realizavam bem antes de  seu falecimento.
A primeira homenagem transcorreu após a construção do edifício público do fórum em 13-09-1897, quando ele  acabara de exercer o governo provincial, quando ocorreu a maior construção de relevo tanto arquitetônico como  político na cidade e no Estado ao final do século XIX. Estamos falando da inauguração do retrato do eminente  petropolitano no salão do Tribunal do Juri, trabalho a óleo do artista Ernest Papf.
Já em 15 de junho de 1900, quanto este ainda encontrava-se vivo, no edifício da sede da Associação dos  Empregados do Comercio, reúnem-se novamente  seus amigos  para deliberar sobre o modo de perpetuar-se a  memorização do ilustre petropolitano, sendo escolhida uma comissão composta por nomes como Henrique Marinho,  João Francisco Barcelos, Jorge Pinto, Edmundo Lacerda, Sebastião de Carvalho e José Lopes de Castro para estudar  o assunto.
Em 19.6.1902, seus amigos deliberam fundar o “Instituto Dr. PORCIUNCULA de Proteção e Assistência á Infância  Desamparada no Estado do Rio de Janeiro”, isto pois já em 1883 ele visitara a Fábrica São Pedro de Alcântara  indagando do estado de instrução das crianças que ali encontravam-se empregadas. Não ficando satisfeito com a  resposta, mesmo observando o fato de as fábricas apresentarem escolas suas e de Petrópolis possuir escola noturna  gratuita.
Em outubro de 1911, novamente seus amigos reúnem-se, na sede do Clube dos Fenianos e sob a presidência de  Ricardo da Fonseca, deliberam constituir uma comissão que presidida por Arthur Annes Jacobina Pires, promovem o  levantamento em praça pública de uma estatua de Porciúncula.
A localização exata para a estatua se deu pela deliberação de no. 148 de 05-02-1912, na Praça da Liberdade, onde  justamente o povo se reunia semanalmente em seu lazer, sua construção contou com apoio financeiro dos amigos e  do governo do Estado.
Em 16.7.1921 foram  inaugurados no salão da Câmara Municipal os retratos dos des.  José Tomás da PORCIUNCULA  e Hermogênio Silva. Esta teria sido a homenagem definitiva a um grande petropolitano.

 

 

(Detalhes do munumento e da praça nos anos 30, foto de Haack)

Iniciando a comemoração do nosso terceiro aniversário anexamos um presente para os nossos visitantes. (Basta um click)



Escrito por Oazinguito Ferreira às 10:10
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A PONTE METÁLICA NA BACIA DA PRAÇA D. PEDRO

(A ponte presente desde as décadas finais do século XIX)

As pontes de madeira pintadas de vermelho sempre foram uma tradição em nossa cidade desde o século XIX, porém no limiar do novo século, principalmente na bacia onde os Rios Quitandinha e Palatino encontram-se, isto é na principal via, constituíam uma situação calamitosa com o crescente trânsito e movimento pela então Avenida XV de Novembro.
Este fato não somente constituiu imensa 'dor de cabeça' para a administração Porciúncula, como para seus herdeiros políticos como o Dr. Arthur de Sá Earp.
A administração Porciúncula já efetivara uma imensa transformação com a presença dos prédios públicos na cidade e com a oficialização das novas artérias residenciais e de trânsito na saída do centro. Mas a urbanização definitiva se deu na primeira década com a macadamização da Avenida XV de Novembro e a instalação da 'ponte metálica' na Bacia que foi inaugurada em 02 de dezembro de 1906, segundo Fróes, com uma maravilhosa festa popular já que se tratava de uma obra de modernização das mais importante via da cidade.
O ano de 1906 já apresentara inúmeros processos como as reuniões para desenvolver o ‘aformoseamento’ da Praça da Liberdade, o mais importante centro de reunião e lazer da sociedade. Até mesmo o planejamento e inauguração do ‘coreto’ em dezembro de 1905, constituiu-se em  um projeto de grande anseio popular, já que a apresentação de uma banda e um festival nacional de bandas foi organizado no ano de 1906 com forte presença popular. O coreto foi construído pelo Clube dos Diários e por ele oferecido à Municipalidade, o mesmo que, embora em outro ponto, ainda hoje se encontra, segundo Gabriel Fróes.
O ano de 1905 e meados de 1906 foi marcado por torrencial chuva sobre a cidade, dados de Fróes assinalam, que  no Quissamã uma represa que se formara com águas das grandes chuvas caídas sobre a cidade rompeu-se, sendo destruídas três casas e mortas doze pessoas. Na Provisória uma linha férrea provisória foi assentada sobre pilhas de dormente substituindo a anterior destruída pelas chuvas.
Mas a ponte metálica constituiu-se no marco da administração Sá Earp em 1906.
As diversas fotos em sua maioria pertencem à coleção de José Kopke Fróes e de cartões postais, assim como as fotos de R. Haack.
Os fotógrafos da série são de dificil identificação com exceção de Haack. Podemos supor que as mais antigas sejam de Hees, cujo ilustrações para as revistas e jornais na época eram predominantes a partir de seu estúdio.

 

(A macadamização ainda em processo e a colocação do meio-fio)

 

 

 

 

 

 

(Haack já registra nos anos 30 outra ponte que não a metálica)

 

(Registro já nos anos 50, anterior a 'pseudo-urbanização' de Castrioto)



Escrito por Oazinguito Ferreira às 19:48
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COMO NASCEU UMA FAVELA EM PETRÓPOLIS

Já discorrermos neste blog sobre o histórico temporal de 1988 que causou tragédias que vitimaram mais de uma centena de vidas e deixaram mais de mil desabrigados em Petrópolis.
As fotos deste ensaio, de autoria do fotografo Altair de Oliveira, apresentam a limpeza das ruas petropolitanas, na foto a Coronel Veiga, tradicional ponto de transbordamento do rio Quitandinha e a queda de parte da Estrada do Carangola. Por último, foto publicada pela Tribuna de Petrópolis no ano seguinte e que apresenta o nascimento da favela da BR-040 em Pedro do Rio, a famosa "Buracada", ou como hoje é denominada oficialmente, "Vila Rica". (Coleção Silvio de Carvalho)



Escrito por Oazinguito Ferreira às 00:19
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CASA COPACABANA: UMA RIVALIDADE AO CRUZAR A AVENIDA XV


Esta propaganda seguia impressa na contra-capa da Revista Serrana de Silvio de Carvalho da Silva em 1955. O desenho produzido por Sidney por encomenda do próprio Silvio para sua revista. O Copacabana criada em 1949 já se tornara o restaurante e confeitaria da moda e iniciando uma rivalidade com a Casa D'Angelo que cruzou as décadas finais do século XX pelo chopp gelado servido, além de um chá ao cair da tarde nas mesas de seu restaurante.

O prédio que sediou por meio século a Confeitaria e Restaurante Copacabana, era um sobrado do inicio do século XX,  composto de um térreo e dois pavimentos superiores, estilo arquitetônico art-dêco.
Foi bastante modificado de sua concepção original em várias décadas.
Neste prédio esteve instalado o Cinema Paulicéia que era freqüentado pelo presidente Hermes da Fonseca.
No mesmo local esteve a Loja do Comissário Hugo, uma transportadora famosa na cidade; o Café Central; o Restaurante Milano e o Restaurante Roma.
Já em 1945 o português Raul Lourenço Rainha abril a Casa Rainha, uma confeitaria e restaurante, juntando os dois restaurantes que funcionavam no prédio, tanto o Milano como o Roma.
Mais tarde ainda nos anos 40 a Casa Rainha mudou de proprietário e passando a denominar-se Casa Bragança, uma confeitaria de biscoitos finos, passando posteriormente a outro proprietário sob nova denominação de Casa Fluminense, um varejo de comestíveis finos.
No ano de 1949 é criada a Confeitaria Copacabana, que comportava uma padaria, biscoitos finos e um restaurante de grande freqüência junto aos cariocas que tomavam seus drinques na Casa D'Angelo e cruzavam a então Avenida para almoçar no estabelecimento.
No ano de 1989 a confeitaria e restaurante encerra suas atividades e o largo espaço cede lugar a Copacenter, uma loja de móveis, sendo finalmente fechada em 2006 para divisão em diversas lojas em uma ampla galeria que até hoje funcionam.

Os artigos finos, principalmente os importados em exposição

Os vinhos de grande qualidade com garçons especializados

Em suas últimas décadas, um violão e uma voz se faziam presente no pequeno palco montado ao fundo do restaurante à noite, onde durante o dia era ocupado por um buffet.

Algumas fotos foram extraídas do trabalho realizado para o CD do projeto pró-Centro.



Escrito por Oazinguito Ferreira às 23:58
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SAVAGE LANDOR VISITOU PETRÓPOLIS

Arnold Henry  Savage Landor, foi um pintor inglês, explorador, escritor e antropólogo, nascido em Florença em 1865 e falecido em 1924. Neto do poeta e escritor Walter Savage Landor.  Viveu intensamente  sua vida visitando diversas regiões do globo em diversas épocas, principalmente as  regiões da Ásia em companhia de inúmeras personalidades do período.
Gabriel Fróes registrou sua visita à Petrópolis em 1903 acompanhado de Ernesto Sena e seu retorno mais tarde ao Brasil para explorar o Mato Grosso em 1911.
Ernesto Sena e/ou Ernesto Augusto de Sena Pereira (1858/1913), militar e jornalista, dedicado a reportagem e pesquisa histórica, foi redator do Jornal do Comércio, além de membro de várias sociedades cientificas e literárias. Sena mantinha um bom relacionamento com os políticos, militares e membros do clero. Admirado tanto por monarquistas como por republicanos, publicou diversas obras sendo que uma destas é pesquisada até a atualidade pelos historiadores, "O Velho Comércio do Rio de Janeiro".



Escrito por Oazinguito Ferreira às 22:44
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CASA EDSAN: TRADIÇÃO QUE ENCERROU AS ATIVIDADES

Fachada da tradicional loja

No decorrer dos anos 40 no sobrado da então Avenida XV de Novembro, Eduardo Santos abriu sua confecção de camisas sob medidas que eram fornecidas posteriormente para sua tradicional loja em Petrópolis a Edsan e para a Tabu Distribuições Gerais pertencente ao empresário Amleto Taboada.
Eduardo Santos junto a outros Petrópolitanos constituíram o chamado "Clube dos 13"
Um grupo de bons amigos que se identificavam pelo mesmo ideal, sendo Petrópolis a razão maior das reuniões. Geralmente o local escolhido era o Petropolitano Futebol Clube ou a Cantina Italiana. Durante vários anos, fizeram parte deste grupo além do nosso saudoso Gustavo Ernesto Bauer, os seguintes: Euclydes Pinho, Dr. Acácio de Souza Branco, Dr. Guilherme Eppinghaus, José Malaquias Rodrigues, Eduardo Santos, Elmo Pfeiffer, José Soares de Sá, Gabriel Froes, José Kopke Froes, Dr. Mário Pinheiro, Dr. Moacir Benaion, Saul S. Avellar, Dr. Paulo Barros Franco, Lupério dos Santos e outros (in, Paulo Roberto de Oliveira, IHP).
Durante décadas a Edsan era sinônimo de roupas sob medidas para homens elegantes. Além da tradicional camisaria de Eduardo Santos, reunia o que havia de melhor em ternos, já que foi uma das substitutas da tradicional Ducal de Petrópolis, e de roupa masculinas intimas, uma tradição da famosa Casa Nelson que encerrou suas atividades ainda ao final dos anos 80.
Muitos clientes da casa Edsan eram profissionais liberais e senhores da sociedade carioca que veraneavam em Petrópolis, porém com o advento do comércio de roupas prontas, esta clientela observa o fato de adquirir em outras lojas na cidade do Rio.
A tradicional casa de roupas masculinas não conseguiu sobreviver a crise que se abateu sobre o comercio petropolitano na última década, principalmente o de roupas acabadas e importadas que se e encerrou suas atividades em 2008.
 

 

Suas vitrines

 

 

Os balcões de madeira de lei do terreo e o cuidado que se dedicava a organização principalmente das camisas, produto de tradição da loja

 

 O mezanino

Organização que caracterizava a administração.

As fotos pertencem ao trabalho em CD promovido pela Prefeitura Municipal na administração Leandro Sampaio que procedeu ao levantamento do mobiliário urbano petropolitano para o plano de revitalização histórica.



Escrito por Oazinguito Ferreira às 23:12
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PANIFICAÇÃO ELITE

 

O café na cidade era concorrido; Café Brasil, Café Rio Branco, Café Rosa Vermelha, Café Caravana e do outro lado da cidade a Panificação Elite, estabelecimento pertencente à família Chauffaille, estabelecida desde os anos 60 no sobrado que ficava ao lado da famosa Loja Pellegrini, também um sobrado que hoje se encontra substituído pelo prédio do mesmo nome, Edifício Pellegrini.
Sua marca fundamental em serviços, foi a do fornecimento de pães para os clientes que dos anos 60 aos 90, em sua maioria operária que após suas compras deslocavam-se para os pontos finais de ônibus que se localizavam nas suas proximidades.
Nos anos 80 e 90, os seus lanches eram disputados pelos lojistas próximos e pelos profissionais liberais do Edificio D. Pedro II.
Ao final dos anos 90 com o deslocamento dos pontos de ônibus para o terminal, a Panificação para evitar uma falência anunciada, encerrou suas atividades e a família alugou o sobrado para a empresa que administra a cadeia de lojas Casa & Vídeo.



Escrito por Oazinguito Ferreira às 21:04
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PRESENTINHOS PARA NOSSOS VISITANTES

Nesta postagem agradecidos pela fidelidade de nossos visitantes, já que estamos próximos de comemorar três anos de atividades. Disponibilizamos alguns presentes. Primeiro uma foto histórica publicada em uma das revistas lidas no Rio de Janeiro e que à época surpreendeu com magnifica cobertura de reportagem sobre a inauguração da Estrada Rio Petrópolis, assim como a presença do Presidente Washington Luís na região das Duas Pontes para junto ao marco-monumento que lá permanece até a presente data houvesse a continuidade dos festejos com a presença da população petropolitana.

Inauguração da Rio-Petrópolis, Duas Pontes, 1928  

 Vamos também apresentar a fotografia de um operário quebrando uma rocha tendo por cenário o Palácio Quitandinha em construção.

Operário no Quitandinha, 1942

Finalmente destacamos a foto publicada na revista norte-americana LIFE de 1945, do premiado fotográfo norte-americano, Frank Scherschel.

Salão do Quitandinha, 1945

Uma foto da Praça Oswaldo Cruz (atual "praça do cemitério") que foi urbanizada e inaugurada em 1935 na administração do prefeito Yeddo Fiúza.

Praça Oswaldo Cruz, 1935 

 

 



Escrito por Oazinguito Ferreira às 12:28
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CENTENÁRIO DE PETRÓPOLIS

Inúmeras foram as atividades realizadas no ano de 1943 que compuseram as comemorações do Centenário de fundação da cidade e entre elas estava não somente o lançamento de selos como da marca d'água destinada a documentos. Com a presença do exmo. sr. presidente da República, Getúlio Vargas. Exposições, Congressos como o Eucaristico e a criação do Museu Imperial.

 

Este já é o selo e marca d'água do Centenário de Elevação de Petrópolis à Cidade que ocorreu em 1957.



Escrito por Oazinguito Ferreira às 20:49
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