Petrópolis no Século XX - Petropolis in the Twentieth Century - Local History


Matadouro de Petrópolis: Modernismo no Brasil na Década de 20




O Matadouro Modelo de Petrópolis, foi proposta da empresa Meanda Curty & Cia.(foto da copiada da revista Verão Em Petrópolis), tornando o mesmo o segundo do Estado em modernização de suas instalações bem como o terceiro do país para a época, 1928.

Do ensaio que publicamos originalmente,“Matadouro & matança de gado, 1843 a 1920 em Petrópolis”, Tribuna de Petrópolis, primeira parte publicada em 02/11/1984 e a segunda em 10/11/1984:


Ensaio sobre o Matadouro Modelo & Matança de Gado em Petrópolis no site:
http://profferreira.sites.uol.com.br/MATADOURO.htm



Escrito por Oazinguito Ferreira às 08:38
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A Volta dos Lotações em Petrópolis




A grande discussão na época entre os pseudo-modernistas petropolitanos era de que, tanto no Rio como nas demais cidades brasileiras, os bondes já estavam ultrapassados na condição de transporte público, segundo eles, - Imagine em Petrópolis!

Justificavam que os lotações seguiriam bem além para o final das linhas, transportando de forma mais segura, confortável e econômica, principalmente em uma cidade como Petrópolis, onde as ruas começavam a se estender pelos quarteirões. Sem falar na grande quantidade de passageiros.

Os mesmos modernistas alegavam também, que Petrópolis era uma cidade de ruas irregulares e que somente o lotação poderia vencer os obstáculos, já que as experiências da primeira e segunda década permaneceram na memória dos petropolitanos.

A foto (arquivo do Museu Imperial) indica uma batida entre os novos lotações de J. Varanda em Petrópolis, com a afluência de curiosos, bem em frente da agencia dos Correios e Telégrafos, um point na época, provavelmente em 1938. Muitos indicaram que poderia ser simplesmente uma "apresentação" da frota na época, mas a grande quantidade de colisões narradas pelos jornais já impressionava. Segundo informações de muitos depoentes, o interventor Yeddo Fiúza, liquidou o contrato com a CBEE, acabando com os bondes, para favorecer os empresários de ônibus, especialmente J.Varanda.

O prédio dos CET, novíssima construção da cidade (construído no decorrer dos anos 20 por designação do Presidente Nilo Peçanha), tornara-se o principal ponto para encontro de casais e demais petropolitanos na época, centro de convergência social.

Pela característica da época, à frente do lotação cujo destino seria a Mosela, observamos guardas da então força pública acompanhados dos motoristas da empresa uniformizados.



Escrito por Oazinguito Ferreira às 09:16
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A Praça e os Bondes nos Anos 20





Já detalhamos a importância da utilização do bonde para a policia nas primeiras décadas em Petrópolis, principalmente para que rapidamente reforços policiais chegassem à Cascatinha, a mais importante indústria textil da região na época. Claro que quando ocorressem ameaças de greves.


Mas não devemos nos esquecer que o bonde foi o charme não somente para os petropolitanos, mas também da população urbana das principais cidades brasileiras nas primeiras décadas do século XX. As fotos presentes no arquivo do Museu Imperial comprovam esta afirmação quanto a nossa cidade, como a da foto acima que nos apresenta evolutivamente um carro fechado, denominado no periodo por "carro de segurança" parado na Praça Rui Barbosa (ou como conhecemos popularmente, da Liberdade) em 1920, quando esta mesma praça apresentava um traçado de ruas paralelas com a praça em seu entorno, seguindo as ruas em direção aquela que hoje é denominada por Avenida Governador Roberto da Silveira. Observe que o novo projeto da praça, com contorno, foi realizada em anos subsequentes.


Devemos levar também em consideração os costumes do período; um grupo de rapazes parado em uma esquina e outro na praça a conversar, e uma família com seus trajes especiais de "domingo" a "pegar" o bonde. Predominando o chapéu de palha no vestuário masculino da época. Acima, na foto, podemos observar o Morro do Cruzeiro.


O bonde elétrico surgiu de um contrato assinado em 1910 pela Câmara Municipal, na gestão ainda do grupo do ex-presidente Hermogênio Pereira da Silva, e a Cia. Brasileira de Energia Elétrica, que estava representada pelo seu diretor-presidente, Cezar de Sá Rabello, para realizar a exploração do transito deste transporte não somente no centro da cidade como também nos arredores.


A primeira linha deveria sair do Alto da Serra, passar pelo centro e seguir ao lugar que era conhecido por Pic-Nic, na Cascatinha.


O itinerário dos bondes eram as ruas (nomenclatura atual) Teresa, Souza Franco, Dr. Porciúncula, Imperador, João Pessoa, Avenida Roberto da Silveira, Sete de Abril, Montecaseros, passando também pela Avenida Presidente Kennedy, encontrando novamente a linha principal na junto da Rua Treze de Maio e Avenida Barão do Rio Branco.


Outras linhas poderiam ser criadas segundo o contrato, mas ao que tudo indica não ocorreram outras extenssões. Nem mesmo a requisitada linha das Duas Pontes, área que a elite ensaiava a ocupação com moradias de requinte.


Inaugurado em 13/12/1912, funcionou até 15/07/1939, quando foi extinto pelo então interventor do Estado Novo varguista, Yeddo Fiúza, que em nome de um pretenso modernismo favoreceu os proprietários de lotações.



(Baseado nas informações de Charles J. Dunlop, JEDS e Tribuna de Petrópolis Centená¡rio)




Escrito por Oazinguito Ferreira às 08:58
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Uma Concorrida Sessão de Cinema nos anos 50







O título deste artigo situa uma foto deste conjunto que nos deixou particularmente curiosos.
Uma reprodução da fachada do extinto Cine Petrópolis no ano de 1957, que apresentava o sucesso cinematográfico do momento, a comédia-romântica, “The Monte Carlo Story”, ou como ficou conhecido no Brasil, “Lua de Mel em Monte Carlo”, um filme de Sam Taylor, com Marlene Dietrich e Vittorio de Sica.

A foto fornecia detalhes extremamente curiosos, a começar pela fachada do cinema que logo abaixo de seu letreiro-título (imensa murada sobre a marquise e hoje condenada) trazia uma faixa solta ao vento anunciando o Festival de Cinema OMO, um festival promocional.

Neste mesmo ano, a Unilever, empresa holandesa, começou a produzir com grande publicidade o sabão em pó, que se tornou logo campeão em vendas.

Ao lado do cinema, mais precisamente à frente da tradicional Relojoaria Rittimeyer (atual McDonald’s), estava estacionado um caminhão da OMO distribuindo para as senhoras que assistiriam a fita promocional o mesmo sabão.
Uma fila que se estendia por toda a calçada frente ao cinema, passando pelas diversas lojas comerciais como a Papelaria do Povo (atual Pão de Centeio) e dirigindo-se à Casa D’Angello, e que provavelmente haveria contornado a esquina, com talvez mais de duas centenas de senhoras e senhoritas, as quais, em sua maioria, estavam muito bem vestidas para a ocasião, em uma tarde ensolarada.

Apoiados na “nova murada” do rio, inúmeros cavaleiros, muitos de terno e em pose, admirando as senhoras e senhoritas galanteadoramente. Ficavam posicionados entre os autos e a balaustrada do rio.
A foto deixa entrever parte do resultado da pseudo-reurbanização do governo Flávio Castrioto na época. Murada reta em direção ao rio, substituindo a inclinada que havia sido organizada ao final do século XIX. O que resultou em espaço para o transito de carros de passeio e organização de uma calçada com canteiros.

Neste detalhe podemos observar que as frondosas árvores que pontilhavam por ambas as margens do rio, e eram grande orgulho petropolitano na primeira metade do século, haviam sido retiradas para facilitar a “obra de reurbanização” como ficou denominada. E a nova “via” aberta para segundo os técnicos de então facilitar maior circulação de veículos, transformava-se em estacionamento privativo da elite do período, já que pouquíssimos cidadãos poderiam ter um automóvel nesta época.

Nos canteiros (os atuais ainda presentes em algumas áreas), novas mudas de árvores se faziam presentes surgindo nas fotos entre Chevrolets, Buicks, Fords, Chryslers e Cadillacs e outras maravilhas rodoviárias americanas da época, pertencente aos playboys e demais membros da elite que residiam nas ilhas residenciais petropolitanas que eram os novos edifícios da Avenida XV, desprovidos de garagens.


Escrito por Oazinguito Ferreira às 08:57
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O Perigoso Circuito de Rua Petropolitano nos anos 60

Agradeço as congratulações enviadas sobre o ensaio Corredor Petropolitano que relatava parte da biografia de Irineu Corrêa, um petropolitano cujo contexto profissional e biográfico ficou completamente esquecido pela maioria dos fãs do automobilismo brasileiro. E respondendo a pergunta se realizaria alguma publicação sobre as corridas dos anos 60 em Petrópolis, sobre seu Circuito de Rua, cito ser desnecessário maiores pesquisas sobre o mesmo, já que existe um site cujo trabalho sobre este momento histórico do automobilismo petropolitano é de um primor de dados e depoimentos, principalmente sobre a corrida que determinou o fim do circuito petropolitano que ficou considerado como um dos mais perigosos para o automobilismo brasileiro (68), fato ocorrido com o desenvolvimento e potência que os carros começavam a processar.

o site é:

11º. Circuito de Petrópolis em 20 de julho de 1968:
As mortes pararam essa corrida.
Por Júlio Cesar e Caíque Fellows - Fotos de Paulo A., Caíque Fellows e Paulo Scali
Revisão de Bob Sharp e Luiz Carlos Salomão


http://www.obvio.ind.br/Circuito%20de%20Rua%20de%20Petropolis%20-%201968.htm



Legenda da foto deste site:
Na mesma curva que vitimou Sérgio Cardoso, Carol Figueiredo perde o controle do Mark I no. 21. O Mark I, depois de bater no paredão, continua pela pista, deixando pedaços pela pista até ser seguro por Wilson Fittipaldi, que corria em socorro do amigo Figueiredo.




Escrito por Oazinguito Ferreira às 08:56
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Violência nas Primeiras Décadas Petropolitans do Século XX



Legenda:


Força publica no municipio de Petrópolis, posando com delegado comissários e inspetores de quarteirão no prédio, delegacia á época, onde localizou-se até bem pouco tempo o Fórum. A foto pertence a coleção do Museu Imperial.





Quem poderia imaginar que semelhante processo ocorrera em Petrópolis no inicio do século XX e assustava a população do primeiro distrito, não especificamente a população dos quarteirões que eram pobres, mas não viviam em estado de miséria, a ponto de alterar-lhes o comportamento social, como muitos historiadores locais afirmaram.
Nos quarteirões, brigas com características domésticas ou de litígios de propriedades ocorriam, não com grande freqüência. Muito raramente uma morte, mas esta geralmente vinculada sim a outros elementos como o do transporte de gado dos marchantes para o matadouro municipal. Não deve-mos negar, mas o negócio com gado rendia aos cofres municipais a terceira renda em impostos, sendo antecedida pelo predial e industrial.
Nosso matadouro só era superado pelo de Santa Cruz.
O aparecimento de cadáveres de operários imigrantes em épocas espaçadas, talvez anarquistas, líderes grevistas, vez por outra era assinalado nos jornais, um indicador da opressão econômico-social existente em uma cidade onde predominavam características operárias e em uma minoria rural.
O primeiro distrito, outro univer-so. Como se comportasse uma cidade dentro de outra. Senão vejamos pelas estatísticas da época.
O censo realizado pela Câmara Municipal em 1902 indicava que Petrópolis possuía: 15 avenidas, 49 ruas, 9 praças 4 quarteirões 3 estradas e 1 travessa (Tribuna de Petrópolis, 09/04/1903).
Uma população de aproximada-mente 30 mil pessoas (incluindo provavelmente a dos quarteirões, que deveriam aproximar-se das 5 mil) com cerca de 10 mil operários espalhados pelas grandes, médias e pequenas industrias que abundavam a cidade (predominando os quase mil da Cascatinha). Depois do Rio, esta era a segunda população operária do Estado.
O centro do primeiro distrito, limites de uma elite, onde os veranistas inundavam a cidade, fugindo das epidemias do Rio, o que atraía também a mendicância e a violên-cia.
Petrópolis encerrava seu ciclo como Capital do Estado, cuja transferência se dera em função da Revolta da Armada, e as repartições públicas começavam a voltar para Niterói diante verdadeira batalha política entre os seguidores de Hermogênio Pereira da Silva, chefe local, e o presidente do Estado, general Quintino Bocaiúva.
Devemos salientar que estatisticamente a violência e a mendi-cância aumentaram demasiadamente com a transferência da capital.
Alguns fatos destacados em pes-quisas na Tribuna de Petrópolis no ano de 1903 e que tornam-se um indicador da situação:
24 março
A comunidade tem reclamado junto à municipalidade e a policia a grande quantidade de mendigos que andam explorando caridade publica no centro da cidade, andando nas calçadas e nas vias e sujando a cidade espalhando toda a sorte de detritos;
02 de abril
No quartel onde se acha alojado o 38º. batalhão, um praça não iden-tificado, constantemente alvo de piadas dos camaradas feriu com uma faca um companheiro, empurrando brutalmente. (...) foi iniciado interrogatório, para abrir inquérito policial-militar para apuração do delito;
11 de julho
Continua em alta o numero de assaltos na cidade, desta vez foi à charutaria que fica na entrada do Teatro Fluminense. Foi assaltada anteontem à noite e os gatunos levaram a fantástica quantia de 600$000. Para a tristeza, o que é digno de nota é que este é o estabelecimento que fica de fronte a repartição da polícia e do corpo da guarda. Ninguém viu quem foi que praticou o roubo, nem a própria sentinela de plantão;
14 de julho
A população da cidade recebeu com indignação a noticia de um ato "aviltante" cometido no cemi-tério desta cidade, cometido por indivíduos sem sentimentos religiosos e de uma baixeza inqualificável. Esses indivíduos, que em grande número infestam as ruas da cidade e assediam os logradouros públicos, assaltaram aquele lugar sagrado. Durante a noite de sexta feira passada, tendo penetrado pelo muro, os malfeitores entraram no cemitério e cometeram toda sorte de atropelos, avariando os túmulos e roubando objetos que se lhe afiguravam de valor. Retiraram oratórios, crucifixos, castiçais, vasos, e demais objetos ali colocados pelas mãos piedosas de crentes, principal-mente nos túmulos das melhores famílias da sociedade. Ao Sr. Mi-guel Pereira, delegado de polícia, foram cobradas providências quanto ao fato;
22 de agosto
Ocorria ontem o boato de que as autoridades policiais locais andam receando qualquer manifestação por parte dos funcionários da Fabrica da Cascatinha, e requisitara um reforço de contingente policial que daqui (Petrópolis) foi desta-cado.
24 de setembro
No trem da manhã chegou a esta cidade o reforço de 12 praças militares da polícia do Estado, comandados pelo segundo sargento Loretti. Este contingente é para escoltar diversos presos que serão transferidos da cadeia de Petrópolis para a detenção de Niterói;
8 de outubro
É grande o número de reclamações quanto ao alto numero de indivíduos que fizeram das ruas o seu meio de vida, invadindo a cidade de Petrópolis e tendo sido corridos de outros municípios, onde as autoridades estavam pondo em execução a lei Alfredo Pinto. Iludindo os incautos os ex-ploradores não olham meios de exercerem sues preciosos vícios e armam suas tendas onde abundam os jogos de Bacarah e outros que correm parelha com a roleta ou os cavalinhos, não é justo que tais indivíduos passem pela regra calados como nababos enquanto todas as classes aqui sofrem, principalmente o comércio que tem persistido a ação do Sr. delegado de polícia;
7 de novembro
Continuam constantes as reclamações sobre os malandros e gatunos que ultimamente tem se exibido na cidade. São constantes os roubos e depredações em diversas casas de famílias e comerciais, além de lojas comerciais assaltadas por estes indivíduos.


O ensaio foi publicado na Tribuna de Petrópolis, p.2, 07/11/2006.

Escrito por Oazinguito Ferreira às 08:53
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A UDN Passou por Petrópolis








O médico petropolitano, pertencente a conceituada família, dr. Nelson de Sá Earp, pertencia a UDN, quando elegeu-se em 1958 para Prefeito do município (1959-1963). Nesta mesma época o PSD com Jamil Sabrá e o PTB com Cordolino Ambrósio, não se aliaram na perspectiva que o trabalhismo determinava na época, tornando-se uma disputa acirrada entre as três agremiações políticas, segundo os jornais do período.


Sá Earp, junto com o vice Mario de Medeiros Filho, segundo alguns pesquisadores locais, renderam-se no vazio político do momento ao populismo, mas seu discurso na época abordava a dinâmica do resgate moral que a cidade necessitava.


Sá Earp objetivava recompor moralmente o governo municipal e as diretrizes políticas sobre a cidade, após observar-se as consequências públicas de uma administração perdulária como fora a de Flávio Castrioto do então PSP, que comprometera todo o erário público com as obras de "re-urbanização" e deixara a prefeitura completamente endividada.


Castrioto já procedera de forma semelhante anteriormente, ao deixar grande endividamento municipal que foi resgatado junto ao Banco do Brasil por Cordolino Ambrósio em 1949.


Não podemos esquecer que Castrioto,já ocupara o cargo executivo anteriormente como interventor nomeado durante o Estado Novo de Vargas, e em 1947 fora candidato pela mesma UDN de Sá Earp, passando depois, ao PSP para candidatar-se em 1954 e consequentemente em 1962 seguindo para nova agremiação política o PTN, vencendo então a nova eleição.


Observe atentamente que nos intervalos de poder até 45, não poderia Castrioto se re-candidatar, pois a legislação não permitia reeleição. Mas podemos frisar que Castrioto trocou incessantemente de partido em seus quase 12 anos à frente do executivo, o que demonstra uma fisiologia política precoce para a época, mas que era expressão de seu populismo.


Castrioto à frente das administrações aproveitara-se da situação triste por que passava Petrópolis com a questão da habitação, prometendo à população que solucionaria o problema assim que estivesse no governo. Eleito autorizou então inúmeros loteamentos irregulares e regularizou-os pela lei, além de conceder autorização para construção de dezenas de espigões (edifícios de mais de 10 andares) na via principal, a Avenida XV de Novembro (Tribuna de Petrópolis e Jornal de Petrópolis).


Já em seu discurso de campanha em 1958, Sá Earp afirmara "A confiança do povo no governo, seria um crédito público na ação política". Porém seu governo não receberia apoio a bancada de vereadores, pois naõ se confirmara o apoio popular aos vereadores do partido, Petrópolis operária votava no trabalhismo representativo dos vereadores que se apresentavam, e assim a dependência aos demais partidos arruinou seu governo, mas não aranhou sua credibilidade como médico e homem público na sociedade local, mas levou Sá Earp a se afastar da política no plano eleitoral.


Petrópolis continuava a ser alvo do populismo trabalhista, quanto a seus vereadores. Mas o povo adotou e apoiou novamente Castrioto e seu populismo demagógico, que o reconduziu ao poder nas eleições de 1962.


Na foto (arquivo da Câmara Municipal), temos a posse de Sá Earp como prefeito eleito, no Palácio Amarelo.

Escrito por Oazinguito Ferreira às 08:49
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O Prefeito Petropolitano e a CBF







A foto (propriedade da Tribuna de Petrópolis), apresenta a visita do então presidente da CBF, João Havelange, após a vitoriosa campanha do escrete brasileiro na copa de 62 ao prefeito petropolitano.

Nesta ocasião, a Taça Jules Rimet, ficou exposta para apreciação dos populares na vitrine externa do Banco do Brasil.

Havelange, na visita, procurava apoio e respaldo financeiro para patrocinar um centro esportivo para o selecionado brasileiro em região próxima ao Rio, preferencialmente em Petrópolis, fato que não se concretizou devido à crise financeira da Prefeitura em Petrópolis.

O centro então foi projetado e instalado na década seguinte nas administração de Heleno Nunes e Coutinho, na Granja Comary em Teresópolis, na propriedade da família Guinle (Carlos Guinle), que foi doada.

Porém a foto de Havelange e Sá Earp torna-se histórica para a memória do esporte em Petrópolis.

Escrito por Oazinguito Ferreira às 08:48
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