Petrópolis no Século XX - Petropolis in the Twentieth Century - Local History


VICENTE AMORIM, O MAIS PETROPOLITANO DOS PETROPOLITANOS

Vicente Amorim comemora Petrópolis no JB

"Jornalista de profissão, era o cronista beato das nossas coisas, na coluna diário do “Verão em Petrópolis” que o grande matutino carioca publicava com destaque invariável."
(Gabriel Kopke Fróes)


Do site da APL extraímos sua biografia:
"Ainda em 1896, VICENTE AMORIM, já no Rio de Janeiro, ingressou na Imprensa Nacional, passando em breve a fazer parte da redação do “Diário Oficial”.
Em 1914, foi designado para servir junto à Secretaria da Presidência da República no governo do presidente Wenceslau Braz com as funções de encarregado do serviço de informações. Exerceu o cargo até se aposentar do serviço público sem que houvesse gozado licença ou férias.
Na imprensa carioca, teve papel saliente em quse todos os jornais, entre os quais, O Paiz, Gazeta de Notícias, A Época, O Imparcial, Rio-Jornal, A Pátria, e Jornal do Brasil.
Foi como correspondente do “Jornal do Brasil”, no entanto, que VICENTE AMORIM se identificaria com os petropolitanos. Suas crônicas leves e graciosas, sempre amáveis para Petrópolis e suas coisas, publicadas anos a fio, espontaneamente, no grande jornal carioca, comoveram os filhos da Rainha das Serras, como, então, era chamada a Cidade Imperial. Jamais foi feita melhor propaganda cidadina do que aquelas crônicas.
Fixando residência em Petrópolis, Vicente Amorim logo foi admitido na Academia de Letras e no Instituto Histórico e durante largos anos colaboraria na imprensa local, chegando a dirigir a “Tribuna de Petropolis” durante algum tempo.
A 15 de março de 1952, foram comemorados os 50 anos da vida profissional de VICENTE AMORIM, ocasião em que “Tribuna de Petrópolis” proclamou-o decano dos jornalistas brasileiros.
Sua colaboração na imprensa petropolitana versou, em geral, sobre a história da cidade, focalizando, entre outros assuntos, o Palácio de Cristal, o Centenário, o Verão, o 29 de Junho, a Estrada de Ferro, a Estrada União e Indústria e a Princesa Isabel. Publicou ainda na Tribuna de Petrópolis de 5 a 13 de julho de 1950 a revista-fantasia “Petrópolis antes e depois”, sendo sua a letra e de Deoclécio Damasceno de Freitas a música."

Nunca é demais destacar as palavras de Gabriel Fróes sobre Amorim:
 
"Vicente Amorim, capixaba de Vitória do Espírito Santo, ainda aos 96 anos, era o petropolitano enamorado da Serra da Estrêla, a que serviu sem descanso e sem salário. Como convém, aliás, no plano ideal. Já se disse que à pátria não se deve pedir nada, nem gratidão. VICENTE AMORIM escolheu Petrópolis para sua pátria, para servi-la sem salário. Mas a cidade formosa desatendendo-o, cumulou-o de salários, os melhores e mais altos - os da gratidão e os da sua lembrança.
Parece que estamos a vê-lo, a roupa escura de colete cuidado, o rosto vermelho, muitas vezes com um soneto no bôlso, última criação do lírico impenitente. Jornalista de profissão, era o cronista beato das nossas coisas, na coluna diário do “Verão em Petrópolis” que o grande matutino carioca publicava com destaque invariável. Nosso companheiro efetivo, foi fundador desta Casa (IHP), vindo da Comissão do Centenário - 1943, de cujos trabalhos participou empenhadamente. Dêste Instituto foi Bibliotecário e membro de suas Comissões.
Ainda há pouco, líamos uma autobiografia sua, onde ressaltam as vocações do militar, do literato, do jornalista e do patriota, de permeio a alegres lembranças da boêmia que se reunia na Confeitaria Colombo dos antigos tempos - os dos tílburis e carruagens, dos bicos de gás velando os seresteiros, dos saraus e recitativos acompanhados por dalilas sonhadoras. Era o tempo em que se guardavam sonetos entre páginas dos missais, os olhos conservavam o negrume natural e denunciador de quantas noites insones, as mulheres escondiam-se nos leques com perfumes de oriente. Era a época luminosa dos longos e enfáticos discursos condoreiros, os períodos de página e meia, garrinchando-se entre as vírgulas, o tempo das frases, dos diólogos machadianos, sob a imponência dos fraques e chapéu côco.
Pois, na Colombo de então, pelo aniversário de Amorim, Emílio de Menezes escrevia-lhe esta quadra marcada no trocadilho:
“Neste dia que é de festas
P’ra você e para mim,
Como não possuo sêda,
Eu te saúdo a morim ...”"

Nossa nota:
(Autor de versos mordazes, eivados de críticas das quais não escapavam os políticos da época, mestre dos sonetos, Emílio de Meneses é portador de uma tradição - iniciada com o Brasil, em Gregório de Matos. Eleito para a Academia Brasileir de Letras, Menezes faleceu sem tomar posse por críticas e discussões)



Escrito por Oazinguito Ferreira às 11:20
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ESTAÇÃO: DETALHES ARQUITETÔNICOS E URBANISTICOS

 

Há poucos dias uma postagem das fotos pertencentes ao Maestro Ernani Aguiar, nos revelou o prédio do ENSA (Entreposto Nacional, atual ex-ABC) e a entrada da extinta linha férrea, observe parte da cancela que conduz a passagem justamente após um ponte de ferro que atravessava o Rio diretamente para a passagem que leva ao túnel. Porém no local até os anos 30 podemos revelar que a região hoje ocupada pelo Colégio Hellade (ex-hotel) e os demais prédios, teriam como antecedentes dois 'Secos-e-Molhados' e um Armazém-depósito de mercadorias que ocupava um sobrado. Esta foto é antiga, sendo duvidosa que tenha pertencido a Haack e sua série, já que não aparece parte do prédio construído em 1928 para o novo Mercado Municipal que foi destruído posteriormente para construção da praça e da Igreja do Rosário. Nem mesmo o Hotel construído por esta época. Deste lado da estação centravam-se em sua maioria os armazéns, e do outro os hotéis (fragmento de foto reproduzida da coleção do CD de revitalização da PMP)

Acima podemos observar os sobrados (posteriormente fornecerei o nome das casas comerciais, sendo que uma destas também era um Armazém) que se situavam onde hoje se localiza o Edifício Geminni. Mais precisamente na direção do Rio na saída da Estação. É lamentável que nossa administração pública não leve em consideração um projeto de arqueologia urbana em conjunto com o IHP. Nossa memória continua a se esvair.

Foto do Maestro Ernani Aguiar que foi publicada.



Escrito por Oazinguito Ferreira às 09:08
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DESFILES NOS ANOS 30 EM PETRÓPOLIS

A transição de um sistema de governo presidencialista para um ditatorial em nosso país nos anos 30, apresenta as imposições civicas para demonstrações de reverência a um Estado opressivo, assim podemos observar este documento de R. Haack quando retratou uma das primeiras paradas estudantis de 'ordem civica' realizada em Petrópolis. (foto do Arquivo de Haack de propriedade do Arquivo Histórico do Museu Imperial e presente no CD de revitalização da Rua do Imperador da PMP)

"alguns aspectos da formação escolar durante o “Estado Novo” (1937-1945), cuja meta foi a difusão do nacionalismo, do patriotismo e dos princípios do projeto político-ideológico da ditadura instaurada. Esse período valeu-se da censura e do controle dos meios de comunicação através do DIP – Departamento de Imprensa e Propaganda. A máquina do Estado enaltecia a figura de Getúlio Vargas mediante a disseminação de cartazes e fotos e os livros escolares apregoavam o trabalho e o patriotismo como valores absolutos. O ensino primário deveria ter como função despertar aptidões físicas, morais e intelectuais, visando à formação do cidadão e do trabalhador." ( p.168, LENHARO, Alcir. Sacralização da Política. Campinas, Papirus, 1986).



Escrito por Oazinguito Ferreira às 17:58
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UMA PRÉ HISTÓRIA PETROPOLITANA

Em 24 de fevereiro de 1984, a cidade de Petrópolis entra para o estreito circulo dos estudos de Pré-história no Brasil. Foi quando a arqueóloga do Museu Nacional, hoje dra em antropologia e arqueologia, Maria Beltrão, realizou diversas escavações com alunos do curso de Arqueologia do Museu Nacional por regiões de toda a cidade e encontrou evidencias de importante sítio arqueológico indígena na região do Rio da Cidade. Trabalho ímpar e que foi realizado pela primeira vez em Petrópolis. As descobertas de Maria Beltrão e seu grupo comprovaram que os indígenas em seu processo migratório não se estabeleciam com acampamentos na área central da cidade, isto é, do Alto da Serra até a região da Cascatinha, mas sim na região que lhe parecia mais proveitosa à subsistência.



Escrito por Oazinguito Ferreira às 17:52
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AINDA LEMBRANDO A CIDADE DAS HORTÊNSIAS

Na era dos bondes a parte da praça fronteiriça ao hotel, apresentava as famosas hortênsias em centro de jardim, cercada por diversos bancos. Mais tarde passou a apresentar o monumento ao expedicionário e as hortênsias deixaram de existir. Ao fundo trafegando para sair da então Avenida XV de Novembro, um bonde fechado, sinal da transição dos anos 20 para os 30. A foto é o registro mais preciso de R. Haack sobre o lado primaveril de uma cidade, nosso outubro. O registro fotográfico é mais uma prova de que as hortênsias já por meados do século eram cultivadas em nossa cidade em seus jardins.
De cidade das Hortênsias à cidade do chuchu nos anos 50 foi um passo.
Um poema do professor catarinense mais petropolitano de todos, Andrè Heidmann, poderia promover o tom para este registro.

As hortênsias florescem,
Como olhos coloridos de insetos,
Abertos para todas as paisagens
E todas as primaveras.

O ar está cheio de cores
Que respingam sob os passos
E explodem nas mãos que semeiam.

É novo tempo nos jardins,
Onde se colhe, de repente,
A beleza eterna do transitório.

As cigarras dão aos parques
Um gosto limpo de campo,
Às árvores, a impressão
De monstros híbridos e frenéticos,
E aos homens, a esperança
Da remição de seus crimes ecológicos.

E eu me pergunto se sobrevivo
Ao momento atual das cores,
Ou se morro com o luar,
Em sua frágil ilusão de vida.

 



Escrito por Oazinguito Ferreira às 17:49
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VAMOS DESCOBRIR!

Há algum tempo que não brincamos de advinhar a região de Petrópolis. Pois bem, voltamos. O fragmento de foto retrata uma área petropolitana nos anos 50. Vamos tentar descobrir onde é esta parte da cidade? Claro que a área sofreu alterações desde os anos 50, mas parte continua inalterada.



Escrito por Oazinguito Ferreira às 12:27
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PROMENADE HOTEL

Foi no Distrito de Nogueira que o deputado classista e comerciante, Dr. Milton de Souza Carvalho, comprou a Fazenda Nogueira em 1940 e quatro anos mais tarde associado a um grupo decidiu urbanizar a região para a construção de um Hotel que se aproveita do fluxo de veranistas que no período subia à serra para visitar Petrópolis. 

Desta iniciativa originou-se um verdadeiro plano de urbanização que possuía como centro o Hotel Promenade que comportava um clube prive que foi inaugurado em 1945. Uma curiosa instalação constando de um grande edifício central cercado por “bungalows” e com capacidade para cerca de trezentas pessoas. Estrategicamente tanto o hotel como a região era servida pela Estrada de Ferro Leopoldina, cuja estação de Nogueira foi construída em 1909 para servir a fazenda. Sendo também servida pela Estrada União Industria com serviço de ônibus.

Independente do auxilio do município e apoiado em capital do grupo, surgiu o bairro do Bomclima, um loteamento para a construção de moradias que eram intermediárias por imobiliárias na cidade do Rio de Janeiro.

Em 1962, Souza Carvalho doou um terreno para a construção de uma igreja edificada para as orações a Santo Antônio, não devem ser esquecida que ao lado do hotel foi construída também quando de sua inauguração uma capela em intenção de Nossa Senhora das Graças. Não pode ser esquecido que o Hotel-clube  foi responsável pelo desenvolvimento do bairro de Nogueira.

A foto foi produzida por R. Haack nos anos 50 para a produção de cartão postal. Imagem extraída da reprodução em exposição no site da Mercado Livre

(verso do cartão)



Escrito por Oazinguito Ferreira às 19:59
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MULHERES EM PASSEATA PELO GATILHO SALARIAL

 

No decorrer de 1985, nas capitais brasileiras e cidades de médio porte os movimentos de trabalhadores saiam às ruas reivindicando um dispositivo que protegesse os trabalhadores contra a inflação. Petrópolis não foi exceção pelo que podemos observar nestas fotos históricas da Tribuna de Petrópolis onde podemos observar um movimento feminino desfilando pela então Avenida XV de Novembro.

O objetivo foi alcançando com o lançamento do Plano Cruzado em 28 de fevereiro de 1986, um decreto que transformou momentaneamente a vida dos brasileiros. Neste plano os reajustes salariais passaram a ser realizados pelo dispositivo denominado por 'Gatilho Salarial', uma espécie de reajuste automático para os salários todas as vezes que o mesmo alcançasse um patamar.

A foto pertence ao Arquivo da Tribuna de Petrópolis e foi publicada em 1985.

 

  

  

  

  

 



Escrito por Oazinguito Ferreira às 19:18
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FAZENDA DO PADRE CORREIAS: UM HOTEL NOS ANOS 20

(Reprodução de cartão-postal de 1928 em exposição no site do Mercado Livre)

 

"Corrêas,  janeiro de 1928.  No Hotel D. Pedro, instalado no velho casarão do Padre Corrêa, dois grandes intelectuais brasileiros, estão alí hospedados em busca de tranqüilidade e refrigério.  São eles, o maranhense Humberto de Campos, membro da Academia Brasileira de Letras, dono de enorme bagagem literária e o sergipano Manoel José Bonfim, historiador, pedagogo e sociólogo, com incursões pelo americanismo e pelas raízes nacionais.
Corrêas dos anos vinte, não era o arrabalde pretencioso e acanalhado de hoje, onde pedestres e veículos de toda a espécie disputam a exiguidade dos logradouros e a única ponte que liga a povoação à estrada União Indústria.
Em 1928, aquilo era um lugar de repouso e de cura, com suas chácaras aprazíveis, seu comércio modesto, sua população rarefeita, seu silêncio profundo, apenas cortado pelo ruido do trem do Norte, que ligava Petrópolis a Três Rios e a São José do Rio Preto.
Antonio Machado, que fora comerciante de fumo no Rio de Janeiro, estabelecera na estrada setecentista do Padre Antonio Thomaz de Aquino Corrêa, o hotel D. Pedro, que depois transformar-se-ia em sanatório, dada a grande procura do clima de Corrêas pelos tuberculosos, sempre esperançosos de cura, numa época em que esta somente se operava por milagre.
Pois foi justamente nesse hotel D. Pedro, que Humberto de Campos e Manoel Bonfim, trocaram figurinhas nos dias 16 e 17 de janeiro de 1928.
Humberto Campos, nascido no Maranhão em 1886, era já autor consagrado, com vasta bibliografia dos contos humorísticos à crítica literária.
Ademais, ele era dado a registrar suas memórias, genêro aliás que o haveria de consagrar post mortem, com a divulgação do seu “Diário Secreto”.
(...)
E Humberto Campos começa assim o seu discurso:
“Consultando o meu diário inédito, relativo ao ano de 1928, encontro essas anotações:
Segunda feira, 16 de janeiro – Entre os hóspedes do hotel ( Hotel D. Pedro em Corrêas), um há tão bisonho quanto eu, mas que toma a iniciativa de aproximar-se de mim.  É Manuel Bonfim, sociólogo e historiador, autor d’América Latina, obra cuja documentação histórica me espantou, quando há vinte e dois anos, adolescente ainda, alí no interior do Ceará.
(...)
Humberto de Campos foi por assim dizer assaltado pelo verbo facial e fascinante do sergipano, tanto que uma hora de conversa, Bonfim falou cinqüenta minutos e o maranhense apenas dez.  A certa  altura do papo, ocorreu a Humberto a seguinte pergunta:
- “Por que este homem não é da Academia?”
A resposta é muita simples:  assim como há muito mais louco fora do manicômio do que dentro dele, há muito maior quantidade de intelectuais de verdade fora da Casa Machado de Assis, do que os quarenta membro que lá tomam assento.
Na terça-feira, 17 de janeiro, Humberto registrava em seu diário, o prosseguimento daquela tertúlia, em que as idéias sobrepairavam a iniquidade do quotidiano vulgar e rotineiro.
À sombra das parreiras, que então guarneciam a testada de algumas chácaras correnses, sub tegmine, como escreva o próprio Humberto (...)" (TERTÚLIAS DE HUMBERTO DE CAMPOS E MANOEL BONFIM EM CORRÊAS, Vasconcellos, Francisco de, IHP, 04/03/1998)

 



Escrito por Oazinguito Ferreira às 15:57
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PENSÃO GEOFFROY: FAZENDA DO CÓRREGO SECO

Chama a atenção o cartão postal que se encontra a venda no site MERCADO LIVRE (http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-103967552-carto-postal-petropolis-penso-geoffroy-av-maldeodoro-_JM) e que apresenta a famosa Pensão Geoffroy que se situava na Avenida Marechal Deodoro, 143. Para os que não sabem, o prédio era da Fazenda do Córrego Seco, com modificações que não afetaram a estrutura. Antes de funcionar a Geoffroy também funcionou no local a pensão Macedo.
O prédio foi derrubado e erguido em seu local o Edificio Pio XII.
A foto do postal datava de 1933/34.
Uma das inúmeras preciosidades que encontram-se expostas para comercialização na internet, sendo que muitas não encontram-se com cópias presentes em nossos arquivos, uma verdadeira falha das instituições públicas petropolitanas na guarda de seu patrimônio.

Verso do postal



Escrito por Oazinguito Ferreira às 11:33
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PRINCÍPE CHINÊS EM PETRÓPOLIS

Em suas pesquisas pela Tribuna de Petrópolis, Gabriel Fróes registrou que no ano de 1909 em fins de outubro, visitou Petropolis o principe Liou-She-Shun, embaixador plenipotenciário chinês nomeado para o Rio de Janeiro, que foi recebido na estação da Leopoldina por diversas personalidades, sendo entre outras pessôas, pelo Barão do Rio Branco, ministro das relações exteriores, e pelo dr. Sá Earp, na época presidente da Camara Municipal, e também  pelo dr. Artur Annes, juiz de direito. Liou já realizara inúmeras visitas pelo país, sendo que o Jornal O Estado de São Paulo, registrara sua visita em 11 de setembro à São Paulo e em 15 de Outubro à Campinas, onde foi acompanhado de seu secretario, Onke Tsás, virá a esta cidade, em visita ao Nucleo Odessa, ou fazenda Plates.


"Quarta-Feira, 13 de Outubro de 1909
RIO - Ás 2 horas da tarde, em carruagem do governo, acompanhado de seu secretario Ouke Tsáo e do capitão de corveta Graça Aranha, ajudante de ordens, e escoltado por um esquadrão de cavallaria, o embaixador chinez Liou She Shun partiu para o palácio do Catette. Ahi chegado foi recebido pela casa militar da presidência da Republica, vestida de grande gala, e introduzido no salão de honra, onde o aguardava o sr. Nilo Peçanha, cercado pela sua casa civil, pelos membros do ministério e pelo chefe de policia. Após os cumprimentos, o sr. barão do Rio Branco, ministro das relações exteriores, fez as apresentações. (Estadão, pág. 3, col. 2)"

A imigração chinesa no Brasil teve início em 1810, quando Portugal organizava em sua colônia de Macau e ocorreu a vinda dos primeiros chineses para o país. Depois, eles vieram para desenvolver o cultivo do chá em São Paulo e para trabalhar na implantação da ferrovia no Rio de Janeiro, capital do país na época.
Já a primeira entrada oficial de chineses em São Paulo ocorreu em 15 de agosto de 1900. O grupo era formado por 107 pessoas que, viajando no vapor Malange, procedente de Lisboa, desembarcou no Rio de Janeiro, sendo conduzido em seguida para a Hospedaria de Imigrantes na cidade de São Paulo.
Devemos nos lembrar que o núcleo Odessa, foi uma entre várias côlonias de imigrantes de meados do século XX para São Paulo, as demais foram de russos, letos, holandeses e outros.



Escrito por Oazinguito Ferreira às 10:52
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JOGOS ESTUDANTIS (UNIVERSITÁRIOS) PETROPOLITANOS

Damos continuidade ao nosso registro universitário de fins dos anos 60 e meados dos anos 70. Nesta série apresentamos parte do segmento que registra os Jogos Universitários Petropolitanos que eram realizados no Ginásio Afonso Paoni e com a construção da unidade do Bingen, para lá foram transferidos.

Importante é frisar que nos primeiros anos da década de 70, participavam destes jogos não somente as unidades da UCP, como Direito, Engenharia, mas também o da Faculdade de Medicina de Petrópolis. Ainda nesta época organizaram os jogos universitários do interior, com a presença de unidades universitárias de Terezopolis, Paraíba do Sul, Vassouras entre outras.

Nesta foto observamos a escola de Direito jogando contra o time da Faculdade de Medicina.

Foto que registra a abertura dos jogos com a presença de Sá Earp, ex-reitor da UCP, Dom Veloso, então reitor e demais professores e autoridades

O time de futebol de salão do curso de Engenharia



Escrito por Oazinguito Ferreira às 08:56
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UCP: RAINHA DOS CALOUROS 1961

Nosso resgate da memória recente continua presente no Blog. O registro das fotos do Arquivo da UCP nos apresenta a eleição da Rainha dos Calouros de 1961, uma iniciativa do DARB-DASTA durante o baile dos calouros. Recorremos aos nossos visitantes com o objetivo de identificar os presentes neste registro fotográfico, promovendo assim o resgate desta memória, e como resultado obtivemos do nosso prezado Geraldo Antunes, o reconhecimento de sua irmã, Leda Feo Nunes (atualmente Leda Nunes Mossi), nossa ex-professora recebendo a faixa de Rainha dos Calouros.

Leda Feo Nunes, a rainha dos calouros de 1961 na UCP.



Escrito por Oazinguito Ferreira às 08:39
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REGISTROS PETROPOLITANOS

Ainda vamos passear pelos anos 70 através do registro do Maestro Ernani Aguiar. Neste primeiro quadro observamos a subida da 'Serra Velha', tradicional parada no 'Meio da Serra', mais precisamente na Vila Operária construída pela extinta Fábrica Cometa em meados do século XX. Hoje alcança grande descaracterização não sendo protegida como deveria pelos órgãos competentes. Nem mesmo a região que é de proteção ambiental sofre ação dos poderes constituídos tornando-se um verdadeiro 'favelamento'.

Casarão de organização colonial tradicional devendo ser do século XIX, apesar de sua composição característica do século XVIII, localizado no inicio da rua União Indústria, famoso 'Caminho dos Mineiros'. Na cidade diversos casarões como este transformaram-se em cortiços pelos proprietários que se ausentaram da cidade delegando administração personagens imobiliários locais.

Em um registro raro, um dos supermercados que ocuparam a cidade na passagem dos anos 60 para os anos 70, o ENSA, Entreposto Nacional Sociedade Anônima, que rivalizava com o Disco, Distribuidora de Comestíveis que localizava-se do outro lado da Praça da Inconfidência. Sua mais antiga loja localizava-se onde atualmente existe uma Igreja próxima à antiga sede da Caixa Econômica em nossa cidade e que no final dos anos 70 foi comprada pela Casas da Banha, outro mercado extinto em nossa cidade.



Escrito por Oazinguito Ferreira às 14:17
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ARMAZÉNS PETROPOLITANOS

Ainda pelas fotos pertencentes a coleção de Ernani Aguiar podemos observar o registro da sobrevivência de nossos 'Secos & Molhados' de fins do século XIX e meados do século XX. Corrigimos a apresentação das fotos, segundo lembrança de nosso amigo, José Luiz Peixoto .  Trata-se de uma sequência que apresenta ambos os armazéns da Rua Padre Feijó com General Marciano Magalhães. Ambos hoje descaracterizados, assim como o da Barão do Rio Branco, da Montecaseros e o do Valparaiso. Resta-nos ainda em situação original o das Duas Pontes e o da Rua Mosela. (Fotos gentilmente cedidas para publicação por Ernani Aguiar)



Escrito por Oazinguito Ferreira às 18:50
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ERNANI AGUIAR E SEU HOBBY

(de um ângulo possível ele retratou o frontal do palacete, que já seria derrubado para ser erguido em seu local o Bradesco. Em primeiro plano o prédio do Werneck)

O maestro Ernani Aguiar, nos anos 70 desenvolveu seu hooby mais querido depois da música e regência, a fotografia. Como amador saía a registrar nossas realidades arquitetônicas e historicas, entre outros, principalmente os que se noticiava na época que poderiam ser demolidas.
Em suas férias, Ernani, passeava pela cidade e registrava estas construções.
As fotos apresentadas nessa postagem, registram parte visivel em 1978 do palacete e sobrado que se encontravam presentes nas áreas que atualmente são dominadas pelo Banco Bradesco e pelo Edifício Santo Antonio.
O palacete foi construído para abrigar um cassino em pleno século XIX, mas funcionou posteriormente no mesmo durante o período em que Petrópolis foi a capital do Estado do Rio de Janeiro (1894-1903) a Assembléia Legislativa Estadual.
Ainda em fins do século XIX funcionou o Colégio Luso-brasileiro que ocupava os três prédios ( o Palácio do Grão Pará, o palacete da Assembléia e o sobrado 268-270 que ficou conhecido como 'prédio do Werneck').
Posteriormente no local (palacete e sobrado), estiveram: Ateneu Brasileiro, Silvio Leite, Plínio Leite e por fim o Colégio Werneck.
Em fins dos anos 70, o Colégio Werneck se transferiu para prédio próprio na Rua Marechal Deodoro e tanto o palacete como o sobrado da então Avenida XV foram demolidos.

(detalhe)

Pelas fotos seguintes podemos observar sua paixão pelo Colégio Werneck da Avenida XV de Novembro

No portal observamos as placas de bronze que eram orgulho do Colégio

As fotos pertencem ao arquivo do Maestro Ernani Aguiar e foram gentilmente cedidas para publicação



Escrito por Oazinguito Ferreira às 18:40
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TEATRO XAVIER, TEATRO PETRÓPOLIS...


João Maria dos Santos Xavier, para Gabriel Fróes segundo o nome, muito pouca gente identificará “João Xavier”, o português que, muito moço ainda, desembarcou pela Leopoldina em Petrópolis, tornando-se, pelo seu espírito dinâmico, um dos homens que mais concorreram para o progresso petropolitano.
Organizou em 1904, na Avenida 15 de Novembro a famosa Casa Xavier, "uma loja de modas nos moldes dos grandes estabelecimentos cariocas" que existiu em Petrópolis, segundo Gabriel. Revolucionou nos transportes, pois fazia entregas em domicílio por meio de automóvel, em uma espécie do furgão.
Os primeiros automóveis de praça que rodaram pelas ruas petropolitanas no ano de 1909, pertenciam a João Xavier que foi também que instalou também a primeira garage comercial da cidade.
Se propôs a tarefa de criar em Petrópolis de "um verdadeiro teatro", segundo Fróes. E a 28 de fevereiro de 1914, era inaugurado o “TEATRO XAVIER”,  chamado a partir de 1921 de “Petrópolis”.
Com Jerônimo Ferreira Alves edificaram um segundo teatro - o Capitólio - inaugurado a 20 de dezembro de 1921.
João Xavier faleceu em Petrópolis a 26 de fevereiro de 1948.
A paixão de Gabriel pelo Teatro Xavier não foi sem igual, já que lhe dedicou inúmeras páginas em suas publicações. Já a seu irmão, José Kopke Fróes, deve-se a guarda da memória deste patrimônio histórico petropolitano pelas fotos que pertencem ao seu arquivo e foram doadas ao Museu Imperial e aqui reproduzidas de publicações da Tribuna de Petrópolis.



Escrito por Oazinguito Ferreira às 16:43
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PRAÇA PASTEUR EM 1968

   

A foto apresentada neste ensaio nos foi oferecida pelos moradores da Praça Pasteur. Uma foto de 1968 que apresenta a inauguração da 'nova Praça' que foi projetada pela equipe de governo do Prefeito Paulo Gratacós para servir de modelo no processo de revitalização das praças petropolitanas. 

Pelo que observamos nesta praça havia um lago para peixes e brinquedos diversos para as crianças da região. Podemos também observar ao fundo que a Igreja de São Cristovão ainda não havia sido construída, e segundo descrições a festa de inauguração foi uma das mais concorridas da cidade, afinal após o calçamento da Rua Professor Cardoso Fontes algumas décadas antes, esta foi a maior obra da região.



Escrito por Oazinguito Ferreira às 23:22
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