Pio XII da Marechal Deodoro
No local onde hoje se ergue o Edificio Pio XII na Rua Marechal Deodoro, no centro da cidade, localizava-se a Pensão Geoffroy, sucessora de outros estabelecimentos que funcionarão no prédio da antiga casa da Fazenda do Córrego Seco, patrimônio da história da cidade que foi derrubado para dar lugar ao atual edificio. 
A postagem desta foto não constitui novidade, pois já foi publicada anteriormente em nosso blog com a história da Rua Marechal Deodoro, ou com a história da Pensão e do prédio da Fazenda. A novidade desta vez é o destaque que possibilitamos da senhora que se postava à frente do prédio que segundo depoimento que nos foi fornecido é a imagem de uma das várias senhoras que buscavam os hotéis e pensões em Petrópolis de forma tradicional para oferecer seus serviços para lavar roupas dos hospedes, prática muito comum desde as primeiras décadas do século XX na cidade. Observe também a placa da pensão, que serviu de orientação para o programa de revitalização urbana da cidade na orientação da produção de placas do comercio petropolitano para os anos 80 e que não foi considerado pelo código de posturas da cidade. 
Outro detalhe apresentado foi o das largas calçadas ajardinadas, resultado do primeiro projeto de urbanização organizado na primeira década do século XX pelo então Presidente da Câmara, Sá Earp. Projeto este de grande beleza e que proporcionou à cidade uma dimensão única no processo de propaganda sobre as cidades brasileiras tanto na Europa como nos Estados Unidos como uma das cidades mais bem urbanizadas no mundo. Lamentavelmente esta condição foi retirada pelo projeto de reurbanização dos anos 50. (foto principal, coleção José Kopke Fróes, pertencente ao Museu Imperial) 
Escrito por prof. Oazinguito Ferreira às 21:15
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Leopoldina Railway: Petrópolis 1912 - III
 Observe atentamente o empregado da Cia. Brasileira de Energia Elétrica, CBEE, proprietária dos bondes em Petrópolis, acompanhado de um balde, colocando areia nos trilhos. O motorneiro deveria estar muito atento aos desvios como esta saída da estação, pois qualquer desatenção poderia levar a um atropelamento ou choque com veículos, para tanto, a areia fina nos trilhos ajudava a tração aumentando a aderência e a possibilidade de executar a tração quando da frenagem. Ainda havia o risco de "espertalhões" que ao final da madrugada adicionavam graxa aos trilhos para aumentar sua velocidade e folgarem gargalhadas com o susto que tanto o motorneiro como os passageiros levavam. Vez por outra, os próprios motorneiros paravam o bonde e de posse de um balde, adicionavam a areia sobre o trilho, principalmente em regiões onde os bondes poderiam patinar muito. Os bondes mais modernos, após os anos 30, os famosos "capelinhas", já não precisavam deste expediente pois possuíam uma caixa de areia sob bancos que acionada por um pedal dos motorneiros liberava a areia nos trilhos. 
Ao final da Rua Paulo Barbosa, localizava-se uma famosa casa de crédito, a Casa de Crédito Petrópolis. Toda cidade com excelente volume comercial que se prezasse possuía uma Casa de Crédito nas proximidades para atender aos procedimentos financeiros. A Petrópolis Crédito passou ao final dos anos 20 a localizar-se no centro da cidade construindo sua sede em local do extinto Hotel Bragança, onde atualmente encontra-se a tradicional sede do Banco do Brasil. 
Os postes aqui observados foram os primeiros do processo de eletrificação urbana da cidade na transição do século, quando a CBEE substituiu o Banco Construtor na tarefa de iluminação urbana. Muitos destes ainda se encontram em atividade em ruas tradicionais da cidade como a Koeler ou a Ipiranga.
Escrito por prof. Oazinguito Ferreira às 15:12
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Leopoldina Railway: Petrópolis 1912 - II

O bonde, seu ponto derradeiro, marca de uma transformação urbana na primeira década, contrastando com as caleças. Estacionado ele recepciona os veranistas que subiram a serra pela ferrovia, substituindo o tradicional transporte já que os carros de praça e os coletivos ainda eram poucos. Os anúncios publicitários já se destacam à época na parede lateral: reforma e venda de pianos, uma apresentação teatral, assim como de várias outras novidades. 
O relógio ainda se mantém firme, presente à frente do Hotel Comércio, como testemunha das chegadas e saídas de trens, bondes, carros e coletivos. O tempo que corre e atinge a cidade com suas mudanças, transformações. Os costumes e os hábitos presentes à calçada por seus pedestres. 
O prédio, magnífica obra de arquitetura destinada pela Cia. para as cidades. Singela, não soberba, mas aprazível para os viajantes e com uma personalidade digna de uma cidade como Petrópolis, mas com uma vida efêmera.
Escrito por prof. Oazinguito Ferreira às 19:56
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Leopoldina Railway: Petrópolis 1912 - I
Ela ainda domina o imaginário do petropolitano, principalmente daqueles que possuem mais de 50 anos. A Estação Ferroviária da Leopoldina, inaugurada em fevereiro de 1883, impôs um fim ao ciclo de viagens das velhas diligências que seguiam pela estrada da Serra Velha em direção a Rua de Dona Tereza convergindo para a Rua do Imperador, em uma viagem extremamente cansativa. A ferrovia de muito encontrava-se com sua chegada no Meio da Serra, e os comerciantes e produtores da região de serra acima, lamentavam que esta não avançasse, até que o sistema de cremalheira chegou ao Brasil para resolver o problema desta ferrovia que venceria a serra trazendo mercadorias e descendo com a produção das fazendas da região. Mas em 1968 sua operação foi encerrada. Para muitos este ciclo se encerrava pelos custos altíssimos de manutenção da rede, desinteressantes para a Cia que a administrava diante de um sistema rodoviário cada vez mais importante nos deslocamentos para o interior do país, para outros pelo receio que o sistema militar possuía dos deslocamentos interioranos de tropas insatisfeitas que pudessem se dirigir à capital. Porém em realidade, milhares de quilômetros de ferrovias no Brasil foram desativadas e entre elas nossa Leopoldina. Para Petrópolis e sua administração local, foi o coroamento de resoluções para um ciclo de necessidades urbanas, transformando a velha estação ferroviária em rodoviária com inauguração em 19 de dezembro de 1970. Observe-se que o velho prédio da foto, um monumento patrimonial da arquitetura ferroviária brasileira, já havia sido derrubado desde fins dos anos 30 para responder pelas "necessidades modernistas" da cidade que se realizaram a partir da era dos cassinos, com a construção dos “espigões” em substituição aos sobrados históricos. 
(Fragmentos de foto pertencente a coleção presente no CD do projeto de Revitalização Urbana de Petrópolis-PMP) Pedimos desculpas pela longa ausência, mas estamos de volta.
Escrito por prof. Oazinguito Ferreira às 18:20
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PONTE METÁLICA EM PETRÓPOLIS - 1915

Como comemorar 250 mil visitantes a um blog. Agradecemos a constante, gratificante e virtual presença, que enobrece um trabalho que se desenvolve prazerosamente procurando oferecer aos admiradores presentes de nossa memória, cenários que nunca serão esquecidos. Na presente foto, observamos a ponte metálica de característica européia, instalada na junção dos rios Quitandinha e Palatinado, durante a administração do Presidente Sá Earp e inaugurada em 02 de dezembrode 1906, e que por poucas décadas forneceu um brilho diferente à belle époque petropolitana, sendo posteriormente retirada do cenário por uma das constantes revitalizações urbanas que trouxeram intranqüilidade ao centro da cidade e sua completa desfiguração. Foto reproduzida de um cartão postal (1915) que incorpora a coleção do Museu Imperial. Este é o nosso presente às 250 mil visitas. Obrigado. Oazinguito Ferreira, prof.
Escrito por prof. Oazinguito Ferreira às 14:12
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PETRÓPOLIS E SEUS PROFISSIONAIS
As primeiras décadas do século XX apresentaram uma galeria de profissionais de grande envergadura em seus especialidades, muitos com fama e renome na Capital Federal. Segundo apresentado em Guia de 1916 que homenageava o Prefeito Oscar Weinschenck, apresentaremos alguns destes personagens da história petropolitana. 











Escrito por prof. Oazinguito Ferreira às 13:46
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Este fantástico registro fotográfico pertence ao arquivo de José Kopke Fróes e encontra-se incorporado ao patrimônio do Museu Imperial. Acidente ocorrido na Rua Teresa em 1962 com o ônibus da UNICA que adentrou o Café e Bar do Walter. Em julho comemoramos cinco anos de atividade e agradecemos aos nossos visitantes a marca de quase 250 mil visitas. O. Ferreira
Escrito por prof. Oazinguito Ferreira às 18:22
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RUA TEREZA DE ONTEM V

Fabrica Cometa da Rua Tereza do Alto da Serra nos anos 20, atualmente Hipershopping ABC 
Casa Rumayor 
Divisão entre as ruas Tereza e Aureliano Coutinho, no prédio focalizado localizou-se as oficinas do jornal petropolitano O Mercantil (foto de 1928) 
Casa de no. 271 da Rua Tereza
Escrito por prof. Oazinguito Ferreira às 15:47
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RUA TEREZA DE ONTEM IV


Esta foto foi produzida nos anos 60 onde podemos ver ao fundo a Fábrica Cometa de Tecidos além do calçadão e seus antigos postes 
Pensão da Vila Tereza em 1922
Escrito por prof. Oazinguito Ferreira às 15:37
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RUA TEREZA DE ONTEM III

Na foto podemos observar o no. 52 da Rua Tereza, onde a entrada para os fundos indicava a presença da famosa oficina mecânica que pertencia ao sr. Antonio Lordeiro, mas conhecido como "Niquinho da garage". Neste local passou a funcionar posteriormente um templo religioso da "Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, segundo informações na época de JKFróes. 
Casa de no. 142 da Rua Tereza (foto 1 e 2) 
Escrito por prof. Oazinguito Ferreira às 15:32
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RUA TEREZA DE ONTEM II

Inauguração da famosa Padaria Modelo da Rua Tereza em 1915 segundo foto da coleão de José Kopke Fróes, com a presença de inúmeros jornalistas da cidade e membros do famoso Círculo da Imprensa: Gregório da Fonseca, Antero Palma, Alberto Silva, Guimarães Júnior, do então delegado de Polícia, Dr. Henrique Cunha além de outras pessoas, sendo uma delas o proprietário da padaria, sr. Sandri 

Escrito por prof. Oazinguito Ferreira às 15:28
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RUA TEREZA DE ONTEM I

Em meados dos anos 80 do século passado, a jornalista Marli Siqueira lançou em edição especial a Revista da Rua Teresa, publicação que durou por poucos números na época ao que tudo indica pelo fraco patrocínio dos empresários da Rua Teresa que não se encontravam ainda organizados. Neste número especial, Marli Siqueira recorreu ao artificio de mostrar a Rua Teresa de 'ontem e de hoje', recorrendo ao saudoso historiador José Kopke Fróes e ao seu famoso arquivo fotográfico, hoje presente na coleção do Museu Imperial. Destacamos algumas fotos que se encontravam presentes na edição para nossa ilustração. A primeira foto apresenta o Edificio construído em 1920 onde se localizou durante vários anos o Café Luso Brasileiro, logo abaixo a casa que se localizava onde foi erguido em 1946 o Edificio Dona Julia. Por último reproduzimos a capa da publicação. 

Escrito por prof. Oazinguito Ferreira às 19:55
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ÔNIBUS: "COMUNIDADE" DA RUA 24 DE MAIO

Durante a campanha política de 1982 em Petrópolis, ocorreram diversas promessas e uma destas foi concretizada abrindo espaço para a presença dos transportes públicos em áreas até então inacessíveis da cidade, cuja característica comprometedora era o relevo acidentado e de grande impossibilidade. Estas mesmas regiões que eram até então denominadas no linguajar político e urbanístico como 'favelas', passaram a ser politicamente consideradas como 'Comunidades', regiões que apresentavam populações carentes, segundo a nova denominação politica dos governos municipais. Na foto do arquivo da Tribuna de Petrópolis, podemos observar a inauguração do transporte para a rua 24 de Maio no centro da cidade e sua chegada estrategicamente à noite para a festa comemorativa com a presença dos políticos do PMDB que ocupavam o governo no período. No ônibus poderiam ser observados do falecido Secretario de Obras Reuty Fontes de Oliveira, e Ney Botafogo, na foto sequencia observamos a presença do então prefeito Paulo Rattes, Waldir Silva presidente da Câmara e o Secretário de Serviços Públicos, Carlos Alberto Lopes recentemente falecido. 
Escrito por prof. Oazinguito Ferreira às 13:59
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Raimundo Correa: Poeta que cantou Petrópolis

Raimundo da Mota de Azevedo Correia,professor,diplomata, poeta parnasiano e magistrado, foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras, onde ocupou a cadeira que tem por patrono Bernardo Guimarães, segundo Francisco de Vasconcellos em suas pesquisas ele esteve por várias vezes em Petrópolis e dedicou um poema a Petrópolis. Maranhense de São Luis (1859), faleceu em Paris em 1911. Uma rua do bairro de Araras (Petrópolis) recebeu o seu nome em homenagem. Durante o periodo que esteve em Petrópolis foi professor e diretor do Ginásio Fluminense de Petrópolis, onde encontrava-se frequentemente com Alberto de Oliveira, também político e poeta. Recém-formado, veio para o Rio de Janeiro, sendo logo nomeado promotor de justiça de São João da Barra e, em fins de 1884, era juiz municipal e de órfãos e ausentes em Vassouras. Em 21 de dezembro daquele ano casou-se com Mariana Sodré, de ilustre família fluminense. Em Vassouras, começou a publicar poesias e páginas de prosa no jornal O Vassourense, do poeta, humanista e músico Lucindo Filho, no qual colaboravam nomes ilustres: Olavo Bilac, Coelho Neto, Alberto de Oliveira, Lúcio de Mendonça, Valentim Magalhães, Luís Murat, e outros. Em começos de 89, foi nomeado secretário da presidência da província do Rio de Janeiro, no governo do conselheiro Carlos Afonso de Assis Figueiredo. Após a proclamação da República, foi preso. Sendo notórias as suas convicções republicanas, foi solto, logo a seguir, e nomeado juiz de direito em São Gonçalo de Sapucaí, no sul de Minas. Em 22 de fevereiro de 1892, foi nomeado diretor da Secretaria de Finanças de Ouro Preto. Na então capital mineira, foi também professor da Faculdade de Direito. No primeiro número da Revista que ali se publicava, apareceu seu trabalho “As antiguidades romanas”. Em 97, no governo de Prudente de Morais, foi nomeado segundo secretário da Legação do Brasil em Portugal. Ali edita suas Poesias, em quatro edições sucessivas e aumentadas, com prefácio do escritor português D. João da Câmara. Por decreto do governo, suprimiu-se o cargo de segundo-secretário, e o poeta voltou a ser juiz de direito. Em 1899, residindo em Niterói, era diretor e professor no Ginásio Fluminense de Petrópolis. Em 1900, voltou para o Rio de Janeiro, como juiz de vara cível, cargo em que permaneceu até 1911. Por motivos de saúde, partiu para Paris em busca de tratamento. Ali veio a falecer. Seus restos mortais ficaram em Paris até 1920. Naquele ano, juntamente com os do poeta Guimarães Passos também falecido na capital francesa, para onde fora à procura de saúde foram transladados para o Brasil, por iniciativa da Academia Brasileira de Letras, e depositados, em 28 de dezembro de 1920, no cemitério de São Francisco Xavier. Raimundo Correia ocupa um dos mais altos postos na poesia brasileira. Seu livro de estreia, Primeiros sonhos (1879) insere-se ainda no Romantismo. Já em Sinfonias (1883) nota-se o feitio novo que seria definitivo em sua obra o Parnasianismo. Segundo os cânones dessa escola, que estabelecem uma estética de rigor formal, ele foi um dos mais perfeitos poetas da língua portuguesa, formando com Alberto de Oliveira e Olavo Bilac a famosa trindade parnasiana. Além de poesia, deixou obras de crítica, ensaio e crônicas. Foto da coleção da Academia Brasileira de Letras Texto pesquisado no Anuário da Academia Brasileira de Letras e em obra de Francisco de Vasconcellos
Escrito por prof. Oazinguito Ferreira às 22:43
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168 anos de História

Escrito por prof. Oazinguito Ferreira às 12:25
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