Petrópolis no Século XX - Petropolis in the Twentieth Century - Local History


Mario Olivetti Veículos em Petrópolis - 1974

   

Desejo agradecer a ajuda do amigo, Guilherme da Costa Gomes, de sua autorização para a republicação de foto presente em seu blog "Antigos Verde Amerelo", que recorda a inauguração da concessionária Alfa Romeo de propriedade do piloto de corridas Mario Olivetti, como as que se iniciaram em Petrópolis em 1949. Olivetti dirigia sempre sua Alfa Romeo (Giullia) no. 65. A concecionaria localizava-se onde hoje se situa o Banco Bradesco (ex-BCN, que foi inaugurado após a falência da Concecionária), ao lado do então Banco da Bahia e da Lanchonet Tónis que posteriormente mudou-se para a proximidade da Modas CasaNova.Estacionado em frente à nova representante, o recém lançado Alfa Romeo 2.300 e, na vitrine, um monoposto de corrida.

Fonte, blogs:Guilherme da Costa Gomes - http://antigosverdeamarelo.blogspot.com.br/2010_04_01_archive.html - Pedro Henrique Baleiro e está em seu blog, o http://puntata-taco.blogspot.com/

 

prof. Ms. Oazinguito Ferreira



Escrito por prof. Oazinguito Ferreira às 08:42
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Rua do Imperatriz Sem os Trilhos dos Bondes

Um raro bilhete postal que se encontra sendo comercializado pelo site da EBAY, apresenta a Rua da Imperatiz em 1904. Este bilhete postal foi enviado de Petrópolis pelo então tenente João Fulgêncio de Lima Mindello,que nesta data cumpria serviço no Palácio Rio Negro acompanhando a presidência. Mais tarde, como General, pertenceu (1939) a diretoria do Instituto de Geografia e História Militar do Brasil do qual foi um dos fundadores. Paraibano, pertenceu a comissão técnica composta por professores catedráticos da Escola Politécnica do Rio de Janeiro nos anos 30.

Observe atentamente que a rua da Imperatriz era de saibro e somente em 1914 os trilhos dos bondes Cia. Brasileira seriam instalados.



Escrito por prof. Oazinguito Ferreira às 19:22
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Rua da Imperatriz e os bondes

A então avenida Sete de Setembro, como consta deste postal editado nos anos 20, foi a tradicional Rua da Imperatriz do século XIX, nomenclatura que retornou nos anos 80 do século XX. O fator da mudança foi a conhecida avalanche de modismo  na qual o movimento republicano  atingiu Petrópolis e seus expoentes políticos após a proclamação do fim da monarquia e da ascensão do sistema político republicano em nosso país. 

Segundo historiadores locais, um movimento que se estabeleceu mais pelo modismo político de época do que pelas verdadeiras concepções políticas presentes em seus defensores. 

Semelhante processo conduziu a uma mudança radical na nomenclatura das ruas e praças petropolitanas, assim como o de suprimirem das fachadas de moradias tradicionais da cidade, os brasões representativos de famílias de seus moradores, assim como a comercialização de muitas destas construções a comerciantes e industriais da cidade do Rio de Janeiro.

Como bem sabemos, na última década os postais tem demonstrado toda a sua importância no estudo das mudanças urbanas ocorridas nas cidades brasileiras, principalmente os que foram editados entre fins do século XIX e primeiras décadas do século XX.

 

  

Neste postal destacamos a presença de uma família que se encontra aguardando o transito do bonde, já que áreas próximas ao Palácio Imperial eram consideradas as áreas mais nobres da cidade. Podemos também observar no fragmento extraído do mesmo postal, os destacados trilhos da linha de bonde da Cia. Brasileira de Energia que corriam pelas mesmas vias e nos anos 30 por pressões da nova burguesia e de seus representantes políticos foram retirados da cidade.

O “falso modernismo petropolitano” já ocorria bem antes da Segunda Guerra Mundial.

  

Prof. Ms. Oazinguito Ferreira



Escrito por prof. Oazinguito Ferreira às 09:16
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Vargas passeando por Petrópolis

https://www.youtube.com/watch?v=kgtNWYVP3RI

Getúlio Vargas passeando em Petrópolis em 1952, um verdadeiro documento histórico em curta metragem da passagem do então presidente pela cidade. produzido pela Agencia Nacional, encarregada de realizar a presença do Presidente e de seu contato com os populares. Procurava reproduzir o mesmo espirito de marketing político que o DIP realizava quando do Estado Novo. 

Devemos observar os lugares visitados por Vargas em Petrópolis nos anos 50 e a maioria de nossos visitantes procurarão identificar.

Prof. Ms. Oazinguito Ferreira



Escrito por prof. Oazinguito Ferreira às 22:25
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Igreja do Rosário & Monsenhor Gentil III

   

Este fragmento da foto postada anteriormente, que caracteriza o movimento petropolitano dos anos 40 na Praça da Inconfidência, nos apresenta detalhes que desapareceram do cotidiano da cidade de Petrópolis. No primeiro se apresenta o grande fluxo de caminhões descarregando mercadorias no antigo e tradicional Mercado Municipal, o mesmo ente "falecido" que na atualidade a municipalidade não revigora e mantém somente a frente que encontra-se tombada pelo patrimônio público.

O Mercado era um grande centro de redistribuição de produtos avícolas de São José do Rio Preto para toda a região e também para as feiras do Rio de Janeiro. Pequenos produtores transitavam pela região, assim como muitos consumidores, pois pequenos abatedouros encontravam-se dentro do próprio mercado que ainda comportava duas salsicharias e três açougues, dois de carnes verdes (carne bovina fresca) e um de suínos sendo abastecido pelos pequenos produtores dos quarteirões, muitos descendentes de colonos com seus chiqueiros que eram combatidos pela saúde pública municipal da época.

Este movimento confundia-se com o movimento da própria capela que durante a semana durante o horário de funcionamento do mercado mantinha suas portas cerradas e combatia juntamente com o proprietário do Hotel o cheiro de carniça (Tribuna de Petrópolis, "Denuncias à Saúde Pública", coluna) que se faziam presente nas lixeiras próximas, assim como o cheiro resultante do comercio de frangos que muitas vezes ocupava as calçadas externas com seus gradis (muitas famílias adquiriam frangos vivos).

Nas proximidades situava-se também o famoso Banco Hipotecário, que trocava créditos com os pequenos produtores dos distritos de Petrópolis (Posse, São José do Rio Preto, etc...)

Observamos na foto também o tradicional muro que separava a Igreja do Mercado possibilitando uma entrada para os fundos da Antiga Capela e de sua casa paroquial.

 

O fragmento abaixo, apresenta a saída para Rua Floriano Peixoto, assim como a variante que saía da lateral a Estação Ferroviária e a ponte sobre o Rio, onde presenciamos um ônibus da antiga Util que fazia o transporte entre o Rio e Petrópolis. Já se encontrava derrubado o Mercado que havia sido construído em 1928 para substituir o antigo, mas tão logo foi condenado.

      

Prof. Ms. Oazinguito Ferreira



Escrito por prof. Oazinguito Ferreira às 23:00
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