Petrópolis no Século XX - Petropolis in the Twentieth Century - Local History


COLÉGIO SION DE PETRÓPOLIS: VISTA DO CAXAMBÚ

O prédio do Colégio Sion de Petrópolis nos anos 30 em uma foto batida do morro do Caxambú na ocasião. Mais um postal do Photo Nietsche, pertencente à coleção do Maestro Ernani Aguiar e cedido gentilmente para reprodução. Observe atentamente a natureza presente por toda a paisagem que circunda o patrimônio da atual Universidade Católica de Petrópolis, fato que atualmente não pode ser observado.



Escrito por Oazinguito Ferreira às 14:39
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A NATUREZA PETROPOLITANA NOS ANOS 30 PELOS POSTAIS

 

O primeiro foto-postal apresentado nesta publicação, ainda de Nietsche, registra o ‘Morro dos Macacos’  nos anos 30. Este morro, possuí uma altitude de 990 m. e localiza-se entre os municípios de Petrópolis  (sua maior região), Magé e Duque de Caxias.
Nesta época inauguravam-se as caminhadas organizadas pelos amantes da natureza e que resultaram na  fundação do CEP Clube Excursionista Petropolitano. Nesta época as escaladas para o Morro dos  Macacos, se realizavam a partir da capela (Igreja) no Meio da Serra, passando pela antiga e tradicional  ferrovia.
A foto de Nietsche dos anos 30 apresenta a natureza em toda a sua exuberância da época. Hoje uma  região completamente invadida e tomada por construções irregulares, sendo uma área de preservação  ambiental e que pertence ao conjunto do ecossistema da Mata Atlântica.
Na segunda foto-postal, o registro é da Estrada da Jacuba na Posse, na época uma estrada de terra  batida situada em um dos lugares mais primitivos da cidade dos anos 30. Nietsche realizou um fantástico  registro de regiões onde se poderia visitar e entrar em contato com a natureza. Uma de poucas fazendas  na época.
Observe atentamente o ciclista de branco com seu chapéu ‘panamá’, característico nos membros da elite  que passeavam pelas áreas dos distritos nas primeiras décadas, ou quem sabe um colono dos sitios e fazendas da região.
Outro marco desta publicação seria a terceira foto-postal que apresenta o Rio de Janeiro sem as marcas  atuais da poluição, da fantástica 'Vista da Independência', como tradicionalmente se denominava a área  atualmente densamente ocupada, mais que na época apresentava somente o Hotel da Independência em  um lugar de natureza preservada.
Triste seria observar que da região onde Nietsche fotografou se observará hoje uma imensa ocupação  na base do morro.
A foto desta ‘vista’ é a memória da natureza petropolitana que sucumbiu às invasões desordenadas  permitidas pelas administrações públicas petropolitanas.
Os postais apresentados pertencem à coleção do maestro Ernani Aguiar que gentilmente foram cedidos  para reprodução.

 



Escrito por Oazinguito Ferreira às 19:32
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BINGEN: UMA CAPELA DE COLONOS

Foi em Petrópolis que se ergueu o primeiro templo erguido em homenagem a Nossa Senhora Auxiliadora, a Capela do Bingen, que comemorou seu centenário em 2001.
A Capela de Nossa Senhora Auxiliadora nasceu da devoção da boa gente do Bingen, sobretudo dos descendentes dos colonos Meyer, Justen, Winter, Troyack, Vogel, Deister e outros, segundo o prof. Jerônimo Ferreira Alves, encontrando-se sua origem primitiva em numa pequena Herma, que foi edificada por João Meyer, ao final do século XIX, em ação de graças por ter se recuperado de uma enfermidade que o acometera, no morro que mais tarde seria batizado com o nome de “São Francisco”.
Em 15 de setembro de 1901, Frei Jacob O.F.M., fundou a Liga de Nossa Senhora Auxiliadora e, em 8 de outubro de 1901, D. Francisco do Rego Maia, 1 º Bispo da Diocese de Niterói, que exercia sua cátedra episcopal em Petrópolis, quando nossa cidade, em conseqüência do Decreto Consistorial, de 16 de julho de 1897, do Papa Leão XIII, sediou a Diocese fluminense, benzeu a nova capela e celebrou missa campal.
Outro fato fundamental que está presente na memória dos descendentes de colonos do Bingen é o fato de que a distância para acompanhar as missas na Igreja do Sagrado era imensa para estes, uma verdadeira romaria que se realizava aos domingos e tornava cansativo para os colonos seu retorno, assim aproveitando-se da imensa dedicação de Meyer, os colonos do Bingen e seus descendentes dirigiam-se a herma considerando-a milagrosa.
Frei Jacob aproveitou-se desta fervorosidade do povo local para direcionar as obras da pequena capela, no que foi auxiliado por D. Maia que estava com a sede da diocese em Petrópolis desde a transferência da Capital, considerou justa a solicitação os moradores locais.
Podemos considerar até hoje esta capela a que reúne a maior quantidade de descendentes de colonos em Petrópolis.
Podemos observar a imagem da mesma capela nos anos 30 segundo registro do postal do Photo-Nietzsch, também pertence a coleção particular do maestro Ernani Aguiar.



Escrito por Oazinguito Ferreira às 11:28
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CIDADE DAS HORTÊNCIAS: MITO?

Não podemos considerar como mito, mas a partir do final dos anos 20 e decorrer dos anos 30 Petrópolis ficou conhecida como 'Cidade das Hortênsias', as ruas do centro do 'sitio histórico', possuíam seus canteiros nas margens dos rios plantados com hortênsias, que proviam um charme imenso para a cidade.
As vias mais importantes em direção aos bairros, também possuíam estes canteiros, principalmente a Coronel Veiga e a Bingen.
Quando mencionamos nas postagens anteriores os charmosos recantos do Cremerie e da Independência, observamos que suas trilhas eram dominadas também por plantações de Hortênsias nestas décadas, segundo registro do postal do Photo-Nietzsch, também pertence a coleção particular do maestro Ernani Aguiar.



Escrito por Oazinguito Ferreira às 12:31
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DE ESTAÇÃO FERROVIÁRIA À RODOVIÁRIA

(As obras de modificação das estruturas foram financiadas pelo BERJ com apoio do Governo Federal)

O golpe militar de 64 provocou profundo pânico naqueles que assumiram o poder e que passaram a visualizar inimigos por todos os lados. Uma de suas medidas mais radicais e extremadas foi a de desativar inúmeros ramais ferroviários no país prejudicando nossas comunicações terrestres e possibilidades de maior desenvolvimento econômico do país.
Mas, para eles, militares, o mais importante seria evitar a real possibilidade de grevistas, principalmente ferroviários, que segundo a paranóia dos líderes golpistas poderiam transformarem-se em terroristas, guerrilheiros.
Assim sendo, em Petrópolis, observamos que a histórica ferrovia foi desativada em 5 de novembro de 1964. Um golpe vital para os transportes em Petrópolis, sob a desculpa de que com o desenvolvimento dos transportes rodoviários tornava-se obsoleto o ferroviário na região. Tal fato, desestruturou principalmente o transporte de passageiros que ligava o centro da cidade aos distritos como Pedro do Rio.
Derrubado o pontilhão para pedestres que atravessava a pista ferroviária, foi construída substituindo-o uma ponte que ligava as duas regiões da Estação e que foi inaugurada em 1968, pelo então prefeito.
 Sequencialmente a este evento a mesma administração municipal solicitou para seu patrimônio a área da então extinta estação ferroviária com o objetivo de transformar a mesma em uma estação rodoviária, com obras que duraram exatos dois anos e ocorrendo a Inauguração da Estação Rodoviária, denominada de Imperatriz Leopoldina em 19 de dezembro de 1970. A foto ocorreu ainda durante o processo das obras, sendo importante observar que o prédio em frente à Rodoviária só foi construído posteriormente.

As fotos editadas nesta postagem, foram publicadas pela Tribuna de Petrópolis estando presentes em seu arquivo.



Escrito por Oazinguito Ferreira às 20:50
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LAGO DO QUITANDINHA NOS ANOS 30

Na postagem anterior apresentamos as regiões dos lagos tanto do Cremerie como do Quitandinha como recantos de prazer da belle époque. Como os que podemos apresentar pelo postal apresentado em fotografia de DK em meados dos anos 30, portanto com a presença da Estrada recém inaugurada, mas ainda sem o projeto de Joaquim Rolla. Na mesma foto podemos observar ao longo as poucas construções que existiam na Fazenda, uma exuberante área virgem onde se criava algumas cabeças de gado e cavalos de raça.
A fazenda do Quitandinha foi propriedade de Guilherme Francisco Rodrigues Franco, comprada por Koeler e doada pelo próprio ao imperador D. Pedro II.
No século XX a fazenda acusa como proprietário o então professor Dr. Antônio Augusto de Azevedo Sodré, que em fevereiro de 1929 faleceu na fazenda, passando a mesma a propriedade seu filho Alcindo Sodré.
Nos registros de Fróes acusa-se a idéia em 1931 da criação de uma sede náutica no Lago do Quitandinha - mas que não se tornaram realidade "porque o meio continuava muito acanhado" para semelhante projeto segundo Gabriel Fróes. A iniciativa da idéia foi seguidamente dos presidentes do Petropolitano, primeiro Osório Magalhaes Sales e depois a do próprio Alcindo Sodré.
Ainda em registro de Fróes encontramos a seguinte informação:
"Em 1927, em um carro reservado da Leopoldina chegou pela manhã o ministro da agricultura Lyra Castro, acompanhado dos deputados Prado Lopes e Graccho Cardoso, respectivamente learders do Pará e Sergipe, dos drs. Parreiras Horta, diretor da Industria Pastoril, Mario Telles, zootechnico do ministério e Luciano Pereira, secretario do Ministro, especialmente a fim de visitarem os produtos bovinos puro sangue Simenthal da Fazenda da QUITANDINHA, propriedade do professor Azevedo Sodré, onde passaram o dia levando de volta a melhor das impressões."
A fazenda realmente deixava boas impressões, mas ainda nos anos 30 ela foi vendida por Sodré à Rolla que desenvolveu na região parte de seus sonhos com o projeto. (O postal pertence ao arquivo pessoal do maestro Ernani Aguiar e gentilmente cedido assim como os demais citados nas postagens)



Escrito por Oazinguito Ferreira às 14:19
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CREMERIE: UM MAJESTOSO HOTEL NA PETRÓPOLIS DOS ANOS 30

(Foto de Cartão-postal do Foto Nietzsch nos anos 30)

"MAGESTOSO HOTEL CREMERIE,
no Parque CREMERIE,
na estrada da Independência,
289 (telefone 2384)"

Era o verão de 1902, segundo descrições de Gabriel Fróes, enfim o Pic-Nic na CREMERIE Buisson promovido pelo Clube dos Diários ocorria. "Abriam o cortejo duas diligências conduzindo a banda de música do Regimento Policial do Estado." Esta festa era o mais famoso acontecimento realizado pela elite veranista da capital em Petrópolis, quase uma continuidade dos famosos pic-nics da 'belle-epoque', ou até mesmo os pic-nics operários que fugiam ao verão da elite.
Desde 1880 os picnics da Cremerie Buisson rivalizavam com a festa das Hortênsias, o 'corso' realizado na Praça da Liberdade. Ambos eram privilegiados pela presença de membros da familia imperial.
"A Crémerie Buisson ainda era o ponto predileto dos veranistas para suas reuniões ao ar livre. A 12 de março, lá era realizado elegantíssimo “pic-nic” em que tomaram parte, entre outras, as famílias Murtinho, Nícia Silva, Gasparoni, Guanabara, Leitão da Cunha, Caminha, Vilela dos Santos, Duque Estrada, Nabuco de Abreu e Paula Ramos. A revista carioca “Fon-Fon” fez completa cobertura fotográfica da festa." (Gabriel Fróes)
Já em 1891, segundo Fróes, ocorre a noticia de que "a Cia. Cremerie Parisienne havia encontrado nos terrenos da referida CREMERIE uma fonte de agua com propriedades medicinais, pretende a companhia ali montar um estabelecimento para uso dos que necessitarem dessas águas, motivo porque requer concessão de uma linha de bondes da Rhenania a Fabrica Buisson". Tal informação chegara a Intendência Municipal pelo próprio presidente da Cia., José Rodrigues dos Santos.
A Cremerie historicamente, pertenceu a Jules Buisson que deve ter vindo tentar a vida no Brasil logo após a terminação da guerra de 1870, montando um laticínio no bairro de Inhaúma, no Rio de Janeiro, mas o empreendimento faliu e Buisson partiu para Petrópolis onde montou uma Fruitiére, lugar especialmente preparado para o fabrico de queijos e manteiga, todo o leite que pudessem produzir.
Quanto a possiblidade do parque mineral, estas não se confirmaram. Porém os festejos sociais continuaram a se processar e em 1913, realizou-se na CREMERIE Buisson o “pic-nic” oferecido pelo Dr. Lauro Muller, Ministro das Relações Exteriores, ao Corpo Diplomático, um registro digno de destaque pelas próprias condições da época.
Quanto ao Hotel da foto, este foi inaugurado por Miguel Sixel em 1930, com uma maravilhosa e nova piscina em 1934, segundo os jornais da época.
Mas como todos os empreendimentos dos anos 30 foram sobrepujados pelo 'sonho de Rolla'. Coincidentemente a data da construção do Hotel ocorre no mesmo período da construção dos prédios famosos da Avenida XV de Novembro.
A Cremerie Buisson voltou a ser noticia dos diários locais quando em 1978, algumas das cerejeiras oferecidas à Municipalidade pelos dirigentes da Ata Combustão Técnica.
Os picnics dos anos 20 e 30 não se realizavam somente no lago do Cremerie, mas também no lago do Quitandinha, segundo uma foto e depoimentos de O Mercantil de 1880.

Neste outro postal, assinado por D.K., outro famoso fotografo de postais dos anos 30, observamos os jardins e outras dependências do Majestoso Hotel, principalmente a ainda presente, Crémerie Buisson.

(Os postais pertencem a coleção particular do maestro Ernani Aguiar)



Escrito por Oazinguito Ferreira às 20:08
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ENCHENTE EM PETRÓPOLIS: 1988

Mais uma das fotos publicadas pela Tribuna de Petrópolis quando das enchentes de 1988. Observe o lamaçal em que a já denominada por decreto, Rua do Imperador, encontrava-se, com algumas pessoas transitando pela calçada ou aguardando o ônibus. Em segundo plano observamos lojas que não mais existem como a Casa Xavier de eletrodomésticos, a Modas Casanova e o Banco Bamerindus do Brasil. Devemos observar também que nesta época o único ponto de coletivos para o Rio e para a Baixada se fazia presente no local (observe a placa indicativa). A Lanchonete Tonis é a única lembrança desta época. (Foto arquivo da Tribuna de Petrópolis,  informação complementar de Douglas Prado)



Escrito por Oazinguito Ferreira às 22:40
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PRAÇA DA INCONFIDENCIA: REVITALIZAÇÃO?

Ao final dos anos 90, a administração pública local iniciava seu processo 'Revitalização Urbana', projeto idealizado que visava dotar a cidade de uma nova face não somente para seus habitantes, mas que fosse sedução para os turistas. Estas obras se iniciaram pela Rua XVI de Março, cujo simbolismo no sítio histórico era inexistente e pela Praça da Inconfidência.

(Foto publicada pela Tribuna de Petrópolis quando do inicio das obras. Arquivo da Tribuna)

  Procure também se informar sobre a história do patrimônio cultural que era a antiga Igreja do Rosário: http://www.ihp.org.br/colecoes/lib_ihp/docs/jfan20000908.htm



Escrito por Oazinguito Ferreira às 22:32
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