Petrópolis no Século XX


AGRADECIMENTO

100.000 visitantes, uma marca, um marco!
Número que conseguimos alcançar com ajuda de nossos admiradores.
Dentre em pouco comemoraremos três anos de vida, ou será de memória?
Mas nossa presença é para agradecermos nossos visitantes por sua admiração e respeito ao nosso trabalho. Por sua fidelidade as nossas postagens, às nossas pesquisas.
Nossa promessa é a de procurarmos enviar mais postagens, publicações, sempre mais pesquisas sobre um século que conta a memória-história de nossa cidade e agradarmos nossos visitantes, nossos consulentes, quanto ao seu desejo por fatos e acontecimentos.

 



Escrito por Oazinguito Ferreira às 11:49
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




CALDEIRA ROQUE: O ÚLTIMO DOS ARTESÃOS DA TIPOGRAFIA

 

Caldeira Roque aprendeu a tipografia nas oficinas dos diversos jornais que surgiram em Petrópolis no decorrer dos anos 20, notabilizou-se  assim como tipógrafo, sendo especialista nesta arte, um dos poucos que aprenderam no cotidiano da profissão. Caldeira chegou inclusive a  figurar como gerente de jornais efêmeros nos anos 30, mas não abandonou sua profissão. Foi um verdadeiro artesão, pertencia a mesma  geração de Ondona, o mago dos tipos, aquele que realizava as caricaturas e charges.
Ambos pertenceram a uma geração que se destacava por seus efeitos especiais. O chumbo era seu pior mal, respiravam este veneno pelos  restos de suas vidas. Doentes muitos se apresentavam sem benefícios ou amparo.
Esta foto foi batida em meados dos anos 80, quando Caldeira já aposentado ainda desempenhava suas funções nas oficinas da Tribuna de  Petrópolis, pouco antes da revolução do parque gráfico da Tribuna que passou a ser impressproa em off-set.
Faleceu em fins dos anos 90.



Escrito por Oazinguito Ferreira às 13:07
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




PORCIÚNCULA: PETROPOLITANO E MITO

 

Dr. José Tomás da Porciúncula (1854-1902), médico, vereador, presidente da Câmara, deputado,senador,  Presidente   do Estado do Rio de Janeiro, Ministro. Enfim, um homem , um petropolitano, cuja carreira política foi realmente de  glória. Um personagem de grande destaque no cenário político nacional. Um político que realçou sua cidade no seio  da sociedade republicana brasileira.
Seu amor pela cidade não se encontrava presente somente pelas obras, mas pelas ações. Em 1894, ainda ocupando  o cargo de Presidente do Estado, após a inauguração do prédio, Porciúncula fez questão de transmitir o cargo para o  dr. Mauricio de Abreu no ambiente do mesmo fórum.
Já uma reunião de "amigos" ocorrida em 15-06-1900, realizou-se com o objetivo de deliberar sobre o modo de  perpetuar a memória do médico, político. Diversas foram as idéias, sendo que a mais importante entre estas foi a  organização de uma comissão para levantamento da estátua em praça pública que ocorreu em 08-12-1912, com o  lançamento conseqüentemente da pedra fundamental da estátua em 28-12-1912.
Porciúncula faleceu em sua residência ao final da então Avenida Paulo Barbosa em 1902. Desde então inúmeras foram  as homenagens organizadas em nossa sociedade. Porém podemos firmar que estas já se realizavam bem antes de  seu falecimento.
A primeira homenagem transcorreu após a construção do edifício público do fórum em 13-09-1897, quando ele  acabara de exercer o governo provincial, quando ocorreu a maior construção de relevo tanto arquitetônico como  político na cidade e no Estado ao final do século XIX. Estamos falando da inauguração do retrato do eminente  petropolitano no salão do Tribunal do Juri, trabalho a óleo do artista Ernest Papf.
Já em 15 de junho de 1900, quanto este ainda encontrava-se vivo, no edifício da sede da Associação dos  Empregados do Comercio, reúnem-se novamente  seus amigos  para deliberar sobre o modo de perpetuar-se a  memorização do ilustre petropolitano, sendo escolhida uma comissão composta por nomes como Henrique Marinho,  João Francisco Barcelos, Jorge Pinto, Edmundo Lacerda, Sebastião de Carvalho e José Lopes de Castro para estudar  o assunto.
Em 19.6.1902, seus amigos deliberam fundar o “Instituto Dr. PORCIUNCULA de Proteção e Assistência á Infância  Desamparada no Estado do Rio de Janeiro”, isto pois já em 1883 ele visitara a Fábrica São Pedro de Alcântara  indagando do estado de instrução das crianças que ali encontravam-se empregadas. Não ficando satisfeito com a  resposta, mesmo observando o fato de as fábricas apresentarem escolas suas e de Petrópolis possuir escola noturna  gratuita.
Em outubro de 1911, novamente seus amigos reúnem-se, na sede do Clube dos Fenianos e sob a presidência de  Ricardo da Fonseca, deliberam constituir uma comissão que presidida por Arthur Annes Jacobina Pires, promovem o  levantamento em praça pública de uma estatua de Porciúncula.
A localização exata para a estatua se deu pela deliberação de no. 148 de 05-02-1912, na Praça da Liberdade, onde  justamente o povo se reunia semanalmente em seu lazer, sua construção contou com apoio financeiro dos amigos e  do governo do Estado.
Em 16.7.1921 foram  inaugurados no salão da Câmara Municipal os retratos dos des.  José Tomás da PORCIUNCULA  e Hermogênio Silva. Esta teria sido a homenagem definitiva a um grande petropolitano.

 

 

(Detalhes do munumento e da praça nos anos 30, foto de Haack)

Iniciando a comemoração do nosso terceiro aniversário anexamos um presente para os nossos visitantes. (Basta um click)



Escrito por Oazinguito Ferreira às 10:10
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




A PONTE METÁLICA NA BACIA DA PRAÇA D. PEDRO

(A ponte presente desde as décadas finais do século XIX)

As pontes de madeira pintadas de vermelho sempre foram uma tradição em nossa cidade desde o século XIX, porém no limiar do novo século, principalmente na bacia onde os Rios Quitandinha e Palatino encontram-se, isto é na principal via, constituíam uma situação calamitosa com o crescente trânsito e movimento pela então Avenida XV de Novembro.
Este fato não somente constituiu imensa 'dor de cabeça' para a administração Porciúncula, como para seus herdeiros políticos como o Dr. Arthur de Sá Earp.
A administração Porciúncula já efetivara uma imensa transformação com a presença dos prédios públicos na cidade e com a oficialização das novas artérias residenciais e de trânsito na saída do centro. Mas a urbanização definitiva se deu na primeira década com a macadamização da Avenida XV de Novembro e a instalação da 'ponte metálica' na Bacia que foi inaugurada em 02 de dezembro de 1906, segundo Fróes, com uma maravilhosa festa popular já que se tratava de uma obra de modernização das mais importante via da cidade.
O ano de 1906 já apresentara inúmeros processos como as reuniões para desenvolver o ‘aformoseamento’ da Praça da Liberdade, o mais importante centro de reunião e lazer da sociedade. Até mesmo o planejamento e inauguração do ‘coreto’ em dezembro de 1905, constituiu-se em  um projeto de grande anseio popular, já que a apresentação de uma banda e um festival nacional de bandas foi organizado no ano de 1906 com forte presença popular. O coreto foi construído pelo Clube dos Diários e por ele oferecido à Municipalidade, o mesmo que, embora em outro ponto, ainda hoje se encontra, segundo Gabriel Fróes.
O ano de 1905 e meados de 1906 foi marcado por torrencial chuva sobre a cidade, dados de Fróes assinalam, que  no Quissamã uma represa que se formara com águas das grandes chuvas caídas sobre a cidade rompeu-se, sendo destruídas três casas e mortas doze pessoas. Na Provisória uma linha férrea provisória foi assentada sobre pilhas de dormente substituindo a anterior destruída pelas chuvas.
Mas a ponte metálica constituiu-se no marco da administração Sá Earp em 1906.
As diversas fotos em sua maioria pertencem à coleção de José Kopke Fróes e de cartões postais, assim como as fotos de R. Haack.
Os fotógrafos da série são de dificil identificação com exceção de Haack. Podemos supor que as mais antigas sejam de Hees, cujo ilustrações para as revistas e jornais na época eram predominantes a partir de seu estúdio.

 

(A macadamização ainda em processo e a colocação do meio-fio)

 

 

 

 

 

 

(Haack já registra nos anos 30 outra ponte que não a metálica)

 

(Registro já nos anos 50, anterior a 'pseudo-urbanização' de Castrioto)



Escrito por Oazinguito Ferreira às 19:48
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




COMO NASCEU UMA FAVELA EM PETRÓPOLIS

Já discorrermos neste blog sobre o histórico temporal de 1988 que causou tragédias que vitimaram mais de uma centena de vidas e deixaram mais de mil desabrigados em Petrópolis.
As fotos deste ensaio, de autoria do fotografo Altair de Oliveira, apresentam a limpeza das ruas petropolitanas, na foto a Coronel Veiga, tradicional ponto de transbordamento do rio Quitandinha e a queda de parte da Estrada do Carangola. Por último, foto publicada pela Tribuna de Petrópolis no ano seguinte e que apresenta o nascimento da favela da BR-040 em Pedro do Rio, a famosa "Buracada", ou como hoje é denominada oficialmente, "Vila Rica". (Coleção Silvio de Carvalho)



Escrito por Oazinguito Ferreira às 00:19
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




CASA COPACABANA: UMA RIVALIDADE AO CRUZAR A AVENIDA XV


Esta propaganda seguia impressa na contra-capa da Revista Serrana de Silvio de Carvalho da Silva em 1955. O desenho produzido por Sidney por encomenda do próprio Silvio para sua revista. O Copacabana criada em 1949 já se tornara o restaurante e confeitaria da moda e iniciando uma rivalidade com a Casa D'Angelo que cruzou as décadas finais do século XX pelo chopp gelado servido, além de um chá ao cair da tarde nas mesas de seu restaurante.

O prédio que sediou por meio século a Confeitaria e Restaurante Copacabana, era um sobrado do inicio do século XX,  composto de um térreo e dois pavimentos superiores, estilo arquitetônico art-dêco.
Foi bastante modificado de sua concepção original em várias décadas.
Neste prédio esteve instalado o Cinema Paulicéia que era freqüentado pelo presidente Hermes da Fonseca.
No mesmo local esteve a Loja do Comissário Hugo, uma transportadora famosa na cidade; o Café Central; o Restaurante Milano e o Restaurante Roma.
Já em 1945 o português Raul Lourenço Rainha abril a Casa Rainha, uma confeitaria e restaurante, juntando os dois restaurantes que funcionavam no prédio, tanto o Milano como o Roma.
Mais tarde ainda nos anos 40 a Casa Rainha mudou de proprietário e passando a denominar-se Casa Bragança, uma confeitaria de biscoitos finos, passando posteriormente a outro proprietário sob nova denominação de Casa Fluminense, um varejo de comestíveis finos.
No ano de 1949 é criada a Confeitaria Copacabana, que comportava uma padaria, biscoitos finos e um restaurante de grande freqüência junto aos cariocas que tomavam seus drinques na Casa D'Angelo e cruzavam a então Avenida para almoçar no estabelecimento.
No ano de 1989 a confeitaria e restaurante encerra suas atividades e o largo espaço cede lugar a Copacenter, uma loja de móveis, sendo finalmente fechada em 2006 para divisão em diversas lojas em uma ampla galeria que até hoje funcionam.

Os artigos finos, principalmente os importados em exposição

Os vinhos de grande qualidade com garçons especializados

Em suas últimas décadas, um violão e uma voz se faziam presente no pequeno palco montado ao fundo do restaurante à noite, onde durante o dia era ocupado por um buffet.

Algumas fotos foram extraídas do trabalho realizado para o CD do projeto pró-Centro.



Escrito por Oazinguito Ferreira às 23:58
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




SAVAGE LANDOR VISITOU PETRÓPOLIS

Arnold Henry  Savage Landor, foi um pintor inglês, explorador, escritor e antropólogo, nascido em Florença em 1865 e falecido em 1924. Neto do poeta e escritor Walter Savage Landor.  Viveu intensamente  sua vida visitando diversas regiões do globo em diversas épocas, principalmente as  regiões da Ásia em companhia de inúmeras personalidades do período.
Gabriel Fróes registrou sua visita à Petrópolis em 1903 acompanhado de Ernesto Sena e seu retorno mais tarde ao Brasil para explorar o Mato Grosso em 1911.
Ernesto Sena e/ou Ernesto Augusto de Sena Pereira (1858/1913), militar e jornalista, dedicado a reportagem e pesquisa histórica, foi redator do Jornal do Comércio, além de membro de várias sociedades cientificas e literárias. Sena mantinha um bom relacionamento com os políticos, militares e membros do clero. Admirado tanto por monarquistas como por republicanos, publicou diversas obras sendo que uma destas é pesquisada até a atualidade pelos historiadores, "O Velho Comércio do Rio de Janeiro".



Escrito por Oazinguito Ferreira às 22:44
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]


[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]


 
Meu perfil
BRASIL, Sudeste, PETROPOLIS, CASTELANEA, Homem, de 46 a 55 anos
Histórico
Outros sites
  Oazinguito Ferreira da Silveira Filho - perfil
  Curriculo Vitae no Sistema Lattes
  Historia do Matadouro e da Matança de Gado em Petropolis - ensaio
  Petropolis em Tempo de Rodoviarias - ensaio
  Os Urbanistas em Petropolis - ensaio
  O Prefeito Demissionario de Petropolis & a Revolta Popular - ensaio
  Historia do Centenario do jornal Tribuna de Petropolis - ensaio
  Memorial do Pico da Maria Comprida - ensaio
  A Epidemia de Gripe Espanhola em Petropolis em 1918 & A Questao da Saude Publica - ensaio
  Historia das Revistas Petropolitanas no Periodo da Republica Velha - ensaio
  A Revolta Popular & Os Saques em Petropolis em 1918 - ensaio
  Violencia em Petropolis durante a Republica Velha - ensaio
  HISTÓRIA DO CARNAVAL EM PETRÓPOLIS
  Esporte & Jornalismo esportivo em Petrópolis
  DAMA DO TEATRO BRASILEIRO EM PETRÓPOLIS
  LIVROS DIDÁTICOS PETROPOLITANOS NO SÉCULO XX
  A MEMÓRIA PETROPOLITANA
  PASSEATAS ESTUDANTIS EM PETRÓPOLIS
  PUBLICIDADE EM PETRÓPOLIS NO INICIO DO SÉCULO XX
  RIO-PETROPOLIS: A ESTRADA DA MODA
  TRIBUNA DE PETRÓPOLIS: A CENTENÁRIA
  PRESERVAÇÃO CULTURAL EM PETRÓPOLIS
  HISTORIOGRAFIA PETROPOLITANA
Votação
  Dê uma nota para meu blog