VARELLA ETERNIZADO EM PETRÓPOLIS POR BERNARDELLI



O busto do poeta que fascinou a toda uma geração de petropolitanos que com este conviveram e que após seu falecimento. Busto em praça que inauguraram em Petrópolis no ano de 1902 lhe rendendo as devidas homenagens vinte e sete anos pós morte, na mesma cidade onde passeava pelas praças, hospedava-se nos hoteis e em suas salas discutia com demais membros da imprensa. Escrevia para o Paraíba de seus amigos. Respirou a serra como deveria ser 'respirada'. "Trinta e quatro anos apenas viveu o poeta; trinta e quatro anos peripatéticos, Aasverus redivivo por Seca e Meca, ora em Rio Claro, ora em Angra dos Reis, ora em Petrópolis, ora em Catalão, ora em São Paulo, ora no Recife, ora sem destino, por léguas e léguas na busca quiçá do fim do mundo." (in, Vasconcellos, Francisco. O Cabloclo Varella, IHP, 1997) "E neste insípido giro,/Neste viver sempre a esmo,/Vale a pena em seu retiro/ Cantar o poeta mesmo?" (Fagundes Varella- Gazeta de Petrópolis, 10/ 05/1893)  HOMENAGEADO Fagundes Varela LOCAL Praça Visconde do Rio Branco ESPÉCIE Busto AUTOR: RODOLFO BERNARDELLI
 INAUGURAÇÃO: 1-11-1902 José Maria Oscar Rodolfo Bernardelli (Guadalajara, 1852 — Rio de Janeiro, 1931) foi um escultor e professor brasileiro Apesar de nascido no México, no Brasil se formou e lançou suas obras. Naturalizou-se brasileiro em 1874. Em companhia da família (foi irmão dos também artistas Henrique Bernardelli e Felix Bernardelli), deixou seu país natal em 1866, passando pelo Chile e Argentina e fixando moradia no Rio Grande do Sul. De lá mudou-se para o Rio de Janeiro, onde frequentou entre 1870 e 1876 aulas de escultura e de desenho de modelo vivo. Em 1870 Rodolfo passou a freqüentar a Escola Imperial de Belas Artes, como aluno de Francisco Manuel Chaves Pinheiro. Naturalizou-se brasileiro em 1874. Na Academia Imperial conquistou medalhas de ouro e de prata e prêmio de viagem à Europa (1876). Permaneceu na Europa até 1885, principalmente em Roma. Em Paris fixou-se de 1878 a 1879. Viveu alguns anos na Europa, estudando em Roma. De volta ao Brasil, passou a atuar como professor de escultura estatuária na Academia Imperial de Belas Artes e como diretor na recém-criada Escola Nacional de Belas Artes, que chefiou por 25 anos. Deve-se-lhe a construção do atual edifício. Um dos maiores escultores brasileiros, deixou uma extensa produção, entre obras tumulares, monumentos comemorativos e bustos de personalidades. Executou as estátuas que ornamentam o prédio do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, o Monumento a Carlos Gomes em Campinas, uma estátua de Dom Pedro I para o Museu Paulista da Universidade de São Paulo na cidade de São Paulo e uma estátua de Pedro Álvares Cabral. Parte considerável de seus trabalhos foram doados para a Pinacoteca do Estado e para o Museu Mariano Procópio, em Juiz de Fora, onde seu último trabalho, um busto, inacabado está. Uma herma em sua homenagem ergue-se na rua do Passeio, obra do escultor Correia Lima.
Escrito por Oazinguito Ferreira às 09:55
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