Petrópolis no Século XX


UCP: O ÚLTIMO TROTE

A indicação na pasta informa que este haveria sido o último desfile de calouros, o último trote, já que no ano seguinte estas comemorações estavam proibidas pela policia local. A faixa indicativa colada à foto não foi retirada do original, já que o objetivo é conduzir o leitor a que estabeleça suas conclusões e interpretações.



Escrito por Oazinguito Ferreira às 20:47
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FESTIVAIS ESTUDANTIS EM PETRÓPOLIS NOS ANOS 60


Petrópolis foi Rio, Rio foi Petrópolis! O final dos anos 50 e inicio dos 60, se reproduzia na serra com grande fidelidade. A casa de Petrópolis de Vinicius de Morais e de outros componentes da Bossa Nova sempre foram concorridas. Muitos dos componentes do CPC criado em 1961, e da própria UNE, reuniam-se também nos APs ou mansões petropolitanas. O contato e a permuta cultural com nossos estudantes sempre se fizeram sentir e produzir.
Das canções nos bancos das praças, do violão amigo nas casas, às representações nas próprias escolas e na universidade. As manifestações de cultura nacional-popular já estavam organizadas. Grupos desciam e tomavam contacto com as manifestações do centro sobre a arte popular que evoluiu para revolucionária com o desenvolvimento do sistema opressivo do Estado a partir de 1964.
Em Petrópolis, diretórios acadêmicos foram organizados a partir do curso de direito da própria Universidade Católica. A divisão se fazia presente constantemente entre os de direita, conservadores, tradicionais seguidores junto com seus pais dos movimentos udenistas, e aqueles que em sua maioria possuíam uma origem mais humilde, funcionários públicos, operários-sindicalizados, que aderiam aos movimentos de esquerda.
O campo musical destacava-se como alvo da vigilância no decorrer dos anos 60, sobretudo os artistas e eventos ligados à MPB (Música Popular Brasileira), sigla que, desde meados dos anos 60, passou a identificar para os membros de vigilância, música crítica de esquerda, resultado da politização da Bossa Nova, traduzida sob a égide do “nacional-popular”.
As fotos do Arquivo da UCP, neste ensaio reproduzidas, nos apresentam alguns destes momentos quando os estudantes organizavam seus festivais universitários, muitas vezes nas dependências da própria Universidade, outras no Ginásio do Serrano, outras foram proibidas, censuradas, reprimidas.
Os movimentos de canção em Petrópolis saíram da esfera universitária e seguiram para o meio estudantil dos colégios locais onde instituições como o CENIP e o LICEU encontraram o meio oportuno para o desenvolvimento das expressões e parcerias. Até mesmo o mais importante festival da canção estudantil foi realizado no inicio dos anos 70 no Teatro Santa Cecília, com a apresentação de nomes da MPB como jurados. A presença de Clementina de Jesus foi apoteótica em um destes festivais.

(foto pertencente ao Arquivo da UCP)



Escrito por Oazinguito Ferreira às 08:47
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PASSEATAS & PROTESTOS EM PETRÓPOLIS V

Esta outra foto apresenta um flagrante da longa passeata do trote passando da Porciúncula para a então Avenida XV de Novembro. Mais precisamente passando pela frente do Hotel York.

Uma destas placas protesta contra a péssima situação dos buracos nas rodovias petropolitanas que tantos acidentes causavam nos anos 50 e 60 aos coletivos, principalmente aos ônibus. Outra, critica o processo político internacional da opressão européia no Congo.

Á última placa apresenta  uma critica ao Imperialismo norte-americano e ao fundo podemos observar uma roda gigante de um parque que se encontrava no terreno baldio de um hotel que fora derrubado nas proximidades do Edifício Santa Inês, onde hoje encontramos outra galeria de lojas.

Passeando pela então Avenida XV de Novembro (atual Rua do Imperador)

Discursos na Praça D. Pedro

 



Escrito por Oazinguito Ferreira às 21:42
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PASSEATAS & PROTESTOS EM PETRÓPOLIS IV

Nesta foto de 1961, observamos a passeata do trote passando à frente do Palácio Amarelo e tendo ao fundo o inesquecível prédio da Biblioteca Municipal que recebeu diversas gerações de estudantes que se abrigaram em seu umbral, sua varanda e suas mesas postadas ao centro de suas prateleiras. Prédio lembrado por cinqüentões, sessentões e setentões.

Uma de suas placas criticava Jânio Quadros, o presidente de forma majoritária, por não sacrificar o povo e não os empresários em sua política econômica, enquanto outra dizia para que este não esquecesse que muitos funcionários públicos eram estudantes. Uma última placa trazia o dilema político do momento escrito no centro, "Cuba" com uma interrogação logo embaixo, traduzia a expectativas do mundo sobre a questão da crise dos mísseis, marco do climax da Guerra Fria.

Um processo de politização característico de uma geração de estudantes, que se esforçava por ser o símbolo da informação, processo ausente nas gerações recentes.



Escrito por Oazinguito Ferreira às 21:27
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PASSEATAS & PROTESTOS EM PETRÓPOLIS III

Um protesto estudantil já nos anos 70 diante do prédio amarelo que sediava tradicionamente a Câmara Municipal como era a sede da Prefeitura. Atentar para o tradicional carro de reportagens da Rádio Difusora, PRD3.



Escrito por Oazinguito Ferreira às 13:22
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PASSEATAS & PROTESTOS EM PETRÓPOLIS II

Este "trote-protesto" saiu diretamente da então sede das Faculdades Católicas Petropolitanas, atual UCP, se posicionando para desfilar pelas ruas do centro da cidade. Vamos observar atentamente este outro momento dos trotes petropolitanos nos anos 60.
O criticado Mário Pinotti pela passeata-trote dos universitários petropolitanos em 1960, foi um médico sanitarista brasileiro e o primeiro prefeito do município de Nova Iguaçu, formou-se pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro em 1918. Foi inspetor sanitário rural do Departamento Nacional de Saúde Pública. Primeiro prefeito do município de Nova Iguaçu (1919-1922), diretor do Departamento Nacional da Malária (1942) e do Departamento Nacional de Saúde (1945). Foi ministro da Saúde nos governos de Getúlio Vargas (1950-1954) e Juscelino Kubitschek (1955-1960). Foi diretor do Departamento Nacional de Endemias Rurais (1956) e Presidente da Liga Brasileira de Assistência (1957-1959). Foi membro titular da Academia Nacional de Medicina (1957).Desenvolveu amplo trabalho de medicina preventiva pelos vários cargos em que passou, principalmente na região central do país onde se instalava a nova capital. Realizou programas de combate a tuberculose e aplicação de vacinas como BCG, por sua obstinação contra a questão da malária e de demais epidemias como a febre amarela, foi apelidado de "mata-mosquitos no.1".
Porém seus programas dispendiosos atraíram a ira dos políticos e da imprensa acusando o ministério de corrupção, acusação fácil de atingir o presidente JK.
Outra crítica presente na mesma passeata era a condição dos carros-de-praça que cobravam valores altíssimos pelos transportes na cidade. Na mesma época no Rio de Janeiro já ocorrera uma campanha da prefeitura do Rio para portar os carros de taxímetros. A população privilegiada da cidade de Petrópolis, também reivindicava semelhante medida para os carros locais. Devemos também observar que Petrópolis era caracteristicamente a esta época uma cidade operária, que passava por transformações políticas. Deixava o tradicional apoio dos anos 50 ao PTB para apoiar a UDN que acusava ampla campanha no município, pois os governos anteriores haviam fracassado em sua política local e criado grande insatisfação no seio da população.

(foto pertencente ao Arquivo da UCP)



Escrito por Oazinguito Ferreira às 12:59
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PASSEATAS & PROTESTOS EM PETRÓPOLIS I

O final de 1960, apresentou pelas ruas de Petrópolis uma manifestação nada comum para o padrão de nossa cidade. O trote universitário, onde estudantes aprovados no vestibular da Universidade Católica de Petrópolis, desfilavam pelas ruas do centro da cidade fantasiados e portando faixas com criticas ou protestos caracteristicos da época.

De um lado o protesto dirigia-se contrário à política internacional, a Guerra Fria, com cartazes que criticavam por um lado o imperialismo norte-americano e por outro a presença militar soviética na Europa. Mas outros cartazescriticam a condenação à morte na camara de gás nos EUA de Chessman, considerado um assassinato oficial.
No dia dois de maio de 1960: após 9 minutos de sofrimento, trancado em uma câmara de gás, Caryl Chessman, com 38 anos de idade, doze dos quais no Corredor da Morte, encerrava sua agonia, iniciada em 23/1/48, dia em que, após uma perseguição pelas ruas de Los Angeles, foi preso por policiais, sob a acusação de ser o já então famoso responsável por roubos e estupros a casais nas colinas que rodeavam Hollywood.
Chessman correspondia à descrição do criminoso, o que, aliado ao seu passado fértil em transgressões à lei, foi suficiente para, em meio à comoção causada pelos crimes de que foi acusado, ser condenado por um Tribunal do Júri em que, dos doze jurados, onze eram mulheres.
O caso provocou no mundo grande consternação e protestos contra a condenação nos EUA de criminosos à morte.

Um jogo de futebol entre os estudantes universitários de Terezópolis e os de Petrópolis era o acontecimento do momento, além das velhas palavras ou chavões dos humoristas do país dos anos 60, como Ronald Golias e o seu "Oh! Crides...", "Me dá um dinheiro aí..."

(foto pertencente ao arquivo da Universidade Católica de Petrópolis)



Escrito por Oazinguito Ferreira às 21:49
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ALEMÃES PERSEGUIDOS EM PETRÓPOLIS

(Hotel Majestic, ocupava o terreno onde hoje se encontra a "Praça" 14 Bis, lateral à Praça Rui Barbosa)

Para ilustrar a situação na cidade com a questão alemã em 1942, transcrevemos a crônica de Gabriel Fróes e publicada pelo Jornal de Petrópolis em 1958:
"O torpedeamento, em agôsto de 1942, de navios brasileiros em nossas próprias águas territoriais, causando numerosas vítimas, teve a maior repercussão em todo o Brasil. A alma nacional vibrou indignada ante o brutal atentado contra o país que não se achava em guerra e em face dos requintes de perversidade com que agiram os corsários alemães e italianos. A onda de revolta popular tomou extraordinárias proporções em todo o território nacional. E a inglória morte de tantos patrícios clamou vingança, exigiu represálias. Daí os brados de protesto e os ataques aos alemães e italianos e às suas propriedades verificadas em tôda a parte.
Como todo o Brasil, Petrópolis protestou contra a barbaridade. E fê-lo, a 18 de agôsto de 1942, com a costumeira veemência. À tarde, o comércio fechou as portas e o povo veiu para as ruas. Cidadãos de tôdas as classes sociais – políticos, administradores, médicos, engenheiros, advogados, bancários, comerciantes e, entre êles o prefeito e o delegado de polícia da cidade – achavam-se no logradouro público irmanados ante o golpe sofrido e davam expansão ao seu sentimento patriótico.
Os comícios começaram às 14 horas em frente a “Jornal de Petrópolis”, quando Cardoso de Miranda, Plínio Leite e o delegado regional dr. José Morais Rates, de maneira enérgica e brilhante, protestaram contra a traiçoeira agressão das nações totalitárias. Em seguida, o povo desfilou Avenida Quinze abaixo.
Na Praça D. Pedro II, novos oradores fizeram-se ouvir, entre êles Romão Junior, Aldo Gabiroboertz e Guilherme de Oliveira.
Um grande cortêjo formou-se então, após a parada na Bacia voltando o povo a subir a Avenida Quinze, até à rua João Pessoa. Aí apareceu um caixão fúnebre com o qual foi iniciado Avenida abaixo, o entêrro simbólico de Adolph Hitler. Os estudantes que conduziam cartazes alusivos ao sanguinário nazista e aos seus comparsas fascistas, faziam o cantochão sob hilaridade geral.
Cêrca de 20 horas, com a Praça D. Pedro II repleta, iniciou-se o comício-monstro convocado desde às primeiras horas da tarde. A banda do Clube Musical 1º de Setembro executa magistralmente o Hino Nacional Brasileiro, cujos acordes provocam “frisson” em todos os presentes. Mas ergue-se o primeiro orador que é o dr. Márcio Alves, simpático prefeito da cidade, cuja palavra fácil e ponderada causou excelente impressão. Seguem-no Plínio Leite, Carlos Cavaco, Nereu Rangel Pestana e Aldo Gabiroboertz, cujos discursos inflamados são delirantemente aplaudidos. Falam por fim o capitão Ferreira Franco, Romão Junior, Carlos Camacho, João Alberto Junior, Cesar Borralho, Rodolfo Pires, Alonso Campos Filho e Raul Veiga todos muito ovacionados.
Pouco depois das 21 horas tem lugar, finalmente, monumental desfile, o ponto alto das manifestações populares do dia. O cortêjo é aberto pela banda de música do Clube 1º de Setembro, de Cascatinha, nele tomando parte clero, povo e nobreza. Era impressionante o número de senhoras e senhoritas que formavam entre o povo. Sempre com o máximo entusiasmo e dentro da maior ordem, a multidão, durante mais de uma hora, desfilou entusiàsticamente pelas principais ruas da cidade sem que se registrasse qualquer incidente.
Mas estava escrito que, ainda de tal feita, uma manifestação patriótica de caráter popular não acabaria sem atos de violência. Pouco antes das 23 horas, grupos desmembrados sorrateiramente do cortêjo mudaram de direção e foram atacar estabelecimentos comerciais pertencentes a cidadãos alemães, italianos e quiçá brasileiros. Assim foi que a Sapataria Ideal, o Hotel Max Meyer, a Padaria Guaraní e o Hotel MAJESTIC tiveram prejuízo total, enquanto que o Restaurante Falconi, a Casa Pelegrini, a Cervejaria Boêmia, A Ótica, o Restaurante e Bar Vienense, o Armazem Nastasi, a Casa D’Angelo, a Alfaiataria De Carolis e a Foto Nietzsch, entre outras, sofreram danos materiais de pequena monta, passando, porém, os respectivos proprietários por grande susto e vexames sem conta.
Entretanto, o pior foi o que se passou com Richard Lowder que acabara de construir para sua residência magnífico prédio no Alto do Quarteirão Suisso. A pretexto de pertencer a um germânico, foi a referida casa assaltada e, a seguir, completamente saqueada. Sem dúvida, foi essa a nota mais triste dos acontecimentos.
Afóra as depredações, só houve digno de registro a mudança de placas das ruas, sendo a Mosela, crismada de Baependi; o Bingen, de Araraquara; o Ingelheim, de Oswaldo Aranha; o Quissamã, de Cairú; o Morin, de Itagipe; a Itália, de Olinda; e o Woerstadt, de Arabutã. Mas êsses nomes não pegaram e foram logo esquecidos.
A Expulsão do Doutor Fort
Durante o dia 20 de julho de 1896, fôra distribuido profusamente em nossa cidade o seguinte boletim:
CONVITE
Convida-se o petropolitano a comparecer hoje, segunda-feira, 20 de julho, às 7 ½ horas da noite, no Salão do Teatro Fluminense, a fim de deliberar-se sôbre o modo pelo qual se deve protestar em desagravo dos insultos atirados à família brasileira por um tal sr. Fort.
A comissão.
Êsse “tal sr. Fort” mencionado no boletim era – nada mais, nem menos – do que o notável cirurgião francês dr. J. A. Fort que já estivera no Brasil em 1881, quando fôra recebido, com toda a deferência, pelo govêrno imperial, pela classe médica e pela sociedade brasileira. Tal tratamento, entretanto, não impediu que, de volta à Europa, o cientista francês dissesse, como era moda na época, cobras e lagartos do nosso país, através livro editado em Paris em 1882. Tudo que era brasileiro – costumes, família, caráter, ciência – sofreu injusta e impiedosa crítica do ingrato médico europeu. Passados 15 anos, julgando, provàvelmente, achar-se esquecido o que escrevera a respeito dos brasileiros, resolveu visitar de novo o Brasil. À sua chegada ao Rio de Janeiro, no entanto, os estudantes fizeram-lhe o entêrro simbólico e a imprensa, contra êle, abriu as baterias, apontando-o à execração pública.
Em tal situação, o dr. Fort resolveu logo regressar à sua Pátria, mas como só cinco dias após haveria navio, resolveu êle abrigar-se em Petrópolis, cidade pacata e hospitaleira, onde, pensava, poderia aguardar, calmamente, o dia do embarque.
Pois foi a notícia da presença em Petrópolis dêsse cidadão que provocou a reunião de 20 de julho de 1896 no Teatro Fluminense.
Às 8 horas daquela noite, era enorme o número de pessoas de todas as classes sociais reunidas no salão do teatro, muito embora a chuva torrencial que caia sôbre a cidade. Organizada a mesa diretora sob a presidência do engenheiro Henrique Paixão, teve comêço o comício popular. Inflamados oradores fizeram-se ouvir, profligando o feio procedimento do dr. Fort que, corrido da capital da República, viera refugiar-se em Petrópolis. A nossa cidade, diziam êles, não era, no entanto, valhacouto de inimigos da pátria brasileira, não podendo, assim, a população permanecer indiferente à presença de tão indesejável hóspede.
Após muita discussão, foi resolvido que o francês seria expulso de Petrópolis, dando-se-lhe o prazo de 12 horas para que se retirasse por bem. Uma comissão foi designada para levar ao conhecimento do interessado a deliberação do povo, sendo, então, suspensa a reunião.
Mas, encerrada a sessão do Teatro Fluminense, os populares não se dispersaram, e, agora mais excitados do que antes resolveram, ao contrário do que fôra deliberado, seguir, ninguém sabia com que intenção, para o Hotel da Europa, onde constava achar-se hospedado o dr. Fort. Na velha Praça D. Afonso, conseguiram, no entanto, os promotores do comício que a multidão ali aguardasse o resultado da apresentação do ultimato a ser feita por uma comissão. Partem, então, para o Hotel da Europa, como emissários do povo, o dr. Henrique Paixão e os srs. Artur e Ricardo Barbosa.
O dr. Fort, porém, não mais se encontrava no Hotel da Europa. Cientificado da atitude ameaçadora do povo petropolitano, de lá se escafedera, presumìvelmente, para refugiar-se na legação de seu país.
A última notícia que os petropolitanos tiveram do dr. J. A. Fort foi a do seu embarque para a Europa, no Rio de Janeiro, a 25 de julho de 1896.
Em Petrópolis, no entanto ficou assinalado para sempre o protesto viril do povo da cidade contra o cidadão estrangeiro que, embora todo o seu renome internacional de cientista ilustre, não soubera respeitar a pátria brasileira"

(in,1942, O CARÁTER PETROPOLITANO, Gabriel Kopke Fróes, Jornal de Petrópolis, 04/03 e 08/05/1958)

(Hotel Max Mayer que ocupava o local onde encontra-se hoje erguido o Edificio Minas Gerais. Fotos de Haack, cuja coleção foi doada ao Museu Imperial)



Escrito por Oazinguito Ferreira às 14:24
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COLÉGIO SANTA ISABEL: CENTENÁRIO DO CURSO NORMAL

 

 (a foto acima, da primeira década do século XX, apresenta a primeira turma do curso normal do colégio)

PRIMEIRA ESCOLA NORMAL DE PETRÓPOLIS

A primeira década do século em Petrópolis, não é somente uma década abençoada pela administração do Presidente da Câmara Municipal de maior relevo em sua história, T. Porciúncula, mas pela exigência de transformações executadas na própria urbanização da cidade. Porém uma das grandes novidades seria no campo da educação, que promoveria a transformação da própria cidade no cenário cultural nacional, a da criação das chamadas escolas de professoras.
Na época uma discussão ocorreu justamente pelo problema da Equiparação da Escola Normal Livre de Petrópolis em 29 de janeiro de 1901, pelo Decreto 698, sendo aprovado o estatuto e nomeado seu primeiro diretor, Gastão Briggs em novembro de 1901. Mas que foi cassada pelo decreto estadual de 30 de janeiro de 1905.
Neste tempo foi oficializada pelo Governo Estadual o funcionamento da Escola Normal do Colégio Santa Isabel, cujo curso normal tornou-se o pioneiro no município. Sua primeira turma de professores colou grau em 26 de novembro de 1905.
Em 2003 com grande pompa realizou-se a comemoração do centenário de formação desta primeira turma.
No decorrer das décadas finais do século XX muitas outras escolas de formação de professoras foram criadas em Petrópolis, como a do Colégio Werneck, Escola Rui Barbosa, Colégio de Aplicação que substituiu a do Colégio Sion. Mas o pioneirismo do Colégio Santa Isabel é único em nossa história local.
(os dados foram extraídos do trabalho de Gabriel K. Fróes, IHP)
As fotos do colégio Santa Isabel,aqui reproduzidas, foram extraídas do site, http://www.colegio-santa-isabel.com.br/, com a gentil permissão de sua dileta diretora, Irmã Ruth da Silva, a quem agradecemos a possibilidade de ilustrar este pequeno ensaio.

Alunas aprendendo costura em sala ambientada à época para as aulas desta atividade. Devemos observar que nas primeiras décadas do século os atelies de costura, principalmente de destacadas modistas do Rio de Janeiro se faziam presentes na sociedade, assim como o hábito da confecção doméstica de suas próprias roupas que as damas da sociedade possuíam.

Turma de alunas do Curso Normal nos anos 50, com a torre e o relógio ao fundo.

Atividade esportiva durante as olimpiadas internas nos anos 40

Segundo ano normal do ano de 1941

Demais alunas dos anos 40 possando nas dependências externas

Desfile patriotico, realizado conjuntamente com as demais escolas da cidade nos anos 60. Alunas normalistas em seu tradicional traje de gala.

Formatura do colégio nos anos 60.

Vista panorâmica do colégio na passagem do século XIX para o XX.



Escrito por Oazinguito Ferreira às 11:49
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O ANUÁRIO DO MUSEU IMPERIAL

Acima o anuário de 1956, editado em 57, comemorativa do Centenário da fundação de Petrópolis, apresentando as quatro obras de relevo sobre a cidade.

O Museu Imperial é criado pelo Decreto-Lei nº 2096, de 20 de março de 1940, e aberto à visitação em 1943. Seu acervo museológico, documental e arquivístico é considerado o mais representativo do período monárquico do Brasil. Atualmente está sob a responsabilidade do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - Iphan.
O Anuário do Museu Imperial foi lançado em 1940, ano de fundação da instituição e durante a administração de seu primeiro diretor Alcindo Sodré, que com sua influência política conseguiu que a mais nova instituição museológica brasileira já iniciava seus projetos com a publicação de trabalhos históricos e relações museográficas.
O anuário durante décadas cumpriu o seu objetivo de valorizar, registrar e disseminar saberes e fazeres específicos do campo histórico e museológico, contribuiu para melhorar a organização da própria instituição (uma das mais bem organizadas do país e do mundo), aprimorar as condições de gestão e o desenvolvimento da instituição museológica e de acervos museológicos, interagir com pesquisadores, professores, gestores e técnicos que atuam no campo museológico (ao principio de sua organização com historiadores), promover a cooperação nas áreas de aquisição, documentação, pesquisa, conservação, restauração, comunicação, difusão e capacitação de recursos humanos.
Nos anos 80 o então diretor do Museu Imperial, Lourenço Luis Lacombe, reuniu uma capacitada equipe de trabalho que se notabilizou no país por suas qualificações e trabalhos desenvolvidos.
Como Chefe de Divisão da Monarquia Brasileira, a competente Dora Maria Pereira Rego Correia; na Divisão de Documentação Histórica, uma das maiores especialistas em biblioteconomia e arquivistica, além de professora organizadora dos cursos superiores nas escolas federais de biblioteconomia e arquivistica, Maria Amélia Porto Miguéis; na divisão de ourivesaria, Mário José da Silva Cruz; no Arquivo Histórico a competente e destacada  arquivista e professora, Áurea Maria de Freitas Carvalho, cujas pesquisas conjuntas reuniram imenso projetos de levantamentos conjunto com as universidades federais; no setor de Condecorações e numismática a também não menos competente, Esther Alcover França; como bibliotecário, Geraldo de Abreu Camargo, que inseriu nos anuários brilhantes registros historiográficos locais; na administração, Hélio Santos; com um maravilhoso trabalho na chefia e pesquisa de porcelanas e cristais, fornecendo apoio a numerosas instituições brasileiras, Maria Antonieta Abreu da Silva; com um trabalho refinado de pesquisas em jóias e prataria, Maria de Lourdes Pais Lessa Pereira, destacada auxiliar de Lacombe na última década e que o substituiu na direção da Instituição com seu falecimento. Não podemos também deixar de registrar a presença de Francisco de Assis  Bastos e Vittório Galluzzi, com o setor material e financeiro respectivamente.
O ensaio anterior foi extraído do anuário de 1982, tempo em que esta equipe laboriosa atuava com grande tenacidade.

Anuário editado em dezembro de 1972 com reprodução do cenário comemorativo do sesquicentenário da independência.



Escrito por Oazinguito Ferreira às 11:10
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O SESQUICENTENÁRIO DA INDEPENDÊNCIA DO BRASIL EM PETRÓPOLIS II


9. Conferência do general Jonas Correia sobre as Insígnias Imperiais.



10. Na mesma data (25), D. Pedro Gastão discursa durante a inauguração do retrato de d.Pedro I na Casa do Padre Correa.



11. O então presidente do Conselho Federal de Cultura inaugura a 3a exposição do Sesquicentenário da Independência, na presença dos descendentes de d.Pedro I em 21 de abril de 1972.



12. O então diretor do Conselho Internacional de Museus visita o Museu Imperial em maio de 1972.



13. Concerto do Quarteto da UFRJ na Sala de Música de D. Pedro II em junho de 72.



14. O diretor do MI e autoridades e personalidades na assistência do Concerto.



15. O prof. Artur Cesar Ferreira Reis, Presidente do Conselho Federal de Cultura, inaugura o Curso a ser promovido em agosto de 72 sobre o Sesquicentenário.



16. Inauguração da Exposição Comemorativa do Sesquicentenário de D. Teresa Cristina na Prefeitura de Teresópolis, com a exposição itinerante do Museu Imperial em julho de 72. Na foto o Diretor do Museu Imperial e o Prefeito de Teresópolis.



17. D. Pedro Gastão, discursa na inauguração do busto da Imperatriz Leopoldina no Parque do Museu Imperial em setembro de 72, com a assistência do prefeito Caldara, do dr. Mario Fonseca e do presidente da Câmara Municipal.



18. O ministro Passarinho visita a Biblioteca do Museu Imperial em setembro de 72, acompanhado de Lacombe e Geraldo Camargo.



19. Passarinho, Soeiro e Lacombe (09.72)



20. Concerto do Coral de Roberto de Regina na Sala de Música de D. Pedro II, no Sesquicentenário da Coroação em dezembro de 72



21. Apresentação do Coral



22. Na assistência D. Esperanza, D. Pedro Gastão, o diretor geral do DAC, Soeiro, que representava o Ministro da Educação e Cultura, Lacombe



Escrito por Oazinguito Ferreira às 23:20
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O SESQUICENTENÁRIO DA INDEPENDÊNCIA DO BRASIL EM PETRÓPOLIS

1. Homenagem realizada à D. Pedro I durante as comemorações do centenário do Dia do Fico que se realizou no Museu Imperial, diante da clássica pintura em exposição.

O ano de 1972 foi realmente celebre não somente para o Brasil, mas também para Petrópolis. O país vivia em plena ditadura militar, há exatos quatro anos fora editado o AI5, maior instrumento de repressão social presente na história da sociedade brasileira. Prisões, perseguições, cassações e manifestações da guerrilha. Mas também por outro lado a sociedade estava inebriado pela conquista do terceiro campeonato mundial de futebol no México.
Mas no mesmo ano, durante o governo do general-presidente Emílio Garrastazu Médici, articulações diplomáticas e culturais foram enfatizadas com vista a promover de forma marcante o Sesquicentenário da Independência do Brasil. Comissões conjuntas com o governo português, buscaram promover a transferência dos restos mortais de D. Pedro I para o Brasil com o apoio do presidente Marcelo Caetano.
A transladação dos restos mortais de d. Pedro I assinalou o início das comemorações, ao mesmo tempo em que indicava a proximidade das administrações de Brasil e Portugal. Não por acaso, os dois países viviam sob regime autoritário, além de seus Presidentes serem originários da cúpula militar: o general Emilio Garrastazu Médici (Brasil) e o almirante Américo Tomás (Portugal). A 11 de abril, o esquife com os despojos de d. Pedro I deixaria Lisboa, a bordo do Funchal, seguindo para o Brasil, sendo definitivamente sepultados no Museu do Ipiranga, no Monumento à Independência (onde estão os restos mortais de D. Pedro I e da Imperatriz Leopoldina).
Petrópolis se inseriu de forma definitivamente nas comemorações do sesquicentenário da Independência, com uma série de atividades programadas pelo Museu Imperial e orientadas pelo seu diretor Lourenço Luiz Lacombe, que com maestria conduzia o nome da instituição não somente pelo país como também pelo exterior.
Foi a oportunidade maior de Lacombe para distinguir no cenário cultural nacional o Museu Imperial que passa a ser considerada uma das maiores instituições culturais do nosso país.

2. Missa celebrada na abertura das Comemorações do Sesquicentenário em janeiro de 1972.

As fotos presentes neste ensaio foram extraídas do Anuário do Museu Imperial de no 32, publicado no mesmo ano de 1972.

 

3. Visita do então ministro do governo Médici, cel. Jarbas Passarinho em março de 1972. Ao seu lado Lourenço Lacombe e logo atrás D. Pedro Gastão.

4. O ministro da Educação e Cultura, Jarbas Passarinho, junto ao Diretor Geral do Departamento de Assuntos Culturais e D. Pedro Gastão, em sua visita em março de 1972.

5. Passarinho visita a exposição do Sesquicentenário.

6. Passarinho, Diretor Geral do DAC, o arquiteto Renato Soeiro e Lacombe, diretor do Museu Imperial.

7. Solenidade conjunta promovida pelo Museu Imperial,Instituto Histórico de Petrópolis e a Associação Rodoviária Brasileira que ocorreu nos dias 24/25 de março de 1972. Conferência de Gustavo Ernesto Bauer, membro do IHP e do Clube 29 de Junho.

8. O dr. Jorge Bouças, discursa na mesma solenidade sobre o Caminho do Ouro.

 



Escrito por Oazinguito Ferreira às 23:12
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ROQUETE PINTO FOI SEPULTADO EM PETRÓPOLIS

Segundo o pesquisador petropolitano, Gabriel Fróes, em 19 de outubro de 1954, foi sepultado no cemitério municipal de Petrópolis, o prof. Roquette Pinto falecido, na véspera, no Rio de Janeiro. Roquete Pinto foi o Pai da radiodifusão no Brasil. Fundara com Henrique Morize a primeira emissora genuinamente brasileira, a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro.
O professor Roquete Pinto, segundo biografia de Carlos Leite Ribeiro para o Instituto Cravo Albim, foi médico legista, professor, antropólogo, etnólogo e ensaísta, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 25 de setembro de 1884, e faleceu na mesma cidade em 18 de outubro de 1954. Eleito em 20 de outubro de 1927 para a Cadeira n. 17, na sucessão de Osório Duque-Estrada, foi recebido em 3 de março de 1928, pelo acadêmico Aloísio de Castro.
Produziu enormes e notáveis contribuições para a etnologia brasileira. Realizou inúmeras expedições e pioneiramente chegou a filmar e gravar documentação etnográfica de forma cinematográfica sobre os Parecis e Nambiquaras em 1912.
Fundou, em 1923, na Academia Brasileira de Ciências, a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, que tinha fins exclusivamente educacionais e culturais e que, em 1936, passou a pertencer ao Ministério da Educação. Diretor do Museu Nacional em 1926, realizou ali a maior coleção de filmes científicos no Brasil. Em 1932, fundou a Revista Nacional de Educação; fundou e dirigiu, no Ministério da Educação, o Instituto Nacional do Cinema Educativo e fundou, também naquele ano, o Serviço de Censura Cinematográfica.
Esteve em vários congressos nacionais e internacionais sobre temas de sua especialidade. Em 1940 foi eleito diretor do Instituto Indigenista Americano do México. No mesmo ano esteve no México e nos Estados Unidos. Roquette-Pinto era membro do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, da Academia Brasileira de Ciências, da Sociedade de Geografia, da Academia Nacional de Medicina e de inúmeras outras associações culturais, nacionais e estrangeiras. (Pesquisa biografica, in, Instituto Cravo Albim)



Escrito por Oazinguito Ferreira às 22:59
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CARNAVAL PETROPOLITANO NO SÉCULO XX - III

Excepcionalmente publicamos esta foto de um grupo carnavalesco de 1868, um "encouraçado" - carro alegórico, construído por Antonio Brandão, cocheiro de diligências no município. Foto que pertence ao Arquivo do Museu Imperial e foi gentilmente cedida para publicação em 1984 no ensaio histórico, e abre condições para consolidar a tese desenvolvida na mesma época sobre o pioneirismo do "Corso" em Petrópolis.

CONSULTE: "História do Carnaval em Petrópolis"



Escrito por Oazinguito Ferreira às 16:26
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CARNAVAL PETROPOLITANO NO SÉCULO XX - II

As fotos reproduzidas pertencem a sensacional batalha de confete que se realizou na Praça D. Affonso (Praça da Liberdade), em pleno Corso no domingo à tarde, onde carros charretes e automóveis conduziam em passeio, as familias veranistas, rapazes e senhoritas de grande destaque social, peculiarmente fantasiados e animados.

Fotos copiadas da publicação de 1984.



Escrito por Oazinguito Ferreira às 16:22
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CARNAVAL PETROPOLITANO NO SÉCULO XX - I

Em 1984, o dr. Jorge de Souza Franklim Sampaio, principal herdeiro da familia na época, nos visitou no recém criado Arquivo Histórico da Tribuna de Petrópolis, para apresentar seu álbum de fotos de família. E na época, gentilmente nos cedeu fotos para reprodução compunham seu acervo, sabedor que estávamos organizando um ensaio histórico sobre o carnaval antigo.
As fotos foram utilizadas em ensaio publicado em caderno especial para comemorar o Carnaval em 1984.
Um suntuoso carnaval realizado na terceira década do século XX (1927), nos salões da mansão da família na Praça da Liberdade, então D. Affonso, atual Rui Barbosa.
Na foto acima,o tradicional baile de fantasia Luiz XV, que marcou representatativamente a chegada de D. Pedro de Alcântara e família da Europa, e de seu encontro com os chefes republicanos - da esquerda para a direita: Jorge Souza Franklim Sampaio, Vasco Leitão da Cunha, Miran de Barros Latiff, Carlos de Laet, Mario da Fonseca Guimarães e Eugênio Figueira de Mello.
A foto abaixo, também do mesmo baile,: da esquerda para a direita: sra. Luiza Maria Sampaio Fonseca Guimarães, Jorge Souza Franklim Sampaio, sra. Cofec, Luiz Felipe Franklim Sampaio, sra. Washington Luiz, o então chege do gabinete Civil da presidência, sra. Franklim Sampaio, sra. Barros Moreira (embaixatriz do Brasil na Bélgica), Gal. Cofec (chefe da missão francesa no Brasil -, sra. Benitez (embaixatriz da Espanha), sra. Rodrigues Alves (filha), Ernesto E. G. Fontes, e Maria Washington Luiz (filha).



Escrito por Oazinguito Ferreira às 15:48
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