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UM PASSEIO PELA "AV. XV DE NOVEMBRO" IV

Outra ponte memorável na Avenida XV de Novembro, localiza-se próxima ao ex-cinema Petrópolis, mais precisamente à frente do Edifício Marchese.. Aquela mesma que você contempla ao descer da escada rolante. Foi completamente desfigurada (sic) Sua marca característica em arquitetura era a de ser uma ponte dos anos 20/30. Foi "revitalizada historicamente", porém não existem fotos de sua existência anterior da forma em que se encontra atualmente. É o que denominamos de "rearranjo urbano"! Existia uma placa de fundação, teria sido da administração Yeddo Fiúza? Não me recordo! Vamos consultar o arquivo! A foto é anterior ao "movimento modernista de 57", portanto sobreviveu a pretensa reforma urbanista, mas não sobreviveu à denominada "revitalização histórica". (foto pertencente ao Arquivo do Museu Imperial)
Escrito por Oazinguito Ferreira às 09:21
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UM PASSEIO PELA "AV. XV DE NOVEMBRO" III

Ao final dos anos 50 as disputas eleitorais eram avassaladoras. As campanhas concorridíssimas. Um efeito deste fenômeno era a “tribuna” política montada pelos candidatos na Praça D. Pedro, um oceano de faixas dos mais diferentes tamanhos e das mais variadas composições caçando o voto dos petropolitanos. A Rádio Difusora com seu potente alto-falante na Praça convocava a multidão, ora para os programas, jornais ou entrevistas. Uma Petrópolis que poucos presenciaram e mantêm em sua memória.
(foto do Arquivo do Museu Imperial)
Escrito por Oazinguito Ferreira às 22:23
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UM PASSEIO PELA "AV. XV DE NOVEMBRO" II

Estacionar à frente do prédio do Fórum? Hoje extremamente proibido! Mas nos ano 40 e 50 era o preço do modernismo, da evolução dos tempos na Petrópolis que se transformava. Edifícios que surgiam de forma opulenta, sem planejamentos urbanos, conduziam aos estacionamentos de carrões na lateral dos rios, tanto do Quitandinha como do Palatinato. Espaço para o trafego? Pouco! Mas um prefeito chamado de modernista procurou amenizar o problema, alargou as ruas para que o trafego fluí-se melhor. Aproveitou para acabar com as magníficas árvores que acompanhavam todas as margens, refazendo-as em concreto e construindo um "monumento" para comemorar seus duradouros quinze anos de governo que ocorreram. (foto de Haack, Coleção do Museu Imperial)
Escrito por Oazinguito Ferreira às 22:10
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UM PASSEIO PELA "AV. XV DE NOVEMBRO"

O flagrante de Haack nos apresenta a tradicional ponte que havia antes de sua retirada para as obras do Obelisco em 56, pelo "movimento modernista petropolitano a 'la JK'". Seu charme residia na presença dos "moçoilos" que ao fazerem suas irresistíveis paradas, aguardavam ansiosamente e ofegantemente a passagem das boas moças de família para ao pé do ouvido desfiar seus galanteios. Poético não? A ponte na atualidade constitui-se em um arremedo de reconstituição sem o espírito retratado por Haack em outrora. (foto da coleção Haack pertencente ao Museu Imperial)
Escrito por Oazinguito Ferreira às 21:55
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EM PETRÓPOLIS: UMA CASA PORTUGUESA COM CERTEZA

As lojas térreas do sobrado que se situava na esquina da então Avenida XV de Novembro (atual Imperador) com Rua General Osório abrigavam nos anos 30/40 àquele que foi considerado o “terror culinário” dos restaurantes de Petrópolis, o Restaurante d'Amarante, que era também conhecido como "Casa Petisqueira do Porto". Famoso pelos quitutes da "santa terrinha". Devemos observar que o sobrado do citado período transformou-se posteriormente no prédio de quatro andares que hoje se apresenta, o Edificio Palmira, e as lojas do restaurante bem mais tarde sediaram a famosa loja de artigos esportivos de Petrópolis, a SuperBall, que nos anos 50/60 fornecia aos esportistas petropolitanos todo o conjunto de material esportivo. Devemos lembrar que está época destacou-se pela presença de inúmeros times de futebol tanto amadores como profissionais. Eram diversos os "campinhos" criados em terrenos baldios dos bairros e quarteirões, assim como muitos foram os campeonatos que ocorreram. A seleção Petropolitana de futebol foi campeã fluminense nos anos 60. Não podemos deixar de observar na foto característica do final dos anos 30 a presença da ponte sobre o Rio Quitandinha (abaixo repetição de foto já publicada para orientação) que se destacava ao final da Avenida XV e que foi posteriormente demolida para que uma nova construção se processasse. A ponte da foto foi um marco da administração pública nos anos 20, porém contrastava com as demais da cidade pelos seus componentes arquitetônicos. Outra informação importante foi a fornecida por Gabriel Fróes de que antes do Restaurante se estabelecer, funcionou no local a mais antiga padaria de Petrópolis, a de Vitorino Figueiredo, anterior à famosa Padaria das Famílias. 
(as fotos pertencem a coleção do Museu Imperial)
Escrito por Oazinguito Ferreira às 12:30
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GUARDA MUNICIPAL MAIS ANTIGA DO BRASIL?
 "A Guarda Municipal de Petrópolis foi criada em 12 de julho de 1924, sendo resultado de um pedido popular pela necessidade de um melhor policiamento nas ruas de Petrópolis, que garantisse mais tranqüilidade à população. O deslocamento das forças da Policia Militar para o estado de São Paulo, onde eclodia um movimento revolucionário, a cidade ficou sem o policiamento necessário. Assim, é que naquele 12 de julho, pressionado pelas classes conservadoras, na Câmara Municipal, em reunião na qual se faziam presentes várias autoridades, foram tomadas várias decisões que visavam oferecer mais sossego, paz e a segurança tão clamada pela população petropolitana." (Fotos como dados presentes em: http://www.petropolis.rj.gov.br/)
OBS.: A foto que o site apresenta não é caracteristica dos anos 20, mais precisamente da criação, é uma foto do final dos anos 30 pois muitos dos seus elementos são caracteristicos da força pública nacional no período. Já nas fotos da administração de Yeddo Fiúza este uniforme é caracteristico nas fotos. Outro fato é a menção incompleta do movimento que apavorava a elite no periodo, o movimento de 1924, continuidade do movimento tenentista que se processou desde 22, teve repercussão maior em São Paulo e no apoio constituido do Rio Grande. A chamada revolução paulista de 1924, que exigia mudanças políticas e sociais, sobretudo no sistema eleitoral. Entre seus líderes estava Luís Carlos Prestes.
Escrito por Oazinguito Ferreira às 09:13
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HOTEL BRAGANÇA: PETROPOLITANO COM ALMA DE CARIOCA
"GRANDE HOTEL BRAGANÇA" Quem hoje contempla o edifício do Banco do Brasil e a área até o Edifício Profissional, incluindo a rua Alencar Lima não pode visualizar o empreendimento que por mais de meio século dominou o imaginário tanto petropolitano como da Corte veranista. 
(Nesta foto observamos o Hotel Bragança já ao final do século XIX) Thomas Charbonnier, médico Frances, veio para Petrópolis nos primeiros anos da Colônia com a intenção de aqui instalar uma clínica ou sanatório, uma oportunidade única para um estrangeiro fora da Corte. Assim, adquiriu um terreno esplendoroso na Vila Imperial (nobres visinhos do Imperador), os prazos de terra nos 106 e 107, cada um com 22 metros de testada para a rua do Imperador. Nestes construiu um edifício de dois pavimentos. Porém o infortúnio foi maior, ficou cego e sua mulher Joana Paulina Josefa Sigaux para fazer frente as crescentes despesas, resolveu utilizar o imóvel, antes projetado para moradia e clinica como hotel. 
(Outra foto de fins do século XIX, flagrante batido do outro lado, mais precisamente da calçada do fórum) Assim, em 1848 foi inaugurado o Hotel de Bragança, que veio a ser um dos melhores e mais frequentados de Petrópolis pela Corte veranista e segundo Gabriel Fróes “...foi motivo das mais belas páginas escritas sobre a vida da cidade.” Não resistindo as doenças o dr. Charbonnier faleceu em 1850 na cidade aos 52 anos de idade. Segundo Charles Dunlop “...desembarcavam aí as carruagens e diligências trazendo pela Rua Teresa os passageiros do Rio. Daí a constante animação na redondeza.” O Bragança equivaleria na atualidade ao espaço na Rua do Imperador onde estão hoje os prédios laterais ao Edifício Profissional, ao Banco do Brasil, na esquina da atual Rua Dr. Alencar Lima. Onde atualmente localiza-se a rua existia uma loja de artigos finos diversos que servia aos hospedes. 

(Estas fotos são do inicio do século XX, quando ocorrem as reclamações sobre a situação da Rua do Imperador na primeira década) Três décadas mais tarde, qua-se ao fim do século, seu então proprietário realizou a fusão com a compra do Hotel de França, que lhe ficava contíguo, ocupando os terrenos onde hoje encontramos atualmente o Edifício Profissional, passando o conjunto a girar sob o nome de Grande Hotel Bragança. Curiosamente uma das fotos antigas do hotel, anterior a construção do prédio do Fórum, apresenta o quartel que hospedou primeiramente os colonos alemães em sua chegada. O casarão sobreviveu até 1925, quando foi demolido. Sua estrutura comportava 92 quartos bem mobiliados, segundo Gabriel Fróes, grande salão de visitas diversas salas anexas aos quartos, esplêndidos banheiros, salas de espera e de jogos e um grande refeitório com mesas para 200 pessoas, espaçoso salão de baile e teatro, vasta cozinha, despensa, adega, dependências para o serviço e cômodo dos criados e empregados do estabelecimen-to, aos fundos e colado ao morro que se confundia no inicio do século com um cortiço. Possuía também grandes jardins, além de cocheiras com saída para a Rua Cruzeiro (atual Sá Earp). 
(Nesta foto dos anos 20, já podemos observar o estado de decadência do Hotel, que encontrava-se próximo à transferência de suas atividades para a Rua Tereza) O Hotel Bragança era considerado idêntico aos melhores das capitais européias com comida de excelência, sendo somente os preços considerados elevados. Em 1924 pelo motivo da venda do prédio, o Hotel transferiu-se para a Rua Tereza, no prédio onde residiu o Barão de Araujo Maia (no.153). Ocorrendo então a demolição do prédio em 1925. Observação: As fotos deste ensaio pertencem ao acervo do Museu Imperial.
Escrito por Oazinguito Ferreira às 12:32
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DIDÁTICOS PETROPOLITANOS

Na atualidade, de forma avulsa, alguns trabalhos didáticos de cunho localista ou regionalista, tornaram-se mais rotineiros e presenciais nas cidades brasileiras, principalmente nos grandes e médios centros, mas nem todos atendem a padrões pedagógicos ou a reivindicações de cunho didático acadêmico, mesmo sob ameaça ou pressão do mercantilismo editorial. E quando observados atentamente sob uma crítica didático-pedagógica, a maioria não reflete pesquisas em bibliografias e arquivos locais como deveriam se processar. Nos anos 80 dois trabalhos tornaram-se referência pedagógica para as escolas públicas e privadas em Petrópolis, mas a não obrigatoriedade por lei na época da presença dos estudos locais, desobrigou os professores de indicá-los nas primeiras séries escolares, sepultando a excelente iniciativa. Na área de história, Áurea Maria de Freitas Carvalho, publicou pela editora Ao Livro Técnico, em 1982, uma cartilha de estudos locais com inserção regional, que se tornou referência para os cursos de formação de professoras, o antigo curso Normal, na cidade, mas não foi posteriormente adotado pelas mesmas professoras, ora pressão mercantil das livrarias ou pela direção das escolas. Outros autores a seguiram posteriormente, sem a condição da inserção regionalista, mas com maior sucesso pela sua inclusão obrigatória no magistério, como os ex-alunos de Áurea, como Aloísio Badi e Gustavo Duriez. Já na disciplina de geografia, o professor Jerônimo Ferreira Alves, também ex-professor da maioria, acompanhado de Angela Maria Kneipp, constituíram um manual de "Geografia de Petrópolis para crianças" que também atenderia as séries iniciais, sendo editado em 1981 pela gráfica da Universidade Católica de Petrópolis, com um criterioso trabalho de pesquisas e organização didático-pedagógica, tanto de textos de abordagem com linguagem clara assim como de exercícios. Os autores em suas palavras iniciais salientavam que era um trabalho destinado exclusivamente à 2ª série do então ensino básico. E frisavam que “...a noção de espaço, a representação do meio físico, a necessidade de localizar e explicar, substituem a memorização pura e simples.”, assim demonstravam o fim da malfadada “decoreba” nos estudos sociais. Mas, infelizmente, a insuficiência de meios legais o conduziu a ser considerado mais um elemento para pesquisa dos alunos nas bibliotecas das escolas petropolitanas. Um imenso vazio de qualidade pedagógica hoje atinge o curso básico do fundamental na maioria dos municípios brasileiros, apesar de ocorrer na atualidade maior cobertura legal e técnico-pedagógica com os procedimentos da LDB e de seus manuais para um eficiente trabalho de estudos tanto localistas como regionalistas, tornando-se exigência protocolar. Petrópolis, quanto a estes quesitos pode ser considerada, pelo exposto, como pioneira nesta área didática no país, tanto no ensino das ciências e estudos sociais locais e regionais, nestas últimas três déca-das, sendo somente superada pelo trabalho de professoras da USP realizado no interior paulista em 1979 e publicados em um manual de Estudos Sociais pela Editora Vozes em 1979. Porém, historicamente o pioneirismo petropolitano pode ser resgatado, se considerarmos o magnífico estudo realizado pelo professor Paulo Monte em 1925, que geralmente é esquecido pela maioria dos especialistas. Monte, jornalista, professor, além de diretor de escola, preparou na época uma preciosidade didático-pedagógica que até o presente ainda serve de alicerce ao conhecimento geográfico do município pela maioria dos estudiosos da geografia local. Estamos falando do "Chorografia do Município de Petrópolis", publicado em 1925 pela extinta Typografia Ipiranga, e que chegou pelo período a ser indicado por escolas petropolitanas como o próprio Liceu Fluminense onde Monte foi tanto professor e diretor. Paulo Monte em seu trabalho chegou inclusive a tratar das lendas e folclores presentes no seio de nossa sociedade em meados do século XX, tais como a "lenda da Maria Comprida", das "pedras brancas" entre estudos sobre o ecossistema local. Bem mais tarde, ao final dos anos 50, Gastão Moniz de Aragão, sob o estimulo de Lourenço Lacombe, então diretor do Museu Imperial, produziu um livreto de bolso despretensioso com o objetivo e informar as novas gerações sobre a preciosidade histórica de Petrópolis. “História Ilustrada de Petrópolis”, com desenhos de Humberto Gomes, e capa em relevo, foi lançado por V. P. Brumlik editor, e alcançou rapidamente duas edições, trazendo um anexo informativo com dados informativos e estatísticos locais. Além de ser comercializado em papelarias tradicionais como a “do Povo” e a “Pedro II”, foi vendido no box do Museu entre os turistas que procuravam um informativo histórico da cidade, e pouco observado pelos professores. Outro fato que não pode ser esquecido, mesmo sendo da área de alfabetização, foi a organização de uma cartilha, “Meu Primeiro Livro de Leitura” editada pelos professores da Escola Gratuita São José da Ordem dos Franciscanos na Tipografia das Vozes de Petrópolis, em 1923. Desta cartilha chegaram a ser impressas 120 mil exemplares, um recorde para um livro didático nesta época segundo informações.
Escrito por Oazinguito Ferreira às 15:51
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OUTRO MINISTRO PETROPOLITANO

Faleceu em 1963 aos 68 anos de idade, o Ministro Augusto Sabóia da Silva Lima, nascido em Petrópolis em 1894, bacharel em Direito pela Faculdade de Ciências Jurídicas e Sociais do Rio de Janeiro, em 1915. Foi professor catedrático de Direito Civil da Escola de Direito da Pontifícia Universidade Católica do Brasil; da Escola de Direito do Rio de Janeiro. Notável foi sua atuação em benefício da infância desvalida, tendo fundado a Escola Agrícola do Rio das Flores, de grande renome. Foi Juiz Municipal da comarca de Uberaba, em 1922 foi nomeado Juiz de Direito da Comarca de Palma, Minas Gerais,e posteriormente de São João Nepomuceno. Foi então pelo Presidente da República Arthur Bernardes, nomeado Juiz Pretor da 8ª Pretoria Criminal do Distrito Federal; depois foi transferido para a 2ª Pretoria Criminal e 5ª Pretoria Cível. Por convocação serviu em diversas Varas Criminais, Cíveis, Orfanológicas e de Menores. Em 14 de abril de 1930, foi, por merecimento, promovido a Juiz da 4ª Vara Criminal e, em 1931, também por merecimento, foi promovido a Juiz da 2ª Vara Cível. Em setembro de 1936 foi, por indicação do Presidente do Tribunal de Apelação, Desembargador Cesário Pereira, transferido para o cargo de Juiz de Menores, prestando relevantes serviços. Promovido, por merecimento a Desembargador, tomou posse em 1939, recebendo grandes manifestações de advogados e juízes. No Tribunal de Justiça tem tido assento nas 1ª, 5ª e 6ª Câmaras. Foi eleito presidente do Tribunal de Justiça, para o período ou biênio 1947-1948, prestando novos e relevantes serviços à Justiça. Foi eleito, como representante do Tribunal de Justiça, membro do Tribunal Superior Eleitoral, acumulando as duas funções. Foi membro da Subcomissão Legislativa, encarregada da reforma da Lei de Falências; foi membro do "Comité Juridique International d'Aviation", que redigiu o atual Código Brasileiro do Ar; foi membro da Comissão Reorganizadora do Código de Menores, tendo apresentado o anteprojeto de Lei de Menores. Integrou o Tribunal Superior Eleitoral como Juiz Substituto em 1946 e em caráter efetivo em 1947. Participou de diversos Congressos, Conferências e Palestras, recebeu Títulos Honoríficos e Homenagens e Participou de inúmeras Instituições Jurídicas. Escreveu diversos livros. Foi membro da Academia Petropolitana de Letras e veio a falecer no Rio de Janeiro em 1963.
Escrito por Oazinguito Ferreira às 22:21
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QUITANDINHA: MAIS INFORMAÇÕES

(foto da etapa final de construção do Hotel Cassino Quitandinha, reproduzida nos jornais petropolitanos em 1944 e pertencente a coleção J.K.Fróes pertencente ao Arquivo do Museu Imperial)
A Casa Franceza, que era nome de fantasia de uma tradicional empresa cujo registro oficial levava a razão com o nome de seus fundadores, Isnard & Moraes Ltda., e cuja sede estava presente na rua da Consolação, no. 50. A Francesa desenvolveu seus serviços pelos principais prédios do Rio de Janeiro no período, que eram principalmente os de decorações em gesso e cimento para interiores e fachadas de prédios, além de adequação de ladrilhos hidráulicos e revestimentos em granilite e fulgêt,ambos de última geração para a época. A partir dos anos 40, as informações que se apresentam é a de que a razão social de Casa Francesa passa a ser Pedralit Revestimentos Ltda. Já em 1978, nova alteração na razão social conduz a Elepar Material para Construção Ltda e Graniform Ltda, que deram continuidade a tradicional marca Casa Franceza.
Quanto a OTIS é uma tradicional firma americana com 150 anos de existência, na fabricação de elevadores, escadas rolantes e demais equipamentos, e com um século em funcionamento no Brasil. Em sua história, observamos que a OTIS atuou no Brasil primeiramente no Palácio Laranjeiras, atualmente a residência oficial do governador do Rio de Janeiro, foi a primeira edificação brasileira a receber um elevador elétrico da Otis no pais isto no ano de 1906. O maquinário funciona até os dias de hoje e, com a manutenção a cargo da própria Otis, conserva suas características originais. Inicialmente, a empresa atuou no País com a importação de componentes, abrindo, em 1926, seu primeiro escritório de vendas no Rio de Janeiro. A primeira fábrica, também no Rio, seria construída em 1934. Desde 1991, a Otis encontra-se instalada em São Bernardo do Campo, SP.
O projeto do Hotel Cassino Quitandinha foi de Luiz Fossati como já mencionado por informações de João Perdigão em ensaio de 2007. Mas do escritório no Rio, surgiu muito antes um outro projeto do Arquiteto Luiz Fossati em 1939 que atraiu as atenções na época, tido por Rouen, pesquisador carioca, como um dos mais belos prédios Art-Déco que tivemos, o Casino Hotel Balneário Icarahy. "Suas formas nitidamente de época lembram os traços do Cinema Olinda, do Cine Ipanema, do teatro e da rodoviária de Goiânia, e alguns outros prédios Art-Déco que foram demolidos no país." Outra realização do arquiteto Luiz Fossati nesta região nos anos 1936-37 foi a construção do famoso Trampolim da Praia de Icaraí,sob encomenda do Clube de Regatas Icarai, em concreto armado, localizado em frente à Rua Lopes Trovão. O trampolim foi ao final dos anos 60 dinamitado por oferecer imenso perigo e risco aos banhistas. (in, Rouen in http://fotolog.terra.com.br/bfg1:445) (in, http://www.cdp-fan.niteroi.rj.gov.br/bairros/icarai.htm)

(neste detalhe da foto observamos a finalização das obras da parte terrea do Hotel, de sua recepção e salões)

(neste outro detalhe observamos a publicidade das empresas na fachada do Hotel)

(outro detalhe da finalização das obras)

(neste outro detalhe observamos em detalhe a publicidade do construtor, do projetista e da OTIS)
Escrito por Oazinguito Ferreira às 14:34
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