Petrópolis no Século XX - Petropolis in the Twentieth Century - Local History


CARLOS LACERDA EM PETRÓPOLIS

Nesta foto podemos observar o dr. Nelson Sá Earp procedendo ao seu discursso de posse em janeiro de 1959 como prefeito eleito para o município de Petrópolis, sob o olhar atento de Carlos Lacerda, então deputado, jornalista e líder do partido.

As fotos reproduzidas neste ensaio e no que foi editado anteriormente (A UDN passou por Petrópolis, http://petropolisnoseculoxx.zip.net/arch2006-10-01_2006-10-31.html), pertencem ao arquivo pessoal do então jornalista petropolitano Silvio de Carvalho.



Escrito por Oazinguito Ferreira às 16:54
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MAGDA TAGLIAFERRO: A GRANDE PIANISTA PETROPOLITANA

Magdalena Maria Yvonne Tagliaferro, mais conhecida como Magda Tagliaferro, (Petrópolis, 19 de janeiro de 1893 — Rio de Janeiro, 9 de setembro de 1986) foi uma pianista brasileira, considerada uma das grandes do século XX.
Seu nome brilha ao lado de artistas como Arthur Rubinstein, Vladimir Horowitz, Claudio Arrau, Guiomar Novais e Marguerite Long. A pianista impôs uma nova concepção de sonoridade feminina no teclado. Exímia intérprete, tornou-se uma referência interpretativa. Foi um símbolo da arte de tocar piano, uma personalidade de energia contagiante, um talento exuberante. Desde sempre foi reverenciada pela crítica. Desenvolveu uma brilhante carreira artística, sem nunca esquecer da missão pedagógica. Segundo ela, não há gênio no mundo que resista à falta de estudo.
Aos treze anos ganhava o Primeiro Prêmio do Conservatório Nacional de Paris. Apresentava regularmente concertos na França e em outros países da Europa, além do Brasil e Estados Unidos. Foi professora em Paris, São Paulo e Rio de Janeiro. Recebeu vários prêmios e condecorações nacionais e internacionais. Em 1929 gravou o primeiro disco. Desenvolveu uma técnica de ensino muito particular e foi criadora do que hoje chamamos de Aula Pública, que visa a educação dos alunos e a formação do público. Em 1940 fundou a Escola Magda Tagliaferro e em 1969 constituiu a Fundação Magda Tagliaferro. Para ela, o homem só poderia ser verdadeiro se, em seu desejo de perfeição, aceitasse e, até mesmo, tirasse partido de sua falibilidade. Seu último aluno bolsista em Paris, o pianista e produtor paulista Fábio Caramuru, vem coordenando uma série de projetos culturais em sua memória, a convite da Fundação Magda Tagliaferro.


 



Escrito por Oazinguito Ferreira às 22:40
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KONDER É PETROPOLITANO

Leandro Konder nasceu em 1936, em Petrópolis, filho de Valério Konder, médico sanitarista e líder comunista. Formado em Direito, Konder exilou-se em 1972, após ser preso e torturado pelo regime militar, e morou na Alemanha e depois na França até seu regresso ao Brasil em 1978. Doutorou-se em filosofia em 1987 no Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da UFRJ. É professor no Departamento de Educação da PUC/RJ e do Departamento de História da UFF. Tem vasta produção intelectual como conferencista, articulista de jornais, ensaísta e ficcionista.
Em 2002 foi eleito o Intelectual do Ano pelo Fórum do Rio de Janeiro, da UERJ. Um dos maiores estudiosos do marxismo no país é autor, entre outras obras, de A questão da ideologia (São Paulo, Companhia das Letras, 2000); A poesia de Brecht e a História (Rio de Janeiro, Zahar, 1996); Barão de Itararé, o humorista da democracia (São Paulo, Brasiliense, 1982) e Os marxistas e a arte (Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 1967).

 



Escrito por Oazinguito Ferreira às 22:37
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AS CORRIDAS EM PETRÓPOLIS

Como já frisamos em ensaio anterior, as corridas em Petrópolis terminaram em 1968, justamente no 11o Circuíto Cidade de Petrópolis, um dos poucos circuitos de automobilismo de rua existentes no país. Seu término foi decretado pelas autoridades locais após os vários acidentes ocorridos e mortes que aconteceram.

Na foto Luizinho Pereira Bueno, o Peróba, subindo com o Bino Mark - II a Rua Albeto Torres, depois da Rua Floriano Peixoto - a reta da Rodoviária - para descer a Avenida Ipiranga, passando pela Curva da Matriz, pelo Museu e chegando na grande reta da Avenida 15 de Novembro - hoje Rua do Imperador - fechando o "Circuito de Petrópolis".


(Os dados e fotos dos ensaios foram reproduzidos de:
http://www.obvio.ind.br/Circuito%20de%20Rua%20de%20Petropolis%20-%201968.htm, site com depoimentos de Anísio Campos e outros grandes nomes das pistas brasileiras)

 



Escrito por Oazinguito Ferreira às 17:11
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DR. ALCEU: O PETROPOLITANO

Alceu Amoroso Lima (Rio de Janeiro, 11 de dezembro de 1893 — Petrópolis, 14 de agosto de 1983) foi um crítico literário, professor, pensador, escritor e líder católico brasileiro. Adotou o pseudônimo de Tristão de Ataíde.
Nascido em Petrópolis, Estado do Rio de Janeiro, que sempre se envolveu com a política e as questões sociais. Filho de Manuel José Amoroso Lima e de Camila da Silva Amoroso Lima, cursou o Colégio Pedro II, formou-se em Direito pela Faculdade do Rio de Janeiro (1913) e adotou o pseudônimo Tristão de Ataíde, ao se tornar crítico (1919) em O Jornal.
Após publicar seu primeiro livro, o ensaio biocrítico Afonso Arinos (1922), travou com Jackson de Figueiredo um famoso e fértil debate, do qual decorreu sua conversão ao catolicismo (1928).
Inicialmente adotou uma posição muito conservadora, mas ao fim da vida era tido como um intelectual progressista, em luta contra as transgressões à lei e a censura que o regime militar (1964) iria impor ao Brasil. Após a morte de Jackson de Figueiredo, o substituiu na direção do Centro Dom Vital e da revista A Ordem. Como presidente da Ação Católica (1932-1945) combateu a Aliança Nacional Libertadora (1935), posicionou-se a favor de Franco na guerra civil espanhola (1936) e integrou uma comissão governamental que se propunha a defender a cultura nacional contra o bolchevismo (1937). Na ditadura de Getúlio Vargas, substituiu Afonso Pena Júnior na reitoria da Universidade do Distrito Federal, onde assumiu também a cátedra de sociologia.
Passou (1941) a ensinar literatura brasileira na Faculdade Nacional de Filosofia, da Universidade do Brasil, e na Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio de Janeiro. Começou a escrever para o Diário de Notícias (1947) a coluna Letras universais, republicada em outros jornais e que grande prestígio nacional. Tornou-se (1958) colaborador regular do Jornal do Brasil e da Folha de São Paulo. Tornou-se um forte opositor ao regime militar (1964), quando denunciou pela imprensa a repressão que se abatia sobre a liberdade de pensamento. Foi eleito membro da Academia Brasileira de Letras (1935), ocupando a cadeira de número 40, na vaga por morte do professor Miguel Couto. Sem nunca renunciar aos seus artigos na imprensa, que contaram sempre com um público dos mais fiéis, publicou dezenas de livros sobre os temas mais variados, e morreu em Petrópolis, sua cidade natal.
Em vida ministrou cursos sobre civilização brasileira em universidades estrangeiras, inclusive na Sorbonne e nos Estados Unidos. Patrocinou em múltiplas ocasiões as cerimônias de formatura de estudantes de diversas especializações que rendiam tributo à sua luta constante contra os regimes de caráter autoritário. Faleceu no Rio de Janeiro, a 14 de agosto (1893) e entre suas principais publicações literárias relacionam-se Introdução à Economia Moderna (1930), Preparação à Sociologia (1931), Problemas da burguesia (1932), Introdução ao direito moderno (1933), No limiar da Idade Nova (1935), O Espírito e o Mundo (1936), Idade, Sexo e Tempo (1938), Três ensaios sobre Machado de Assis (1941), O existencialismo (1951), A segunda revolução industrial (1961) e Memórias improvisadas (1973).
(CENTRO DE MEMÓRIA DA ABL, http://www.academia.org.br/itens.htm)
Nota: Gostava de sua cidade natal possuindo casa na Rua Mosela, onde frunciona atualmente o Centro Alceu Amoroso Lima para a Liberdade, no solar que foi doado a Universidade Candido Mendes propriedade de seu amigo.

(Dr. Alceu palestrando na Escola Nacional de Música em 1936, foto do CPDOC)



Escrito por Oazinguito Ferreira às 21:41
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ESTRELLA: O PIANISTA PETROPOLITANO

Arnaldo Estrella (1908 1981), nasceu em Petrópolis.
Foi um grande intérprete de Chopin, Brahms, Rachmaninov e da música brasileira, da qual se consagrou como um dos principais divulgadores. Para o crítico Andrade Muricy, Estrella foi o único pianista de sua geração "dotado verdadeiramente de virtuosidade"; Manuel Bandeira considerava-o como nosso maior intérprete. Em 1934, formou um trio com Oscar Borgerth e Iberê Gomes Grosso; integrou, depois, o Quarteto da Guanabara, com sua esposa Mariuccia Iacovino, com Frederico Stephany e Iberê Gomes.
Em sua atividade didata, formou uma geração importante de pianistas: Antônio Guedes Barbosa, Jean-Louis Steuerman, Eliane Rodrigues, Fernando Lopes, Luiz Medalha, Vera Astrachan, Marcelo Verzoni e outros mais. Deixou várias gravações que ilustram seu virtuosismo e expressividade.

(A Arte do Piano: História, Compositores, Obras e Grandes intérpretes, Sylvio Lago Júnior, 1ª edição, Fábrica de Livros, RJ, 2001)



Escrito por Oazinguito Ferreira às 21:28
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G. BICHO: UM PINTOR PETROPOLITANO QUE GANHOU O MUNDO


GUTTMANN BICHO

(Petrópolis, Rio de Janeiro 1888 - Rio de Janeiro, 1955)

Nascido em Petópolis, Galdino da Costa (Guttmann) Bicho passou a infância em Sergipe, vindo a residir no Rio de Janeiro, onde iniciou-se artisticamente no Liceu de Artes e Ofícios. Durante vários anos, no início de sua carreira, Bicho trabalhou como assistente do retratista francês radicado no Brasil August Petit, com o qual adquiriu uma sólida formação profissional. Freqüentou como aluno livre a Escola Nacional de Belas Artes, onde foi aluno de, entre outros, João Zeferino da Costa e Elysêo d’Angelo Visconti. A crônica da época registra ter sido Gutmann Bicho um “espírito inquieto e polêmico”, elemento ativo na vida artística carioca no princípio do século, sobretudo antes do predomínio das tendências modernas.
Nas Exposições Gerais, Bicho obteve menção honrosa (1906), pequena medalha de prata (1912) e o Prêmio de Viagem ao Estrangeiro (1921, com o quadro Panneau decorativo). Na Europa, fixou-se em Paris, mas também passou uma temporada em Lisboa, onde realizou uma exposição particular que obteve excelente repercussão. De volta ao Brasil em 1924, conheceu um período de relativa consagração, conquistando na Exposição Geral de 1925 a medalha de ouro. Continuaria participando do certame - então com o nome de Salão Nacional de Belas Artes - ainda em 1954, quando recebeu o Prêmio de Viagem pelo Brasil, embarcando para o Maranhão, estado que lhe forneceria o tema para suas derradeiras paisagens.
Retratista admirável, foi também autor de naturezas-mortas e numerosas pinturas de paisagem; nestas últimas, utilizou freqüentemente a técnica divisionista, procedimento pela qual é hoje em dia mais lembrado.
Espírito polimorfo, Gutmman Bicho projetou ainda prédios, hospitais e barcos, e foi praticante assíduo da arte da cerâmica, que lecionou em um curso por ele mesmo criado em 1947 na Escola Técnica Nacional do Rio de Janeiro, que foi um importante foco de ensino dessa técnica, então ainda pouco difundida no meio artístico brasileiro



Escrito por Oazinguito Ferreira às 21:23
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UM CAMPEÃO DE XADREZ NASCIDO EM PETRÓPOLIS

(dr. Walter Oswaldo Cruz, médico e campeão no xadrez)

Muito antes de Mecking tornar-se campeão de xadres jogando a interzonal mundial, um petropolitano frequentou com maestria os tabuleiros nacionais e internacionais, Walter Oswaldo Cruz nasceu em Petrópolis no dia 23 de janeiro de 1910 e faleceu no Rio de Janeiro em 3 de janeiro de 1967. Seu desempenho em Campeonatos Brasileiros foi extraordinário: em 9 participações venceu 6 vezes  e nas 3 restantes foi vice-campeão, o que evidencia a dimensão de seu talento e um total domínio sobre toda uma geração de jogadores brasileiros. Representou o Brasil em duas Olimpíadas e em dois Torneios Zonais Sul-Americanos, tendo também participado do Campeonato Pan-americano de 1945 em Hollywood e em alguns torneios internacionais. Atuou pouco, não tendo como conciliar o exercício da medicina com a carreira de jogador de xadrez. Destacou-se pela excelente coluna sobre xadrez que escrevia para a revista semanal "O Cruzeiro". Em 1951 lançou o livro "Repertorio de Aberturas", onde procurou aprofundar os conceitos inerentes a algumas linhas de jogo cuidadosamente selecionadas, em vez de meramente reproduzir as milhares de variantes que compõem a "teoria das aberturas".

fotos em
2° Torneio Zonal Sul-Americano Mar del Plata,1954  Brancas: Castillo
 3° Torneio Zonal Sul-Americano, Rio de Janeiro,1957

 



Escrito por Oazinguito Ferreira às 21:19
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RAPHAEL RABELLO: PETROPOLITANO DA NOVA GERAÇÃO

 

"Grande entre os grandes, numa terra de violonistas formidáveis, Raphael Rabello foi um daqueles raros instrumentistas merecedores do título de gênio. Nascido em Petrópolis, Estado do Rio de Janeiro, em 31 de outubro de 1962, numa família musical, começou a tocar violão aos sete anos e, aos 12, era profissional.
Corriam os anos 70 e ainda havia espaço na grande mídia para a boa música. Raphael se viu conhecido como o gênio mirim, o menino prodígio, o virtuose precoce - e era tudo isso. Não gostava que o chamassem de precoce, muito menos de gênio. Afirmava que a técnica perfeita, a sonoridade límpida, a pronúncia impecável eram frutos do esforço e do estudo incansáveis - o que também era verdade. Raphael integrou o primeiro grupo de choro, Os Carioquinhas, quando tinha 14 anos.
Há alguns anos, tinha batido à porta do professor Jaime Florence, o Meira, que havia sido mestre de outro gênio, Baden Powell. Meira olhou o moleque louro, cabeludo, pré-adolescente e não acreditou que ali estivesse um músico sério. Rendeu-se. Pouco tempo depois, não tinha mais o que ensinar a ele.
..........................................
Gravou, em 20 anos de carreira, 16 discos, alguns deles homenagens a outros mestres de seu instrumento, como o Tributo a Garoto (com Radamés, em 1982) e Relendo Dilermando Reis (1994). Fez discos em duo com cantores (Elisete Cardoso, Ney Matogrosso) e, estima-se, participou como instrumentista em mais de 400 elepês e CDs de artistas diversos.
Ao morrer, trágica e precocemente, aos 32 anos, em abril de 1995, Raphael deixou semi-acabados alguns projetos que, aos poucos, estão vindo à luz. Compôs pouco, e suas 18 canções (com letras de Paulo César Pinheiro) foram lançadas, no início de 2002, no disco Todas as Canções, de sua irmã, Amélia Rabello. Tratam-se de registros ao vivo de shows da cantora, na maior parte das faixas acompanhada por Raphael.
Outro projeto era um tributo ao compositor Capiba, com participações de Chico Buarque, Paulinho da Viola, Milton Nascimento e outros nomes de igual importância. Ao morrer, Raphael tinha boa parte das faixas gravadas e os arranjos de todas as músicas elaborados. O CD Mestre Capiba - por Raphael Rabello e Convidados foi lançado no fim de 2002. Seria o primeiro volume de uma séria intitulada Orgulhos do Brasil, dedicada a mestres da MPB, como ele o foi.
(por Mauro Dias – ENSAIO - 29/4/1993, SESC SP)


(Rabello no Canadá)

Em Tempo:

Lamentamos informar que atendendo a pedidos, retiramos a informação extraída da Revista Ensaio do SESC/SP, que cita a possivel participação de Raphael Rabelo na Camerata Carioca, extraída atendendo a solicitação de Joel Nascimento. Endossamos a questão da qual o texto exposto acima, foi transcrito diretamente da revista, não constituindo de nossa parte um erro se ele se apresenta como transposto no referido arquivo da Ensaio.

Nosso fundamental objetivo foi o de reconstituir uma pequena proposta biográfica do referido músico que foi nascido em Petrópolis, e não estabelecer conflitos. Mesmo nao havendo cometido qualquer erro, atenderemos a solicitação e deixamos para os competentes criticos e autores de obras da MPB o estabelecimento das verdades.

Oazinguito Ferreira, 20/06/2012



Escrito por Oazinguito Ferreira às 21:11
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UM REVOLUCIONÁRIO PETROPOLITANO

(Eduardo Gomes em foto de campanha para a Presidência da República)

(O cel. Eduardo Gomes em 1938 em uma das inspeções do Correio Aereo Nacional)

Eduardo Gomes nasceu em Petrópolis, a 20 de setembro de 1896, filho de Luís Gomes e Jenny Gomes. Aprendeu as primeiras letras no Curso Werneck. Posteriormente, estudou no Colégio São Vicente de Paulo, sendo colega de Raul de Leoni, onde terminou o curso secundário, em 1912.
Interessando-se pela carreira, ingressou na Escola Militar do Realengo, sendo declarado aspirante de artilharia em dezembro de 1918. Eram seus colegas de turma, entre outros, Siqueira Campos e Luiz Carlos Prestes.
Em 1921, foi promovido a 1o tenente. No ano seguinte, participou do movimento que representou a insatisfação de setores militares com os governos e a República Velha, e que ficou conhecido como "Tenentismo". Com a vitória das forças legalistas, Gomes foi preso, mas voltou a insurgir-se em outras ocasiões, sendo detido e encarcerado várias vezes.
Sua participação foi histórica na primeira revolta tenentista, a Revolta do Forte de Copacabana, episódio também chamado "Os 18 do Forte", pois dele participaram dezoito tenentes. Dessa luta, somente dois rebeldes escaparam com vida: ele e Siqueira Campos.
Participou da Revolução de 30; comandou as forças da Aviação Militar Governista contra o Movimento Constitucionalista de 1932 e contra a Intentona Comunista. Em 30 lutou ao lado de Getúlio Vargas. Durante a Intentona Comunista, foi ferido na mão direita por um tiro de fuzil. Com o golpe de estado de 1937, o Brigadeiro, como ficou conhecido em todo país, afastou-se do cenário político nacional por não concorddar com a instauração do Estado Novo e demitiu-se do Comando do 1o regimento de Aviação
A 3 de maio de 1938, foi promovido a coronel e transferido para a FAB.
Em 10 de dezembro de 1941, Eduardo Gomes foi promovido a Brigadeiro do Ar e nomeado comandante da 2a Zona Aérea, cargo em que permaneceu até 7 de janeiro de 1945. Era a época da II Guerra Mundial, e o novo brigadeiro desempenhou importante papel de ligação entre os Governos do Brasil e dos Estados Unidos. No Recife, deu início à construção de bases aéreas, com apoio de recursos norte-americanos. Com o fim do Estado Novo, em 1945, foi lançado candidato a presidente da República, na legenda da União Democrática Nacional (UDN), e terminou derrotado pelo ex-ministro da Guerra, general Eurico Dutra. No pleito seguinte (1950), foi novamente candidato e, outra vez, derrotado, agora por Getúlio Vargas. Opôs-se ao presidente e foi um dos que conspiraram pelo seu afastamento. Foi, por duas vezes, ministro da Aeronáutica: no Governo Café Filho (1954-1955) e no Governo Castelo Branco (1964-1967).
Era o fim da atuação histórica de um revolucionário famoso. Considerado patrono da Força Aérea Brasileira foi também um dos criadores do Correio Aéreo Nacional.
Passou a marechal-do-ar. Morreu no Rio de Janeiro, em 13 de junho de 1981.

Foi declarado Patrono da Força Aérea Brasileira, pela Lei nº 7.243, de 6 de novembro de 1984.
Envolveu-se no caso Panair procurando salvarguardar os direitos da empresa de recondicionamento de motores de aviação Eletromecânica Celma e de seus empregados. Empresa sediada em Petrópolis, e de vital importância para a manutenção de familias e da econômia petropolitana nos anos 60 e 70, sendo a única no país a desenvolver na época esta importante operação. Tornou-se reverenciado por seus funcionários e administadores. Atualmente a empresa, privatizada, pertence a GE norte-americana.
Eduardo Gomes era constantemente visto andando de bicicleta em seus fins de semana contornando a Praça Rui Barbosa (Liberdade) e por vezes conversando com amigos nos bancos da mesma praça.

(Pouco antes de falecer, em uma das muitas homenagens que recebeu em Petrópolis)



Escrito por Oazinguito Ferreira às 13:58
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DJANIRA E O LICEU DE PETRÓPOLIS

Djanira da Mota e Silva
Artista plástica, 20/06/ 1914, Avaré (SP)
31/03/1979, Rio de Janeiro (RJ)
 
Descendente de austríacos e de índios guaranis, Djanira da Mota e Silva passou a infância em Porto União (SC), onde trabalhava na lavoura. Na adolescência, voltou para a cidade natal, Avaré (SP). Em 1928, seguiu para São Paulo, onde foi vendedora ambulante. Ganhava pouco, morava e comia mal, mas trabalhava além de suas forças.
Contraiu tuberculose e foi internada no pavilhão de pacientes terminais do Sanatório Dória, de São José dos Campos, nos 1930. No hospital, teve acesso pela primeira vez a pincéis e telas. Djanira passou a pintar figuras de um Cristo contorcido em dores, como os pacientes do pavilhão dos desenganados.
Para espanto dos médicos, ela se recuperou e recebeu alta, quase que completamente curada. Mudou-se nos anos 1940 para o Rio de Janeiro, onde se casou com Bartolomeu Gomes Pereira, um maquinista da marinha mercante. Ele morreu quando um submarino alemão torpedeou o seu navio na Segunda Guerra Mundial.
Viúva e sozinha, alugou um quarto na Pensão Mauá, em Santa Teresa, e viveu como costureira. Os outros hóspedes eram estudantes de pintura com poucos recursos e alguns pintores estrangeiros refugiados de guerra. Entre eles, o romeno Emeric Marcier, que trocou casa e comida por aulas de arte. Djanira aprendeu técnicas, porém, permaneceu fiel ao seu estilo simples.
Próximo à pensão, o Hotel Internacional reunia pintores mais ricos, como os exilados franceses Arpad Szenes e sua mulher Maria Helena Vieira da Silva. Djanira passou a receber apoio. Participou do Salão Nacional de Belas Artes em 1942, e fez duas exposições coletivas e uma individual.
Em 1952, viajou pelo Brasil para colher imagens do cotidiano e de festas religiosas. Essa foi a fase mais expressiva de sua carreira. Representou pescadores, trabalhadores do campo e da cidade, e o místico sincretismo do catolicismo e cultos afro-brasileiros.
O painel "Santa Bárbara" (1964), de 130 metros quadrados e 5300 azulejos, é um dos melhores exemplos desta fase e está hoje no Museu Nacional das Belas Artes do Rio de Janeiro. A obra é uma homenagem aos 18 operários mortos na abertura do Túnel Santa Bárbara, entre os bairros de Catumbi e Laranjeiras, no Rio de Janeiro.
A famosa pintora, ilustradora brasileira, viveu os últimos anos de sua vida em sua residência de Petrópolis, localizada no atual bairro da Samambaia, participou de inúmeras exposições na cidade além de haver pintado o magnifico painél em homenagem a cidade na época no salão nobre da grande escola petropolitana do período que era o Liceu Municipal Cordolino Ambrósio, onde encontra-se a tela até a atualidade.
Em 1979, com a saúde novamente debilitada, entrou na Ordem Terceira do Carmo e mudou o nome para Teresa do Amor Divino. Morreu no convento.



Escrito por Oazinguito Ferreira às 09:41
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PRINCÍPE HOLANDES EM PETRÓPOLIS

Em 17 de fevereiro de 1950, esteve em visita a Petrópolis o Princípe consorte da Holanda, princípe Bernado, que almoçou com o Presidente da República no Palácio Rio Negro com a presença do princípe Pedro Gastão, e ainda visitou os demais familiares no Palácio do Grão Pará e uma visita oficial ao túmulo dos Imperadores Brasileiros.

(Registro da Tribuna de Petrópolis)

 



Escrito por Oazinguito Ferreira às 00:16
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JOSUÉ DE CASTRO NO QUITANDINHA EM 1950

(A Conferência realizada no Hotel Quitandinha com personalidades internacionais)

TRIBUNA DE PETRÓPOLIS - 6 de junho - 1950
Instalou-se, ontem, as 11hs, no Hotel Quitandinha, a Segunda Conferência Latino-Americana de Nutrição.
O ato inaugural contou com a presença de destacadas figuras do governo federal além de representantes dos diversos países do hemisfério.
.......
O ano de 1950 foi para Petrópolis de destaque no cenário internacional pela realização de Congressos e Conferências. Porém a Conferência citada pela Tribuna em sua retrospectiva possuiu grande influência no cenário internacional, pois seu organizador o médico, professor e cientista, Josué de Castro, autor do celébre Geografia da Fome (1946) torna-se uma referência internacional. Por seu brilhantismo intelectual conquistando admiradores por todos os continentes.
Josué já participara, como delegado do Brasil, em 1948, da Primeira Conferência Latino-Americana de Nutrição, em Montevidéu, promovida pela FAO, Órgão das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação. Na ocasião foi escolhido como membro do Comitê Consultivo Permanente de Nutrição deste órgão. Em 1950, Josué organiza esta Segunda Conferência Latino-Americana de Nutrição da FAO em Petrópolis, no Hotel Quitandinha.
Josué foi eleito como primeiro Presidente do Conselho Executivo da FAO Fundo para a alimentação e agricultura da ONU, sediado em Roma, ocupando este cargo por dois mandatos sucessivos, de 1952 a 1956.
Foi duas vezes indicado para o Prêmio Nobel da Paz e morto em 1973, quando vivia exilado em Paris, tendo sido cassado pelo governo militar. Em suas obras afirmava, com evidências extraídas de várias áreas do conhecimento, como Biologia, História e Economia, que a fome no Brasil é questão de distribuição de renda, não de produção de alimentos. Há mais de 50 anos apontava como regiões de fome endêmica (permanente) o Norte e o Nordeste.

 (Josué em sua mesa de trabalho na FAO)

 



Escrito por Oazinguito Ferreira às 00:12
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HOTEIS PETROPOLITANOS DE ANTIGAMENTE

(Hotel Rio de Janeiro)

(Modern Hotel)

“O Hotel Suíço parece ter sido o primeiro estabeleci­mento desse género em Petrópolis. Fundado em 1847 por Francisco Gabriel Chifelle, junto à casa de um Sr. Costa, onde existiu um antigo rancho (no local erguem-se hoje o edifício dos Correios e o Grupo Escolar, na Rua do Imperador), ali funcionou até por volta de 1855.
Em 1848 inaugurou-se o Hotel de Bragança, que veio a ser um dos melhores e mais em voga de Petrópolis e foi motivo das mais belas páginas escritas sobre a vida da cida­de. Desembarcavam aí as carruagens e diligências trazendo pela Rua Teresa os passageiros do Rio. Daí a constante animação na redondeza. O Bragança ficava situado na Rua do Imperador onde estão hoje os prédios da A ótica, a Papelaria Petrópolis e o Banco do Brasil, na esquina da Rua Dr. Alencar Lima. Seu primeiro dono chamava-se Tomás Charbonier; sucedeu-o a viúva Paulina Josefa Joana Sigaux, passando depois a outros hoteleiros. O casarão sobreviveu até mais ou menos 1925, quando foi demolido. Tinha 92 quartos bem mobiliados, grande salão de visitas, diversas salas anexas aos quartos, esplêndidos banheiros, salas de espera e de jogos e um grande refeitório com mesas para 200 pessoas, espaçoso salão de baile e teatro, vasta cozinha, despensa, adega, dependências para o serviço e cómodo dos criados e empregados do estabelecimento, grandes jardins, além de cocheiras. Era no grande salão deste hotel que se realizavam as reuniões do Club dos Diários, "modesta asso­ciação sem estatutos nem regulamento, criada por um grupo de viajantes que fazia a viagem redonda de Petrópolis à Corte, diariamente". Quase no fim do século, fez fusão com o Hotel de França, que lhe ficava contíguo, passando o conjunto a girar sob o nome de Grande Hotel Bragança.
Outro estabelecimento muito antigo foi o Hotel Inglês, que ficava no final da Rua Paulo Barbosa (lado par), onde se instalou depois a loja Crédito Móvel. Inaugurado em 1849 por Henrique H. Carpenter, passou a terceiros com o decor­rer do tempo. O reverendo inglês Clark, que ali se hospedou em 1857, chamou-o de "hotel de segunda categoria, só se recomendando por ser inglês o seu dono". Não confundir, porém, com outro estabelecimento do mesmo nome aberto cerca de vinte anos mais tarde na antiga casa da Fazenda do Córrego Seco, onde fica atualmente o Edifício Pio XII, na Avenida Marechal Deodoro. Este segundo Hotel Inglês, cujo dono se chamava Ricardo Mill (de origem irlandesa, nas­cido em Dublin), sucedera, em 1873, o Hotel Mac Dowall.
Em 1869, a mansão do General José Maria Pinto Peixoto, na Rua do Imperador, em frente ao Palácio Imperial, na altura da "Bacia", transformou-se no Hotel dos Estran­geiros, de propriedade de Filipe Schwabenland. Em 1875, o estabelecimento foi adquirido pelo inglês Jorge Beresford, passando a se chamar Hotel Grão-Pará. Os quartos ficavam no andar superior; no térreo, o salão de refeições decorado com a sobriedade de um autêntico room inglês. Foi a leilão em 1893 "com todos os soberbos móveis, harmonioso piano meio-ar-mário, belas pinturas e gravuras, riquíssimos espelhos, jarras, candelabros, serviço de cristofle, porcelanas, cristais, etc.
Estabelecimento de muita fama foi, também, o Hotel Oriental. Ficava na Rua Sete de Abril, defronte da atual Avenida Roberto Silveira. Nesse mesmo prédio funcionou, tempos depois, por muitos anos, o Hotel d'Europa. O Oriental pertencia ao turco poliglota Said Ali que, depois de ter acompanhado distinto fidalgo pelo mundo, como seu em­pregado, veio estabelecer-se em Petrópolis como hoteleiro. Anunciava, em vários idiomas, que no hotel, aos domingos, havia "excelentes empadinhas de galinhas e de palmito com camarão desde às 6 horas da manhã; assim como pão-de-ló (como só o Batista sabe fazer), pudins, tortas, presuntos e folheadas.de manteiga fresca", sem falar na superior geléia de marmelo por ele mesmo fabricada, "notável para aplicação às pessoas que sofrem do peito". O Hotel Oriental cerrou suas portas em 1866.
O Hotel Orleans, situado na base de uma pequena colina onde foi depois o Palace Hotel e é hoje a Universidade Católica, na Rua Barão de Amazonas que dá acesso ao bairro da Terra Santa, foi construído por Monsenhor Francisco de Castro Abreu Bacelar e inaugurado em 1883 por António Pereira Campos que era também dono do Hotel Bragança. Considerado um dos melhores estabelecimentos do País, o Palace possuía, além de todas as comodidades hoteleiras, banhos de ducha, cachoeiras, etc., oferecendo lindos passeios pela floresta que ficava atrás do edifício."
(Texto extraído de Charles Dunlop, P.52/3/4, obra já citada)

 

(Hotel dos Estrangeiros)

(Hotel Central)

(Hotel de Bragança)



Escrito por Oazinguito Ferreira às 21:38
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FILÓLOGO PETROPOLITANO: SAID ALI

Manuel Said Ali Ida, grande filólogo brasileiro, nascido em Petrópolis em 21/10/1861 e falecido em 27/05/1953.

"Abominava que o biografassem. «Todos os amigos do Mestre pudemos observar a aversão que sentia do ingrato gênero que leva não poucos erros e falsidades aos pôsteros. [...] O Mestre não tinha mêdo de ser mal biografado; o de que não gostava era ver sua vida esquadrinhada e posta à luz, à curiosidade de todos. [...] As perguntas que lhe fiz sôbre sua vida e suas obras só tinham pronta resposta quando eu lhe prometia não escrever a respeito delas. [...] E, nos momentos em que desconfiava da curiosidade humana, concluía suas respostas: || - Se você, quando eu morrer, me fizer a biografia, de pirraça não vou lê-la!» (Evanildo Bechara, pp. 10-11). Cumpriremos o capricho, brevissimamente lhe traçando o longo percurso de vida.
A mãe; Catarina Schiffler, era alemã; o pai, que perdeu aos dois anos, tinha ascendência, que o nome Said Ali Ida ecoava, turca. Manuel estudou na cidade natal, até se transferir para o Rio com cerca de 14 anos, trabalhando então na livraria Laemmert. Foi professor, de Alemão, da Escola Militar e do futuro Colégio Pedro II, onde teve como aluno o poeta Manuel Bandeira, «medíocre aluno de uma turma cujos ases eram Sousa da Silveira, Antenor Nascentes, Artur Moses e Lopes da Costa» (Bandeira, p. 9); leccionou também Francês, Inglês, Geografia. Além da linguística, da literatura e do ensino, também lhe interessavam as ciências naturais («Na sua residência da Estrada da Saudade, em Petrópolis, cultivava a Botânica e estudava a vida das formigas, de que contava experiências curiosas. Ultimamente, desejava reunir materiais sôbre a inteligência dos animais, pois o verbête da Enciclopédia Britânica lhe não agradava») e tinha ainda «raros dotes de excelente pianista e a família guarda um álbum de desenhos onde se notam reais aptidões, na arte, do chorado Mestre» (Bechara, p. 13). Íntimo amigo de Capristano de Abreu, historiador e linguista beneficaram da mútua influência (Carvalho e Silva, pp. 49-50). Em 1944 ficou viúvo de Gertrudes Gierling, senhora alemã com quem casara no começo do século.
Pode dizer-se que Said Ali foi o melhor sintaticista de português da sua geração, que não é a nem a de Epifânio nem a de Bechara, ainda que ambas tenham intersectado as margens dos seus 91 anos. Na 2.ª edição das Dificuldades, 1919, Ali lastima não ter podido aproveitar, por estar o volume já em impressão, algumas «valiosas conclusões» bem como «pontos em que me vejo forçado a dissentir» da póstuma mas recente Syntaxe Historica de Epifânio Dias. O próprio Evanildo Bechara conta como, com quinze anos, deu um dos passos mais felizes da sua vida: «apresentei-me ao Mestre na condição de obscuro discípulo e pedi-lhe a orientação. Lembro-me como se fôra hoje! Encontrei-o muito doente e combalido pelo último golpe rude que a vida lhe desfechara: a perda de sua espôsa. Encontrei-o a dilacerar inúmeras fichas do seu preciosíssimo fichário» (Bechara, p. 10). «Dos neogramáticos [Said Ali] não tirou, ao contrário de Leite de Vasconcellos, a orientação histórico-evolutiva, mas as bases doutrinárias para encetar uma sistematização nova dos factos gramaticais portugueses. A sua fisionomia filológica é a do que hoje chamaríamos um "estruturalista"» (Câmara Jr., p. 186) «É o carácter interpretativo que distingue a sintaxe de Said Ali e a extrema da dos seus contemporâneos. Melhor falando, êle é um esteticista, um intérprete de estilos, mais interessado em surpreender estados dalma do que em formular regrinhas tão fúteis quão insustentáveis à luz do raciocínio» (Neto, p. IX)."
(http://www.instituto-camoes.pt/cvc/hlp/biografias/saidali.html)

 



Escrito por Oazinguito Ferreira às 21:15
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ANTONIO CARDOS FONTES: CIENTISTA PETROPOLITANO

Antonio Cardoso Fontes, médico sanitarista, nasceu em  Petrópolis, a 6 de outubro de 1879. Filho de António Fontes e Maria Cardoso Fontes. Formou-se médico pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. Ainda académico, ingressou no Instituto Oswaldo Cruz em 1904, tendo Oswaldo Cruz lhe confiado o cargo de Inspetor Sanitário dos serviços de profilaxia da febre amarela e peste bubônica na Capital Federal. É autor da técnica de coloração dupla do bacilo da tuberculose, conhecido como "Método Fontes".
Com a morte de Carlos Chagas, o governo convidou-o a assumir o cargo de diretor do Instituto Oswaldo Cruz. Foi professor e primeiro diretor da Faculdade de Ciências Médicas do Rio de Janeiro, sendo o primeiro cientista da América a receber o título de "Sábio", outorgado em 1941, pela Academia Pontifícia de Ciências do Vaticano. Viajou pelo Brasil e exterior, sempre aperfeiçoando seus conhecimentos. Foi membro de inúmeras instituições científicas do mundo, com oitenta e três trabalhos cientificos publicados.
Em Petrópolis assumiu a funçao em 1916 de Chefe do serviço de inspeção sanitária, havendo organizado o primeiro serviço de saúde do município assim como seu Código Sanitário. Faleceu em 27 de março de 1943.



Escrito por Oazinguito Ferreira às 14:45
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MANOEL JOSÉ FERREIRA: MANECO, SANITARISTA PETROPOLITANO

(Manoel com Albert Sabin)

Manoel José Ferreira, sanitarista, nasceu em Petrópolis, a 23 de maio de 1897. Filho de Augusto José Ferreira e de Carmem Pereira Leal, e chamado de Maneco pelos familiares e amigos.
Diplomado em medicina pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Foi capa da edição n" 7 da Revista Manchete, que, em extensa reportagem, focalizou sua luta no nordeste brasileiro, coroada de pleno êxito em 1942, na erradicação de uma espécie de mosquito africano transmissor da malária. Como grande sanitarista, ocupou inúmeros cargos, destacando-se: diretor do Serviço Nacional de Malariologia, diretor do Instituto Nacional de Endemias Rurais, diretor de Saúde Pública do Estado do Rio de Janeiro, diretor da Faculdade Fluminense de Medicina, etc. No âmbito internacional, representou o Brasil em inúmeros conclaves oficiais. Exerceu, por várias vezes, a função de Consultor Temporário da Organização Mundial de Saúde. Faleceu em 28 de outubro de 1978, aos oitenta e um anos de idade.
Em dezembro de 1978, o Centro de Saúde de Petrópolis passou a denominar-se Professor Manoel José Ferreira em homenagem ao famoso sanitarista que dedicou mais de meio século à causa da saúde pública brasileira.

 



Escrito por Oazinguito Ferreira às 14:29
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VERA JANACOPOULOS: O LIRISMO NASCEU EM PETRÓPOLIS


 Vera Janacopoulos, nasceu em Petrópolis em 1892 e faleceu no Rio de Janeiro em 1955, foi uma das maiores cantoras liricas brasileiras de todos os tempos. Sua carreira concentrou-se no período entre as duas guerras mundiais, durante o qual foi uma das cantoras de câmara de maior destaque no cenário internacional.
Seu repertório se notabilizava por uma grande amplitude histórica, estendendo-se de Machaut a Stravinsky e, por uma rara versatilidade, mestre consumada do “Lied”, era ao mesmo tempo uma intérprete notável, tanto do repertório francês e espanhol, quanto do russo. Poulenc diria que ela era uma intérprete “miraculosa” de Mussorgsky.
Os programas de seus concertos dos anos 20 eram extremamente inovadores, por colocar lado a lado do repertório tradicional, música do período pré-Clássico, música popular de diversas procedências, mas sobretudo por dar um lugar de destaque à música contemporânea. Amiga pessoal de compositores como Stravinsky, Prokofiev, Falla, Villa-Lobos, Milhaud e Poulenc, desempenhou um papel de primeiro plano na divulgação de sua música vocal, sendo responsável por diversas primeiras audições, tendo sido a dedicatária de várias obras.
Sobre a importância de sua atuação, Alejo Carpentier diria: ”Musicista admirável, ... Vera Janacopoulos representou para a música de Prokofiev, H. Villa-Lobos e Manuel de Falla ... o que representaram as cantoras Marya Freund para Schoëmberg e Jane Bathory para Erik Satie e Darius Milhaud.”
Dentre as características que mais se destacam de seu perfil musical, podem ser apresentados: o fato de sua formação instrumental haver precedido a vocal, pois estudou, durante anos, violino com George Enesco, que seria o “pai espiritual” de músicos tão diversos como Dinu Lipatti e Yehudi Menuhin, a quem dizia dever seu fraseado e sua maneira de abordar uma obra musical; o hábito de “trabalhar” as obras que interpretava com os próprios compositores. Sua autoridade ao interpretar música francesa, provinha do fato de havê-la trabalhado pessoalmente com Fauré, Ravel, Poulenc e Milhaud; a espanhola com Falla e Nin; a russa com Straviinsky e Prokofiev; a brasileira com Villa-Lobos, etc... O relacionamento com a orquestra, pois são numerosas em seu repertório e fortemente representadas em sua coleção de partituras que se encontra na Uni-Rio, as obras para voz solista com acompanhamento de orquestra, muitas das quais são transcrições encomendadas por ela própria aos compositores, das quais são exemplos o Tilibom de Stravinsky, La rose et le roussignol de Rimsky/Prokofiev, duas árias do Amor Brujo de Falla, Viola de Villa-Lobos e Phydilé de Reynaldo Hahn/Villa-Lobos.
Como cantora com orquestra, foi freqüentemente acompanhada por músicos do calibre de Stravinsky, Falla, Milhaud, Markevitch, Mengelberg, Monteux, Ansermet, Scherchen e Motropoulos.
Apesar de longo período de residência no exterior (a mudança definitiva para o Brasil só ocorreria no final dos anos 30, às vésperas da 2ª Guerra Mundial) e da primeira apresentação pública (1920) ter sido posterior a suas estréias européia e americana, Vera sempre acentuou sua identidade brasileira: a música brasileira foi parte integrante de seu repertório internacional, seja através de melodias populares, harmonizadas por Ernani Braga, seja através de obras de F. Braga, A Nepomuceno, H. Oswald, L. Fernândez, L. Gallet, F. Mignone e, sobretudo, Villa-Lobos, para cuja projeção desempenharia, juntamente com Rubinstein, um papel tão decisivo em Paris, nos anos 20.

(Texto de Manoel Correa do Lago, extraído da Revista Brasiliana - no. 7 - janeiro de 2001)



Escrito por Oazinguito Ferreira às 14:15
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GUERRA PEIXE: MAESTRO PETROPOLITANO

César Guerra Peixe, maestro, musicólogo, nasceu em Petrópolis, em 18/03/1914. Iniciou o aprendizado musical aos nove anos, com o maestro petropolitano Paulo Carneiro. Dois anos depois, matriculou-se na centenária Escola de Música Santa Cecília. De 1925 a 1930, fez curso completo de violino com o professor tcheco Gao Omacht. Aos dezesseis anos, escreveu sua primeira composição, o tango "Otília", em homenagem à sua primeira namorada. Em 1932, ingressou no I.N.M., do Rio de Janeiro, onde prosseguiu seus estudos. Dois anos após, transferiu-se definitivamente para o Rio de Janeiro. Em 1941, entrou para o Conservatório Brasileiro de Música, tendo sido o primeiro aluno a concluir o curso de composição. A partir daí, passou a se dedicar a regência, especializando-se em arranjos de música popular. Sua Sinfonia n" l, composta em 1946, foi lançada pela B.B.C. de Londres. Assinou contrato com uma emissora pernambucana, onde, por três anos, desenvolveu intensa atividade relacionada com o folclore brasileiro.
Em 1951, compôs a trilha sonora do filme á Terra e Sempre Terra. Dois anos após, a do filme, Canto do Mar. No total, participou de vinte e oito, filmes, cuidando da direção musical ou escrevendo a trilha sonora. Em 1963, passou a fazer parte da Orquestra Sinfónica Nacional, da Rádio MEC, como violinista, tendo criado, em 1968, a Escola de Música Popular do Museu da Imagem e do Som, do Rio de Janeiro. A partir dos anos setenta, como compositor, violinista e regente, realizou inúmeros concertos em diversas cidades brasileiras, divulgando os autores nacionais. Sempre preocupado com a cidade natal, musicou versos de poetas petropolitanos. entre os quais Raul de Leoni, Reynaldo Chaves e Mário Fonseca. Faleceu em 26 de novembro de 1993, na cidade do Rio de Janeiro.



Escrito por Oazinguito Ferreira às 13:57
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RUI BARBOSA: MORRE EM PETRÓPOLIS

Rui Barbosa, a Águia de Haia, grande jurista e ex-ministro brasileiro. Responsável por uma das mais belas páginas políticas da história do país, morava em Petrópolis, mais precisamente na Rua Ipiranga,  onde possuía como lazer o hábito  de cuidar do jardim de sua residência.

Faleceu em sua casa em Petrópolis após diversos dias de agonia, em 01/03/1923.

A foto acima foi do cortejo funerário que cruzou todas as ruas do centro da cidade antes do féretro descer pela Leopoldina para enterro no cemitério São João Batista no Rio de Janeiro. Na mesma foto podemos observar que cortejo passava pela Praça D. Pedro e era fotografado por vários correspondentes de jornais do Rio que já estavam informados de seu estado de saúde (foto in, Revista da Semana, 10/03/1923).

 

(o féretro desloca-se da Biblioteca Nacional para o cemitério)

“O corpo permaneceu em Petrópolis até a tarde do dia 2, tendo sido embalsamado e recebido a visita de inúmeros amigos e autoridades locais e outras vindas do Rio. Foi também grande a movimentação de jornalistas e populares, ficando a casa da Rua Ipiranga repleta de coroas de flores. Um cortejo atravessou Petrópolis pouco antes das 15 horas, quando partiu o comboio mortuário, com um de seus vagões convertido em câmara ardente. Além da família e do esquife, o trem trazia algumas proeminentes figuras da elite carioca. (...)

O lugar do velório foi proposto pelo médico, escritor e educador baiano Afrânio Peixoto:

a Biblioteca Nacional.(...)

O traslado do corpo de Rui da estação da Leopoldina, na Praia Formosa, à Biblioteca foi

um grande cortejo com muita participação popular.”

(Enterrando Rui Barbosa, João Felipe Gonçalves, CPDOC)

 

(Casa da Rua Ipiranga em Petrópolis)

"1 de março de 1923

Falece em Petrópolis, em sua residência de verão, à Rua Ipiranga, o Conselheiro Ruy Barbosa.

Jurista, jornalista, político, diplomata, brilhante orador que utilizava a palavra como arma de combate e transformação, “passou a vida em oposição sistemática a atos arbitrários, defendendo os direitos dos cidadãos”.

Em sua residência de Petrópolis, que ele chamava carinhosamente de Sweet Home, escreveu a maior parte das conferências que pronunciou em sua segunda memorável campanha presidencial, concluiu a Oração aos Moços, da qual, a maior parte foi escrita no leito, em estado febril, e também a introdução do primeiro volume da “Queda do Império” e quase toda a primeira Conferência da Associação Comercial do Rio de Janeiro.

De sua presença em Petrópolis, permaneceu a lembrança de suas caminhadas, dos cuidados que costumava dispensar às flores do jardim de sua residência e a notável Conferência que pronunciou, a 17 de março de 1917, no Teatro Petrópolis, a convite da Cruz Vermelha, na qual defendeu o interesse universal na restauração da ordem legal no mundo."

(publicado pela Tribuna de Petrópolis)



Escrito por Oazinguito Ferreira às 12:21
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ARTHUR BARBOSA POR ONDONA

Caricatura tipográfica realizada pelo artista tipográfico petropolitano Ondona (descrições em ensaios anteriores). Nesta caricatura, Ondona rende homenagem ao pai da imprensa diária petropolitana e segundo especialistas, pioneiro na imprensa diária no interior do Brasil.

A Tribuna de Petrópolis comemora em 2008 o centenário da imprensa diária e 105 anos de fundação.

 



Escrito por Oazinguito Ferreira às 12:42
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DUNLOP ESCREVEU SOBRE PETRÓPOLIS

Charles Julius Dunlop, historiador, pesquisador e escritor carioca, nascido no Rio de Janeiro em 26/12/1908 e falecido em 08/07/1987, com extensa bibliografia sobre a história do município do Rio de Janeiro, dedicou seus últimos anos de vida a pesquisar e publicar um livro sobre a história petropolitana. Livro este despretencioso, mais parecido como uma cronica histórica, recorrendo aos clássicos da história petropolitana na Biblioteca Municipal. Em suas crônicas, ponderava algumas vezes com suas próprias considerações quando encontrava dúvidas quanto a documentação.

Publicou os seguintes ensaios sobre a história do Rio de Janeiro: 1957, Subsídios para a História do Rio de Janeiro; 1949, Historia da Iluminaçao da Cidade do Rio; 1953, História dos Bondes no Rio de Janeiro; 1973, Os Meios de Transporte do Rio Antigo. Muitas destas obras alcançaram diversas edições e influenciaram pesquisas de diversos historiadores tanto na história do Rio de Janeiro, como do Brasil.

Sua admiração por Petrópolis o conduziu a escrever em 1985, Petrópolis Antigamente, que chegou a uma outra edição após sua morte em 1989.

Não o conheci pessoaLmente, mas assim que publicou seu livro destinou-me um exemplar que foi guardado pelo então editor da Tribuna de Petrópolis, mas sem endereço para agradecimento.

Seu livro possui grande importância e integra a bibliografia histórica petropolitana. 



Escrito por Oazinguito Ferreira às 21:42
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DIDÁTICOS PETROPOLITANOS

(livro de Gastão Muniz)

Na atualidade, de forma avulsa, alguns trabalhos didáticos de cunho localista ou regionalista, tornaram-se mais rotineiros e presenciais nas cidades brasileiras, principalmente nos grandes e médios centros, mas nem todos atendem a padrões pedagógicos ou a reivindicações de cunho didático acadêmico, mesmo sob ameaça ou pressão do mercantilismo editorial.

E quando observados atentamente sob uma crítica didático-pedagógica, a maioria não reflete pesquisas em bibliografias e arquivos locais como deveriam se processar.

Nos anos 80 dois trabalhos tornaram-se referência pedagógica para as escolas públicas e privadas em Petrópolis, mas a não obrigatoriedade por lei na época da presença dos estudos locais, desobrigou os professores de indicá-los nas primeiras séries escolares, sepultando a excelente iniciativa.

Na área de história, Áurea Maria de Freitas Carvalho, publicou pela editora Ao Livro Técnico, em 1982, uma cartilha de estudos locais com inserção regional, que se tornou referência para os cursos de formação de professoras, o antigo curso Normal, na cidade, mas não foi posteriormente adotado pelas mesmas professoras, ora pressão mercantil das livrarias ou pela direção das escolas.

Outros autores a seguiram posteriormente, sem a condição da inserção regionalista, mas com maior sucesso pela sua inclusão obrigatória no magistério, como os ex-alunos de Áurea, como Aloísio Badi e Gustavo  Duriez.

Já na disciplina de geografia, o professor Jerônimo Ferreira Alves, também ex-professor da maioria, acompanhado de Angela Maria Kneipp, constituíram um manual de "Geografia de Petrópolis para crianças" que também atenderia as séries iniciais, sendo editado em 1981 pela gráfica da Universidade Católica de Petrópolis, com um criterioso trabalho de pesquisas e organização didático-pedagógica, tanto de textos de abordagem com linguagem clara assim como de exercícios.

Os autores em suas palavras iniciais salientavam que era um trabalho destinado exclusivamente à 2ª série do então ensino básico. E frisavam que “...a noção de espaço, a representação do meio físico, a necessidade de localizar e explicar, substituem a memorização pura e simples.”, assim demonstravam o fim da mal-fadada “decoreba” nos estudos sociais.

 

(Livro do professor Jeronimo F. Alves)

Mas, infelizmente, a insuficiência de meios legais o conduziu a ser considerado mais um elemento para pesquisa dos alunos nas bibliotecas das escolas petropolitanas.

Um imenso vazio de qualidade pedagógica hoje atinge o curso básico do fundamental na maioria dos municípios brasileiros, apesar de ocorrer na atualidade maior cobertura legal e técnico-pedagógica com os procedimentos da LDB e de seus manuais para um eficiente trabalho de estudos tanto localistas como regionalistas, tornando-se exigência protocolar.

Petrópolis, quanto a estes quesitos pode ser considerada, pelo exposto, como pioneira nesta área didática no país, tanto no ensino das ciências e estudos sociais locais e regionais, nestas últimas três décadas, sendo somente superada pelo trabalho de professoras da USP realizado no interior paulista em 1979 e publicados em um manual de Estudos Sociais pela Editora Vozes em 1979.

Porém, historicamente o pioneirismo petropolitano pode ser resgatado, se considerarmos o magnífico estudo realizado pelo professor Paulo Monte em 1925, que geralmente é esquecido pela maioria dos especialistas.

Monte, jornalista, professor, além de diretor de escola, preparou na época uma preciosidade didático-pedagógica que até o presente ainda serve de alicerce ao conhecimento geográfico do município pela maioria dos estudiosos da geografia local. Estamos falando do "Chorografia do Município de Petrópolis", publicado em 1925 pela extinta Typografia Ipiranga, e que chegou pelo período a ser indicado por escolas petropolitanas como o próprio Liceu Fluminense onde Monte foi tanto professor e diretor.

Paulo Monte em seu trabalho chegou inclusive a tratar das lendas e folclores presentes no seio de nossa sociedade em meados do século XX, tais como a "lenda da Maria Comprida", das "pedras brancas" entre estudos sobre o ecossistema local.

Bem mais tarde, ao final dos anos 50, Gastão Moniz de Aragão, sob o estimulo de Lourenço Lacombe, então diretor do Museu Imperial, produziu um livreto de bolso despretensioso com o objetivo e informar as novas gerações sobre a preciosidade histórica de Petrópolis.

“História Ilustrada de Petrópolis”, com desenhos de Humberto Gomes, e capa em relevo, foi lançado por V. P. Brumlik editor , e alcançou rapidamente duas edições, trazendo um anexo informativo com dados informativos e estatísticos locais. Além de ser comercializado em papelarias tradicionais como a “do Povo” e a “Pedro II”, foi vendido no box do Museu entre os turistas que procuravam um informativo histórico da cidade, e pouco observado pelos professores.

Outro fato que não pode ser esquecido, mesmo sendo da área de alfabetização, foi a organização de uma cartilha, “Meu Primeiro Livro de Leitura” editada pelos professores da Escola Gratuita São José da Ordem dos Franciscanos na Tipografia das Vozes de Petrópolis, em 1923. Desta cartilha chegaram a ser impressas 120 mil exemplares, um recorde para um livro didático na época segundo informações.

(Página que relata o acidente que vitimou Koeller)



Escrito por Oazinguito Ferreira às 15:58
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CINEMAS EM PETRÓPOLIS

Os anos 60 e 70 respondem por um movimento cultural em sem precedentes. Festivais de teatro, festivais de canção no Santa Cecília, principalmente o estudantil. Mas a área cinematográfica é que realmente marca com a presença de mais de dez cinemas espalhados por todas as regiões, sendo que no centro alguns são especialmente construídos para  trazer filmes clássicos.

Na foto acima observamos o Cine Miragem que era moderno e comportava mais de 300 lugares, e abaixo podemos observar o  grande destaque do cenário cultural petropolitano foi o Minicinema que ficava localizado na Galeria do Edificio Pellegrini e comportava 80 lugares, seguindo a fase dos ambientes culturais que no Rio eram denominados de "bolso", como o Teatro de Bolso.

O desfile pelos cinemas petropolitanos principalmente aos fins de semana era estonteante: Casablanca, Capitólio, Petrópolis, D.Pedro, Santa Cecilia, Miragem, Minicinema, Cine Garcia (Alto da Serra), Cinema do Batalhão de Caçadores, e até mesmo um "cine poeira" como poderia ser considerado um cinema organizado em uma garagem próxima a antiga sede da Filpan, o Cine Esperanto. Devemos também considerar que existia um cinema exclusivamente religioso que ocorria no Teatro Mariano, próximo a Igreja do Sagrado, aos domingos.



Escrito por Oazinguito Ferreira às 21:57
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GETÚLIO CONVERSA COM A FAMILIA ROCHA MIRANDA EM PETRÓPOLIS

O presidente Getúlio Vargas não somente visitava as fazendas próximas a Petrópolis onde verificafa a produção de gados do mesmo grupo em que criava em sua estância no RGS, assim como participava de feiras e visitava outras famílias em casas próximas ao Palácio Rio Negro tanto na Koeller como na Ipiranga, como o caso dos Rocha Miranda na foto.

A casa da Avenida Ipiranga 716, que Vargas visitava, é um imóvel representativo da arquitetura eclética do final do século XIX e que continua intacto. Foi construída em 1884 por José Tavares Guerra, afilhado do Barão de Mauá. Seus jardins foram projetados pelo botânico francês Auguste Glaziou. Na antiga estrebaria localiza-se o primeiro relógio de torre da cidade. 

José Tavares Guerra educou-se na Inglaterra e para construir a mansão, importou grande parte do material (inclusive trabalhos em madeira de lei brasileira, lá entalhada), além de maçanetas e dobradiças de bronze, os brocados que revestem paredes dos salões, as lareiras de mármore de Carrara, os monumentais lustres e os apliques da famosa Fundição Barbedienne (1) encimados por cristais Baccarat, assim como os espelhos, igualmente franceses, que cobrem parte das paredes do salão.

Os tetos pintados sobre tela ou diretamente na madeira (há outros exemplares na cidade), são obra do pintor alemão Schaeffer, que acabou aqui se radicando. No "fumoir" da sala de jantar, as pinturas são atribuídas ao pintor italiano Dall' Ara (2), que também pintou os afrescos da " Villa Itararé", outra linda mansão nesta cidade. Um dos salões é todo forrado em seda e outro em papel trabalhado a ouro com relevos.

Durante a construção da casa, atuou Karl Spangenberger (1821 a 1890) que era famoso por suas habilidades em madeira e na confecção de bengalas das quais muito se orgulhavam os colecionadores.

A mansão possui ainda estábulos com baias de ferro fundido, e era visitada pelo Imperador Pedro II que percorria o jardim em seus passeios matinais e pelo Visconde de Mauá, além de Getúlio Vargas.

A mansão Tavares Guerra pertence aos familiares descendentes e também a família Rocha Miranda desde os anos 30.



Escrito por Oazinguito Ferreira às 20:22
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GETÚLIO EM PETRÓPOLIS

O presidente Getúlio Vargas conversa com um paralítico na presença de dois oficiais. Petrópolis (RJ), 1939. (Foto pertencente ao Arquivo da Fundação Getúlio Vargas)

 (Vargas segura uma criança no colo em uma residência em Petrópolis)

(Vargas circula cercado de crianças em Ruas de Petrópolis)



Escrito por Oazinguito Ferreira às 20:20
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GETÚLIO VARGAS & O MUSEU IMPERIAL

(Getúlio assinando a ata de fundação do Museu Imperial sob a atenção de Alcindo Sodré)

(Getúlio inaugurando o Museu Imperial com demais autoridades e a presença de Alcindo Sodré o idealizador)

No dias 16 de março de 1943, justamente durante a comemoração do Centenário de Fundação da cidade, o então presidente da República, Getúlio Vargas, inaugura no Palácio Imperial, após acordo celebrado com a família imperial o Museu Imperial Brasileiro, instituição idealizada pelo historiador Alcindo Sodré.
Único prédio construído no Brasil para servir de residência a um chefe de Estado Brasileiro, que só foi superado em 61 com a edificação de Brasília.
O Museu Imperial substituiu o transitório Museu de Petrópolis que chegou a funcionar com objetos raros de famílias nobres brasileiras no Palácio de Cristal.
O ato foi festejado não somente em Petrópolis, mas pela imprensa nacional, pois a nova instituição constituía-se naquela data na maior presença musicológica brasileira, após a fundação do Museu da Independência em São Paulo.
O Museu Imperial de Petrópolis tornou-se uma instituição exemplar de renome internacional, com técnicas e práticas sempre atualizadas. Possuindo após Sodré dois diretores que primaram pela manutenção de seu prestigio, Lourenço Lacombe e Lourdes P. Horta.
As fotos reproduzidas neste ensaio foram copiadas do Anuário do Museu Imperial.

(Vargas contempla a coroa imperial na companhia de Amaral Peixoto e Sodré)



Escrito por Oazinguito Ferreira às 13:54
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GABRIELA MISTRAL: PRÊMIO NOBEL DE 45 MORAVA EM PETRÓPOLIS

O prêmio Nobel de literatura, surpreende em 1945 sendo escolhida para receber o mesmo a poetisa chilena Gabriela Mistra, que nesta época residia em Petrópolis e era representante consular no Brasil.

Gabriela Mistral foi o pseudónimo escolhido por Lucila de María del Perpetuo Socorro Godoy Alcayaga (Vicuña, 7 de abril de 1889 - Nova Iorque, 10 de janeiro de 1957). Poetisa, educadora, diplomata e feminista chilena. Os temas centrais nos seus poemas são o amor, o amor de mãe, memórias pessoais dolorosas e mágoa e recuperação. Lucíla nasceu na cidade de Vicuña, Chile, em 7 de abril de 1889. Seu pai abandonou a familia quando Lucíla completou três anos de idade. A mãe de Lucila faleceu no ano de 1929 e a escritora lhe dedicou a primeira parte de seu livro Tala, a que chamou: Muerte de mi Madre. Educada em sua cidade natal, começou a trabalhar como professora primária (1904) e ganhou renome ao vencer os Juegos Florales de Santiago (1914) com Sonetos de La muerte, sob o pseudônimo de Gabriela Mistral,cuja escolha deu-se em homenagem aos seus poetas prediletos: o italiano Gabriele D'Annunzio e o provençal Frédéric Mistral.



Escrito por Oazinguito Ferreira às 12:30
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QUITANDINHA: SEDE DO CONGRESSO INTER-AMERICANO

Como não poderia deixar de ser, mais uma vez as fotos do Quitandinha se apresentam com novidades, além das que já publicamos. E aproveitamos para informar que em 1947 instalou-se no Hotel Cassino, a Conferência Inter-Americana para Manutenção da Paz e Segurança do Continente. Os trabalhos ocorreram entre 15 de agosto  2 de setembro, e elegeram presidente efetivo da importante reunião Raul Fernandes, então Ministro do Exterior do Brasil, que substituíra Oswaldo Aranha nos destinos da nossa política externa.

(Uma foto aerea do Hotel Cassino Quitandinha em 1944, uma raridade de época)

(Os salões e diversos halls ainda em construção)

(A piscina térmica interna)

(Hall de entrada do cassino e teatro)



Escrito por Oazinguito Ferreira às 22:14
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ELISABEHT, A CANTORA EM PETRÓPOLIS

Nos anos 40 foi criada em Petrópolis a Rádio Quitandinha, procurando rivalizar com a Rádio Difusora criada em 1934 e pioneira no Estado do Rio. No decorrer dos anos 60 ela trocou o nome para Rádio Imperial e iniciou um processo de revolução na área radiofônica na região serrana. Muitos de seus locutores e apresentadores foram trabalhar mais tarde na rádio Tupi, Globo e outras.
Petrópolis transformou-se em uma rádio-escola formando especialistas para o universo radiofônico nacional.
Nos anos 70 a Rádio Imperial procurava promover diversos shows na Praça Paulo Carneiro para o povo petropolitano e fazia desfilar inumeros cantores da jovem guarda, tais como
Roberto Carlos (O Rei), Erasmo Carlos (O Tremendão) e Wanderléa (A Ternurinha), Wanderley Cardoso, Jerry Adriani, Eduardo Araújo, Martinha, Ed Wilson, Waldirene (A Garota do Roberto), Leno & Lílian, Deny e Dino, Bobby Di Carlo e grupos como Golden Boys, Renato & Seus Blue Caps, Os incriveis e etc.
Na foto observamos a visita da cantora e compositora Elizabet aos estudios a Rádio Imperial. Elisabeth cantava a música "Sou Louco Por Você", grande sucesso dos anos 70. Na foto se fazia acompanhar por Paulo Giovani entre outros nomes da época.

 

 



Escrito por Oazinguito Ferreira às 21:44
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MEMORIAL DO PAÇO

A organização de um memorial da Câmara Municipal não deveria considerar somente o histórico do palácio e do chafariz, já narrados em diversas pesquisas públicadas ao longo das décadas, mas também com o casarão que mais tarde haveria de se transformar na Biblioteca Municipal, e que ao seu lado possuiria uma simples casa. Ou também do lado oposto, com o prédio onde hoje funciona o centro de estudos e aperfeiçoamento, Centro de Capacitação em Educação Frei Memória. Não devemos também esquecer de compor este memorial com o jardim organizado na época (anos 30), possivelmente por Roberto Burle Marx, segundo informações em fotos do Museu Imperial pertencentes a coleção do embaixador. E a ponte de madeira, tradicional.

(O maravilhoso jardim em uma foto do local onde hoje encontra-se erguido o Liceu Municipal)

(Prédiio da Biblioteca Municipal dos anos 40 aos70, hoje o Prédio de Cultura ocupa o espaço)

(O centro de estudos Fréi Memória em outro palacete)



Escrito por Oazinguito Ferreira às 20:50
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GOVERNADOR MORRE EM PETRÓPOLIS

A série de fotos a seguir foram reproduzidas da coleção de Silvio de Carvalho, sobre o fatal acidente ocorrido em Petrópolis, em 1961 no Palácio Rio Negro, quando o governador alertado sobre as péssimas condições do tempo e inundações em Petrópolis com vítimas, veio acompanhar o auxilio das forças estaduais e municipais, além das militares aos sobreviventes. Ao levantar vôo, do jardim fronteiro ao Palácio Rio Negro, o helicóptero, no qual pretendia inspecionar os danos causados pelas cruvas, após chcar-se contra uma árvore, caiu ao solo incendiando-se. O governador morreu alguns dias depois do desastre, em consequência das queimaduras sofridas.

Perderam também as vidas no lamentável acidente aéreo, o pilôto do aparêlho, Capitão-de-Fragata José Eduardo Ribeiro Fraga e o jornalista Luís Paulstano. O único sobrevivente da tragédia foi o fotógrafo Élcio Reginaldo dos Santos, com graves queimaduras no rosto e nas mãos.

O governador faleceu, interrompendo valorosa e briosa carreira política pelo PTB, pois Silveira era observado junto com João Goulart como verdadeiros herdeiros do falecido presidente Getúlio Vargas. Quanto ao pilôto foi internado no Hospital de Santa Tereza.

Para complementar este trabalho, transcreveremos a descrição de uma testemunha ocular, o historiador petropolitano Gabriel Fróes:

"Foi a 20 de fevereiro de 1961 que o Governador Roberto Silveira, em veraneio no Palácio Itaboraí, resolveu visitar diversos municípios fluminenses, entre os quais Pádua, Miracema e Campos. Grandes enchentes assolavam o norte do Estado e o Governador desejava comparecer, urgentemente, ao local para orientar os trabalhos de socorro. Para tal fim, conseguira da Marinha de Guerra a cessão de um helicóptero que, às 9 horas daquele dia, pousava no jardim do Palácio Rio Negro, dirigido pelo comandante José Eduardo Ribeiro Braga. Tratava-se do aparelho prefixo M-7005.
Às 9,30 hs., chegavam ao Rio Negro o Governador Roberto Silveira, o jornalista Hélcio Reginaldo dos Santos e o fotógrafo Luis Paulistano que, incontinente, embarcaram no helicoptero.
O aparelho levantou vôo, subiu um pouco e não se sabe porque, logo desceu ao solo. Novamente, manobrou o piloto e o helicóptero voltou a subir para, a poucos metros de altura, repentinamente, inclinar-se para o lado do prédio nº 255 da Avenida Koeler e bater com a grande hélice num cipreste, caindo, em consequência, já em chamas, sôbre uma dependência do referido prédio.
A primeira pessoa a chegar ao local da queda foi o cabo da Marinha Josué Marques dos Santos que, com grande arrôjo, abriu a porta do helicóptero, do qual saltaram ràpidamente o Governador, o jornalista e o fotógrafo. Todos tinham a roupa em chamas, da qual se despojaram com sofreguidão. Quanto ao piloto, teve que ser retirado de dentro da cabina pelas pessoas que haviam acorrido ao lugar.
Dos quatro infortunados passageiros do M-7005, só se salvaria o fotógrafo Hélcio Reginaldo dos Santos."

Roberto Teixeira da Silveira (1923-1961) nasceu em Bom Jesus de Itabapoana (RJ). Nos primeiros anos da década de 1940, ingressou na Faculdade de Direito de Niterói. Ainda acadêmico, iniciou-se no jornalismo como redator no Departamento Estadual de Propaganda e como secretário no jornal Diário da Manhã.

Filiou-se ao Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) em 1945 e, no ano seguinte, foi nomeado oficial de gabinete do interventor federal no estado do Rio de Janeiro, Lúcio Meira. Em 1947, elegeu-se deputado estadual à Assembléia Constituinte do Rio de Janeiro e bacharelou-se em direito. Reeleito deputado estadual em 1950, interrompeu o mandato no ano seguinte, quando foi nomeado secretário estadual do Interior e Justiça no governo de Amaral Peixoto.

Em 1954 foi eleito vice-governador do estado, com apoio da coligação PTB-PSD, na chapa de Miguel Couto Filho. Nesse mesmo ano tornou-se presidente do PTB fluminense. Quando Miguel Couto deixou o governo em 1958 para concorrer a uma vaga no Senado, Silveira preferiu não ocupar o seu lugar, para poder se candidatar a governador para o mandato seguinte. Em outubro, venceu as eleições com uma expressiva votação, tomando posse em fevereiro de 1959. Fontes: ABREU, Alzira de & BELOCH, Israel (coords.). Dicionário histórico-biográfico brasileiro:1930-1983. Rio de Janeiro. Ed. Forense Universitária: FGV/CPDOC: FINEP, 1984, v. 4. LACOMBE, Lourenço Luiz. Os chefes do executivo fluminense. Petrópolis:Vozes, 1973.



Escrito por Oazinguito Ferreira às 12:40
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VILAS OPERÁRIAS EM PETRÓPOLIS

Imagens, fotos e documentos sobre vilas operárias, são projetos defendidos com "unhas & dentes", por arquitetos e pesquisadores de diversas cidades brasileiras. Mas quis o destino que em Petrópolis semelhante processo fosse diferente, ou indiferente para a maioria dos pesquisadores e profissionais, já que o operariado não possuía defensores sociais ou de preservação.

Raras são as cenas que podemos encontrar. A grande maioria pertence a vila operária da Cia. Petropolitana.

Esta pertence a vila da fábrica de tecidos Santa Irine, construção caracteristica dos anos 40 na área fronteiriça ao que conhecemos como "curva do Crush" no Binguem, após a "curva do seu Jóia". Seu construtor segundo indicações foi Pedro Hillen (não sabemos se construtor ou arquiteto).

A Fábrica existia no espaço também fronteiriço ao Hospital Santa Tereza, onde atualmente encontramos a Universidade Estácio de Sá.



Escrito por Oazinguito Ferreira às 11:42
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MAIS UMA FOTO CLÁSSICA DE UMA ENCHENTE

As cheias sempre foram históricamente caracteristicos dramas em nossa cidade. Principalmente os transbordamentos acusados em nossa via principal.

A foto em destaque, foi publicada pela Tribuna de Petrópolis nos anos 60 e apresenta um funcionário da Casa Gelli desesperado diante da forte correnteza que invadia a entrada da loja.



Escrito por Oazinguito Ferreira às 11:30
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JARDINS DO SION EM PETRÓPOLIS

Consulente ex-aluna do Colégio de Sion em Petrópolis nos envia um e.mail perguntando sobre detalhes nos jardins do Colégio, pois as fotos ja publicadas não os apresentavam.

Contrariando semelhante exposição, observamos com maior critério as fotos de nosso arquivo e encontramos não somente as caracteristicas artesanais, como as paisagisticas presentes. Em primeiro plano apresentamos os gradis que eram caracteristicas de paisagistas do final do século XIX, onde a argamassa utilizada era desenhada sob forma de escultura apresentando troncos, em alguns casos apresentavam até mesmo galhos longos ou cortados, uma verdadeira obra de arte, o que pode ainda ser encontrado em algumas mansões antigas em Petrópolis, mas não mais na atual UCP. Infelizmente as administrações posteriores acabaram com todas as caracteristicas artesanais e paisagisticas que existiam.

O único tronco ainda encontrado é um batente do antigo rink de patinação ao lado de uma quadra de futebol de salão (antiga quadra de tênis), que é usada como estacionamento.

Outro detalhe é a presença de um gazebo de madeira, nos jardins da entrada, hoje inexistente. E quanto ao paisagista, nada descobrimos. Mas observamos que era uma caracteristica a presença de aglomerados de bambús estrategicamente colocados entre as árvores que eram em sua maioria magnólias.

(detalhe do gazebo de troncos)

(área de entrada)



Escrito por Oazinguito Ferreira às 11:18
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TEATRO EM PETRÓPOLIS

Um fantástico grupo de teatro amador foi criado no marasmo cultural petropolitano dos anos 50. Mais precisamente em 1955, o TEP, Teatro Experimental Petropolitano, que deve em grande parte sua criação a Walter Borges, Joaquim Elói, entre outros.

É Joaquim Elói, em ensaio pelo IHP que conta esta história: http://www.ihp.org.br/docs/jeds20060218.htm

(Walter Borges em cena)



Escrito por Oazinguito Ferreira às 23:15
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A SEDE DA CBEE EM PETRÓPOLIS NOS ANOS 20

(A foto foi reproduzido de um guia da época 1920. A localização do prédio é na atual Rua Fonseca Ramos)

Inaugurado nos anos 20, mas sua construção se iniciou nos em 1919. O prédio da CBEE criado para comportar o mais moderno gerador de energia para a cidade de Petrópolis, e principalmente para as linhas de bonde.

Em nosso ensaio http://petropolisnoseculoxx.zip.net/arch2006-11-01_2006-11-30.html, falamos sobre a feminista Bertha Lutz, que esteve na cidade para uma visita ao revolucionário sistema de fornecimento de energia para bondes, junto a políticos brasileiros do período.

 



Escrito por Oazinguito Ferreira às 16:43
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INTER-BAIRROS: UMA REVOLUÇAO PETROPOLITANA NOS TRANSPORTES

O decreto-municipal de ligação Inter Bairros de Transportes, significou uma verdadeira revolução nos transportes petropolitanos. Os empresários de cada região da cidade comprometiam-se a fazer um número relativo de viagens entre os bairros petropolitanos procurando aliviar o ônus existente entre os trabalhadores que precisavam pagar várias passagens para chegar ao destino casa-trabalho.

O mais efetivo foi o da ligação Quitandinha-loteamento Samambaia que passava pelo Alto da Serra, Cascatinha entre outros. Servido tanto pelas Hotências como pela PetroIta. O sistema foi substituído pelas estações de transbordo.



Escrito por Oazinguito Ferreira às 16:23
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RHEINGANTZ NOSSO GENEALOGISTA

 

Carlos Rheingantz, foi o mais completo genealogista das famílias de descendentes de colonos alemães de Petrópolis, foi membro do Instituto Brasileiro de Genealogia. Nesta foto encontra-se presente em uma noite de autógrafos quando do lançamento do livro da Condessa de Paris, pouco tempo antes de seu falecimento.



Escrito por Oazinguito Ferreira às 16:12
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ULISSES GUIMARÃES EM PETRÓPOLIS

(Ulisses no Morin)

Não foram poucas as vezes que Ulisses Guimarães, o grande político brasileiro esteve presente em Petrópolis durante sua vida. Mas duas mais importantes foram durante a viagem para discursar sobre as eleições diretas cuja presença em frente a Prefeitura Municipal foi apoteotica, e em uma triste ocorrência da cidade, as enchentes de 1988 quando Petrópolis registrou dezenas de vitimas fatais e uma verdadeira destruíçao que repercutiu a nível nacional.

Ulisses, então presidente em exercício (Presidente da República, em exercício, nos períodos de (11 a 14/08/85, 21/09/85, 03 a 13/05/86, 09 a 14/07/86, 27 a 31/07/86, 27/05/87, 03/07/87, 15 a 17/07/87, 16 a 20/08/1987, 15 a 17/10/87, 26 a 30/11/87, 05/ a 09/02/88, 05 a 08/08/88, 30/06 a 10/07/88, 30/07 03/08/88, 14 a 23/10/88, 26 a 29/10/88, 28 a 30/11/88, 27 a 28/01/89 e 01 a 03/02/89), por motivo de viagem do Presidente da República José Sarney ao exterior). Esteve com a presença de inúmeros ministros de Estado o então governador do Estado.

(Ulisses com o governador e o então prefeito no Indáia)

 



Escrito por Oazinguito Ferreira às 15:55
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GREVES E MANIFESTAÇÕES EM PETRÓPOLIS

 

Foram inúmeras as manifestações de ruas e greves registradas em Petrópolis ao final dos anos 70 e no decorrer dos anos 80 e registradas pelos jornais locais, principalmente pela Tribuna de Petrópolis.

Podemos observar que na maioiria destas as mulheres petropolitanas estiveram presentes, com seus protestos. Ocorreram inclusive greves nos transportes, protestos na saúde entre outros.

 



Escrito por Oazinguito Ferreira às 15:17
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JÔ SOARES & PETRÓPOLIS

Foto da coleção particular do jornalista Silvio de Carvalho e publicada na Tribuna de Petrópolis que apresenta o comediante, jornalista e escritor, presente com suas "paixões" pelas ruas da cidade (anos 80). Após um grave acidente onde fraturou braço e perna, Jô, nunca mais voltou a andar de moto, mas pode ser visto passeando periodicamente por Itaipava.



Escrito por Oazinguito Ferreira às 15:09
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PASSARINHO, PETRÓPOLIS E A REPRESSÃO

(foto publicada em informativo da UCP, arquivo interno. Observe nesta foto a surpresa do então ministro)

Jarbas Gonçalves Passarinho, coronel da reserva, político e Ministro da Educação em meados dos anos 70 (03/11/69 a 15/03/74), mais precisamente durante o governo Emilio Garrastazu Médici. Esteve em visita à Petrópolis no período da ditadura para uma palestra na Universidade Católica de Petrópolis sendo que ao final da mesma foi assediado pelos estudantes universitários da cidade que faziam-lhe diversas reinvindicações. Constata-se que após esta palestra ocorreu grande rigor na presença das forças de vigilância e repressão ocorrendo diversas prisões segundo depoimento de estudantes da época. O primeiro fato ocorreu durante um show de João Bosco ocorrido no Teatro Mariano organizado pelo diretório da Faculdade de Medicina, onde as forças policiais e militares cercaram a Montecaseros e a Sete de Abril obrigando artistas e a assistência a se abrigar pela mata chegando ao cemitério.

 

(demonstrava nervoso e acuado, passou a discutir)



Escrito por Oazinguito Ferreira às 14:54
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SABRÁ: MÉDICO E PREFEITO

 

Dr. Jamil Miguel Sabrá, médico com grande participação junto às comunidades pobres do município, eleito prefeito em Petrópolis em 1977. Sofreu acusações diversas e chegou a ser afastado do exercicio do poder, em ato de cassação pela Câmara Municipal que segundo a imprensa da época constituíu-se de um golpe para colocar no poder seu vice (também na foto). Em 1979, por decreto municipal criou aquela que seria a alma do sistema de resgate de sobreviventes e acidentados em Petrópolis, a instituição do órgão de Defesa Civil, que reuniria não somente o Corpo de Bombeiros como as Secretarias de Saúde, Obras e Planejamento. Esta instituição se revelou nos anos 80 de grande utilidade pública diante das diversas enchentes que flagelaram o município.

 

 



Escrito por Oazinguito Ferreira às 14:26
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