Petrópolis no Século XX - Petropolis in the Twentieth Century - Local History


Caderneta de Seccos e Molhados

 

Agradeço ao amigo José Vantine (empresário local) a possibilidade de registrar uma das poucas memorabilia que neste espaço postamos. Trata-se da "caderneta de compras", o tradicional "fiado" que as famílias possuíam e acertavam ao final do mes. Esta é de um tradicional "Armazém de Seccos e Molhados", como eram denominados os cerealistas de comunidades, quarteirões e bairros de nossas tradicionais cidades brasileiras. Em nosso espaço registramos inúmeros destes prédios, alguns que foram derrubados e outros conservados por seus proprietários.

Como última propriedade petropolitana, objeto deste conjunto de transformações urbanas, relatamos o do tradicional prédio das Duas Pontes em Petrópolis que se encontra desde a última década do século XIX e que atualmente passa por obras que muitos questionam se seriam de recuperação.

A caderneta que apresentamos pertence ao tradicional Armazém da Rua Gonçalves Dias (no.470), no Valle do Paraízo (atual Valparaízo), que pertencia a firma de Francisco Gall Sobrinho & Irmão e com propriedade foram constituídas na primeira década do século XX, porém a que retratamos pertenceu a Margarida Claire e com relatos de suas compras no ano de 1911.

A citada caderneta, cujo proprietário não foi mencionado é uma das inúmeras preciosidades do século XX que as famílias petropolitanas desconhecem seu real valor histórico, assim como inúmeras fotos que são jogadas ao lixo sem expressão do seu valor para reconstituição da memória e da história da sociedade petropolitana.

 

Esperamos que este padrão de cultura-desperdício venha a se encerrar em nossa sociedade com os inúmeros procedimentos educacionais que companheiros realizam junto às famílias por intermédio de seus filhos.

 



Escrito por prof. Oazinguito Ferreira às 19:58
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A Estação Ferroviária e seus Derradeiros Dias

 

A foto apresenta a primeira estação ferroviária de Petrópolis em seus últimos dias, com laterais e fachada sendo derrubadas e já apresentando externamente a acirrada competição entre os bondes, condenados pela opinião pública e os rivais lotações que já conferem seu ar de graça como instrumentos de mobilidade urbana consentida pela municipalidade que ajuda a condenar na mesma década os bondes (1936). (foto do Arquivo do Museu Imperial, reproduzida em CD Comemorativo do Sindicato da Construção Civil de Petrópolis)



Escrito por prof. Oazinguito Ferreira às 18:35
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Igreja do Rosário & Monsenhor Gentil V

       

Primeira missa realizada diretamente na "fonte milagrosa" que surgiu durante as obras de construção da nova Igreja. Situada à entrada do Colégio que também leva o nome do Monsenhor Gentil.

 

    

Outra foto reproduzida para postagem da construção da nova Igreja.

   

Em novembro de 1958 Monsenhor Gentil rezou sua última missa na antiga capela do Rosário antes da derrubada definitiva, segundo o registro fotográfico doado para reprodução (citação em postagens anteriores por autorização da proprietária da coleção).

prof. Ms. Oazinguito Ferreira



Escrito por prof. Oazinguito Ferreira às 13:57
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Fraternidade Oswaldo Cruz de Petrópolis

  

Chico Xavier em visita a Livraria da Rua Alencar Lima

O Grupo da Fraternidade Espírita Oswaldo Cruz, de Petrópolis, foi criado em 1959, na Rua Gal. Marciano Magalhães, 339, no Morin.

Quando solicitei ao seu Vice Coordenador Geral, Márcio Rezende dos Santos, um histórico sobre a criação da instituição e da histórica presença de Francisco Xavier em Petrópolis, ele me adiantou que qualquer histórico estaria incompleto se não fosse preenchido com as palavras de um de seus fundadores por intermédio de um relato histórico e precioso para o grupo. O documento a que Márcio se refere seria a carta de Daniel P. dos Santos, um de seus mais importantes expoentes, com uma vida inteiramente dedicada não somente ao grupo como a Doutrina Espírita.

Chico Xavier recebe uma homenagem da sede da Fraternidade

Assim, considero importante reproduzir esta história da forma mais procedente possível, principalmente nesta data que o grupo comemora seus 54 anos de existência, com a reprodução do texto "Como Conheci Chico Xavier", de autoria de Daniel Santos.

Não é somente a história de uma instituição com uma considerável obra social na comunidade petropolitana, mas como uma excelente representatividade na comunidade espírita brasileira.

 

Agradeço gentilmente a Márcio pela cessão destas importantes reproduções, como também pelo documento de Daniel que muito enriquece a história não somente da Doutrina Espírita como de uma das mais novas e importantes instituições de Petrópolis.

Carta de Daniel Santos - Clique

prof. Ms. Oazinguito Ferreira



Escrito por prof. Oazinguito Ferreira às 22:29
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Colégio Notre Dame de Sion de Petrópolis - 1924

 

 

Esta foto pertencente ao acervo da Universidade Católica de Petrópolis, apresenta à época o Colégio Notre Dame de Sion, logo após a sua construção e urbanização da respectiva área periférica pela administração municipal em pleno anos 20, após projeto de Sá Earp, registre-se também que se encontrava também erguida a capela interna do Colégio.

Deve-se observar nesta foto que o "bico" de terreno que pertencia ao conjunto do Solar, apresenta-se cercado, por ordem da direção do Colégio, assim como o próprio Colégio, aparecendo em seu interior o quiosque que integrava o Garden Party que à época pertencia ao jardim de inverno do Solar do Visconde de Ubá. Pode-se também deduzir que possivelmente existissem estufas na mesma área.

 

(Quiosque do Solar do Barão, onde a princesa Isabel passou sua Lua de Mel)

Podemos não somente vislumbrar ambas as ruas que fazem o entorno da propriedade, tanto a Benjamim Constant como a Rua Silva Jardim, assim como as mansões e solares que foram erguidos na passagem dos séculos. Também podemos observar em primeiro plano a Rua Caldas Viana e o “Secos e Molhados” que se estabelecia na esquinas desta rua com a Silva Jardim, assim como a linha da estrada de ferro que se dirigia para a passagem do túnel.

 

(Secos e Molhados da Caldas Vianna)

Observem que não ocorreram grandes ocupações de moradias nas áreas de declive na bacia dos morros, apenas apresentando-se moradias ao fundo da região, na área da Floresta, principalmente em sua base da com muitas casas de relevo arquitetônico e algumas ocupações populares que segundo os registros jornalísticos da época eram ocupados por famílias de baixo poder aquisitivo e que constantemente necessitavam da presença da força pública. Também já se observava o alongamento residencial da Rua Benjamim Constant com inúmeras construções na mesma época.

 

(região da Floresta)

 

Um grande destaque para a época era a presença das Magnólias não somente pelos jardins do Colégio e principalmente no plano urbanístico das ruas do entorno, fato que apresentava contornos que lembravam os jardins franceses do período Haussmanniano.

prof.Ms. Oazinguito Ferreira

prof. Ms. Oazinguito Ferreira



Escrito por prof. Oazinguito Ferreira às 19:55
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Igreja do Rosário & Monsenhor Gentil IV

 

Esta raridade onde podemos observar o Monsenhor Gentil em estado de contemplação de sua criação, a nova sede para a Igreja do Rosário, onde podemos ver a abóboda em construção. Gentil doação da professora Márcia Correa, atualmente diretora do Colégio Monsenhor Gentil da municipalidade e também criado pelo próprio Monsenhor nos fundos da Igreja.

  

Nesta foto podemos observar outra etapa da construção de sua nova fachada e os caminhões de carga e descarga que estacionavam em sua lateral.

A foto da igreja antiga com os cartazes da empresa M.N.Corrêa Ltda (Petrópolis) já organizando seu canteiro de obras e preparando a área para outra empresa a Estacas Franki Ltda.  (Rio de Janeiro) de fundações poder se estabelecer.

prof. Ms. Oazinguito Ferreira



Escrito por prof. Oazinguito Ferreira às 17:28
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Quitandinha se Revela pelos Postais III

    

Os dois postais apresentados nesta postagem não possuem identificação da autoria, para alguns estudiosos seriam de uma fase de Haack em que procurara fazer um novo álbum, mas não conseguimos certificar a história, já que muitos de sua época se encontram falecidos e a escassez de documentos familiares sobre o assunto é grande. Existe a necessidade de comprovar-se a grafia com a dos demais postais por um especialista. Porém podemos observar como novos ângulos do acesso e saída do Hotel.

  

Este fragmento do postal apresenta o tradicional estacionamento que tantos visitantes como hospedes realizavam em sua via de saída, assim como podemos observar o fluxo de chegada ao hotel. Não possuímos informações sobre a presença de estacionamentos no projeto original, porém a ocupação realizada em sua totalidade nos apresenta dúvidas quanto a estacionamentos.

   

A via de acesso se apresenta como na atualidade sem grandes modificações, apenas a presença de árvores plantas nos canteiros centrais e laterais.

  

Este fragmento apresenta canteiros centrais bem cuidados. Não podemos aventar possibilidades do trânsito, mesmo que o postal anterior apresente uma única mão de saída. Neste as tradicionais duplas vias de mão se apresentam, principalmente pelo trânsito de mão dupla que contorna o Hotel.

prof.Ms.Oazinguito Ferreira



Escrito por prof. Oazinguito Ferreira às 08:29
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Quitandinha se Revela pelos Postais II

    

Este outro postal idenficado a autoria como da empresa Colombo, apresenta alguns anos mais tarde a "prainha" do lago do Quitandinha já com a presença de alguns coqueiros que na postagem anterior somente se encontravam plantados, mas ainda não atingindo sua plenitude.  Um detalhe especial é o de que a areia para a criação desta praia artificial foi coletada em Copacabana por autorização da Prefeitura do Rio de Janeiro. Não podemos nos esquecer que Joaquim Rola era um inveterado jogador de peteca na praia.

  

 

Neste fragmento do postal podemos observar com maiores detalhes a "prainha" que também foi adorada por casais que no Hotel passavam sua "lua de mel", considerada uma das especialidades do turismo da empresa de Joaquim Rola.

  

Neste postal, cuja autoria não ocorreu identificação, podemos observar com maior riqueza de detalhes a "Prainha" com seu ancoradouro que circulava uma piscina dentro da própria lagoa. Ao longe podemos observar a cadeira do salva-vidas.

  

Observamos neste fragmento os barcos ancorados na prainha com a presença de um "barzinho".

Neste outro fragmento observamos com detalhes o canal que foi criado ao lado da piscina com outras embarcações de diversão, tais como pedalinhos que durante os anos 60 tornaram-se predominantes na lagoa com a retirada dos barcos de remo, tipo pescador.

 

prof.Ms.Oazinguito Ferreira

 



Escrito por prof. Oazinguito Ferreira às 14:33
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Quitandinha se Revela pelos Postais I

   

Os postais nos apresentam "modos de ver" diferenciados de uma região. Neste caso, a urbanização realizada pela empresa contratada por Joaquim Rola apresentou tanto nos anos 40/50 a "prainha" sempre recordada por aqueles que possuem a idade de haver testemunhado criações como estas que compunham a alegria de seus visitantes e hospedes na época.

      

Neste postal cuja empresa e autoria não conseguimos identificar, podemos observar a rua de saída do Hotel e que conduz a Churrascaria do Lago com um caís particular para os pequenos barcos atracarem.

Desta calçada podemos observar também a subida para um mirante com bancos para descanso e mesas para a realização de picnics, outras das atividades que não mais possuem vestigios.

       

Da calçada avistamos o final da prainha que conduz ao pequeno caís e a churrascaria.

O postal ainda nos apresenta as obras que eram realizadas no morro próximo para a construção de algumas casas que segundo o projeto seriam normandas com lareiras caracterizadas para venda direta a clientes especiais da empresa.

prof.Ms.Oazinguito Ferreira



Escrito por prof. Oazinguito Ferreira às 13:08
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Operários da Cascatinha - Fanfula - 1906

  

O jornal Fanfula, um periodico da colônia italo-brasileira e editado em São Paulo, foi criado em 1893, e mantinha contato com as demais colônias nas mais diversas regiões brasileiras. A foto publicada em sua edição de 1906 retrata os operários da Cascatinha a caminho de um de seus festejos na vila Operária. Cópia da página gentilmente cedida por um de nossos admiradores.



Escrito por prof. Oazinguito Ferreira às 18:50
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Mario Olivetti Veículos em Petrópolis - 1974

   

Desejo agradecer a ajuda do amigo, Guilherme da Costa Gomes, de sua autorização para a republicação de foto presente em seu blog "Antigos Verde Amerelo", que recorda a inauguração da concessionária Alfa Romeo de propriedade do piloto de corridas Mario Olivetti, como as que se iniciaram em Petrópolis em 1949. Olivetti dirigia sempre sua Alfa Romeo (Giullia) no. 65. A concecionaria localizava-se onde hoje se situa o Banco Bradesco (ex-BCN, que foi inaugurado após a falência da Concecionária), ao lado do então Banco da Bahia e da Lanchonet Tónis que posteriormente mudou-se para a proximidade da Modas CasaNova.Estacionado em frente à nova representante, o recém lançado Alfa Romeo 2.300 e, na vitrine, um monoposto de corrida.

Fonte, blogs:Guilherme da Costa Gomes - http://antigosverdeamarelo.blogspot.com.br/2010_04_01_archive.html - Pedro Henrique Baleiro e está em seu blog, o http://puntata-taco.blogspot.com/

 

prof. Ms. Oazinguito Ferreira



Escrito por prof. Oazinguito Ferreira às 08:42
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Rua do Imperatriz Sem os Trilhos dos Bondes

Um raro bilhete postal que se encontra sendo comercializado pelo site da EBAY, apresenta a Rua da Imperatiz em 1904. Este bilhete postal foi enviado de Petrópolis pelo então tenente João Fulgêncio de Lima Mindello,que nesta data cumpria serviço no Palácio Rio Negro acompanhando a presidência. Mais tarde, como General, pertenceu (1939) a diretoria do Instituto de Geografia e História Militar do Brasil do qual foi um dos fundadores. Paraibano, pertenceu a comissão técnica composta por professores catedráticos da Escola Politécnica do Rio de Janeiro nos anos 30.

Observe atentamente que a rua da Imperatriz era de saibro e somente em 1914 os trilhos dos bondes Cia. Brasileira seriam instalados.



Escrito por prof. Oazinguito Ferreira às 19:22
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Rua da Imperatriz e os bondes

A então avenida Sete de Setembro, como consta deste postal editado nos anos 20, foi a tradicional Rua da Imperatriz do século XIX, nomenclatura que retornou nos anos 80 do século XX. O fator da mudança foi a conhecida avalanche de modismo  na qual o movimento republicano  atingiu Petrópolis e seus expoentes políticos após a proclamação do fim da monarquia e da ascensão do sistema político republicano em nosso país. 

Segundo historiadores locais, um movimento que se estabeleceu mais pelo modismo político de época do que pelas verdadeiras concepções políticas presentes em seus defensores. 

Semelhante processo conduziu a uma mudança radical na nomenclatura das ruas e praças petropolitanas, assim como o de suprimirem das fachadas de moradias tradicionais da cidade, os brasões representativos de famílias de seus moradores, assim como a comercialização de muitas destas construções a comerciantes e industriais da cidade do Rio de Janeiro.

Como bem sabemos, na última década os postais tem demonstrado toda a sua importância no estudo das mudanças urbanas ocorridas nas cidades brasileiras, principalmente os que foram editados entre fins do século XIX e primeiras décadas do século XX.

 

  

Neste postal destacamos a presença de uma família que se encontra aguardando o transito do bonde, já que áreas próximas ao Palácio Imperial eram consideradas as áreas mais nobres da cidade. Podemos também observar no fragmento extraído do mesmo postal, os destacados trilhos da linha de bonde da Cia. Brasileira de Energia que corriam pelas mesmas vias e nos anos 30 por pressões da nova burguesia e de seus representantes políticos foram retirados da cidade.

O “falso modernismo petropolitano” já ocorria bem antes da Segunda Guerra Mundial.

  

Prof. Ms. Oazinguito Ferreira



Escrito por prof. Oazinguito Ferreira às 09:16
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Vargas passeando por Petrópolis

https://www.youtube.com/watch?v=kgtNWYVP3RI

Getúlio Vargas passeando em Petrópolis em 1952, um verdadeiro documento histórico em curta metragem da passagem do então presidente pela cidade. produzido pela Agencia Nacional, encarregada de realizar a presença do Presidente e de seu contato com os populares. Procurava reproduzir o mesmo espirito de marketing político que o DIP realizava quando do Estado Novo. 

Devemos observar os lugares visitados por Vargas em Petrópolis nos anos 50 e a maioria de nossos visitantes procurarão identificar.

Prof. Ms. Oazinguito Ferreira



Escrito por prof. Oazinguito Ferreira às 22:25
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Igreja do Rosário & Monsenhor Gentil III

   

Este fragmento da foto postada anteriormente, que caracteriza o movimento petropolitano dos anos 40 na Praça da Inconfidência, nos apresenta detalhes que desapareceram do cotidiano da cidade de Petrópolis. No primeiro se apresenta o grande fluxo de caminhões descarregando mercadorias no antigo e tradicional Mercado Municipal, o mesmo ente "falecido" que na atualidade a municipalidade não revigora e mantém somente a frente que encontra-se tombada pelo patrimônio público.

O Mercado era um grande centro de redistribuição de produtos avícolas de São José do Rio Preto para toda a região e também para as feiras do Rio de Janeiro. Pequenos produtores transitavam pela região, assim como muitos consumidores, pois pequenos abatedouros encontravam-se dentro do próprio mercado que ainda comportava duas salsicharias e três açougues, dois de carnes verdes (carne bovina fresca) e um de suínos sendo abastecido pelos pequenos produtores dos quarteirões, muitos descendentes de colonos com seus chiqueiros que eram combatidos pela saúde pública municipal da época.

Este movimento confundia-se com o movimento da própria capela que durante a semana durante o horário de funcionamento do mercado mantinha suas portas cerradas e combatia juntamente com o proprietário do Hotel o cheiro de carniça (Tribuna de Petrópolis, "Denuncias à Saúde Pública", coluna) que se faziam presente nas lixeiras próximas, assim como o cheiro resultante do comercio de frangos que muitas vezes ocupava as calçadas externas com seus gradis (muitas famílias adquiriam frangos vivos).

Nas proximidades situava-se também o famoso Banco Hipotecário, que trocava créditos com os pequenos produtores dos distritos de Petrópolis (Posse, São José do Rio Preto, etc...)

Observamos na foto também o tradicional muro que separava a Igreja do Mercado possibilitando uma entrada para os fundos da Antiga Capela e de sua casa paroquial.

 

O fragmento abaixo, apresenta a saída para Rua Floriano Peixoto, assim como a variante que saía da lateral a Estação Ferroviária e a ponte sobre o Rio, onde presenciamos um ônibus da antiga Util que fazia o transporte entre o Rio e Petrópolis. Já se encontrava derrubado o Mercado que havia sido construído em 1928 para substituir o antigo, mas tão logo foi condenado.

      

Prof. Ms. Oazinguito Ferreira



Escrito por prof. Oazinguito Ferreira às 23:00
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